Immolation: “Acho que o Death Metal está vivo, bem e próspero agora. Há muitas bandas jovens excelentes”, diz Ross Dolan

Immolation: "Acho que o Death Metal está vivo, bem e próspero agora. Há muitas bandas jovens excelentes", diz Ross Dolan
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Atualmente, o Immolation, uma das bandas mais importantes do Death Metal americano, está trabalhando em seu próximo de estúdio, sucessor de “Acts Of God”, de 2022. No final do ano passado, o baixista/vocalista Ross Dolan e o guitarrista Robert Vigna, contaram as boas novas ao Blabbermouth. Vigna comentou:

“Foram dois anos agitados, mas sim, esse é o nosso foco principal agora. Estamos ansiosos por isso. Vamos nos esforçar e fazer isso. Isso é definitivamente necessário. Estamos animados com isso. Está chegando.”

Ross Dolan acrescentou:

“Nós tiramos a primeira parte deste ano de propósito só para focar no disco. De agora até o meio do ano, o álbum estará pronto. Já estamos começando a planejar o ano que vem. Está em andamento.”

Em junho desse ano, o Immolation esteve no Brasil com a turnê Extinguishing Light ao lado do Nervochaos.

Em março de 2022, pouco depois do lançamento de “Acts Of God”, Ross Dolan concedeu uma entrevista ao Echoes and Dust e, compartilhou seus pensamentos com relação à atual cena do Death Metal. Dolan discorda dos que criticam a cena atual assim como as novas bandas do gênero:

“Acho que o death metal está vivo, bem e próspero agora. Acho que há muitas bandas jovens excelentes surgindo nos últimos 10 anos, mais ou menos, que estão realmente começando a deixar sua marca, meio que abraçando aquelas inspirações mais antigas que nos inspiraram desde o início, e pegando-as e trazendo-as para a cena moderna de hoje, interpretando-as à sua maneira. Acho isso incrível. Acho que há muitas bandas jovens excelentes e acho que até mesmo as bandas da nossa categoria, algumas das bandas que estão na ativa há vários anos, mais de 30 anos, ainda estão lançando discos realmente bons, ainda arrasando ao vivo e ainda têm aquela paixão e aquele fogo. Acho que, se alguém disser que a cena death metal está em baixa agora, eu sugeriria que reavaliassem a cena, porque só o fato de termos conseguido tocar em dois festivais no ano passado, e ver a empolgação e o fervor do público nesses festivais foi incrível! Eu entendo que a galera está saindo de um lockdown de um ano e meio, então qualquer show agora é emocionante, mas essa paixão está em um nível mais alto agora, e isso é incrível de ver, então acho que entre a chegada de muita gente nova com muitas bandas novas, e as bandas mais antigas ainda lançando coisas boas… Acho que essa cena está em um momento muito bom e mal posso esperar para sair por aí e fazer uma turnê de verdade.”

Ele também contou como se sente fazendo Death Metal após mais de três de décadas, e como sua paixão pela música e pela cena continua inabalável:

“É ótimo. Quer dizer, nada mudou comigo ou com os caras. Continuamos 100% apaixonados, animados e motivados pelo que fazemos, criando novas músicas e compartilhando com nossos fãs ao redor do mundo. Eu amo isso, cara, se minha vida não tivesse isso, honestamente, eu não sei onde estaria. Isso me deu tanto. Me mostrou tanto, ampliou minha perspectiva, minha visão de mundo, minha perspectiva sobre tudo. Me ajudou e me enriqueceu como pessoa, as experiências que tive com a banda, as pessoas que conheci, as amizades que cultivamos ao longo dos anos ao redor do mundo. É diferente de tudo que já experimentei na minha vida. Acho que todos nós ainda compartilhamos a mesma empolgação de quando tínhamos 15 e 16 anos, quando começamos, só que em corpos mais velhos agora!”

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