Iced Earth: Jon Schaffer rechaça pecha de “extrema-direita” e defende os princípios fundadores da América

Iced Earth: Jon Schaffer rechaça a pecha de "extrema-direita" e defende os princípios fundadores da América
Gary Wolstenholme/Redferns via Getty Images

Jon Schaffer, guitarrista/fundador do Iced Earth, esteve ao lado do seu advogado Marc J. Victor para uma entrevista com Andy Marcantel, do Attorneys On Retainer, sobre os acontecimentos de 6 de janeiro de 2021, que ficou marcado pelo motim no Capitólio dos EUA que resultou em muitas prisões e cinco mortes.

Aproximadamente 1.572 pessoas foram acusadas criminalmente em um tribunal federal por sua participação no tumulto, entre eles, Jon Schaffer. Posteriormente, em janeiro de 2025, o atual presidente dos EUA Donald Trump, condeceu o perdão aos acusados e condenados pelo ataque ao Capitólio.

Durante a entrevista, Jon falou sobre seu ativismo político antes dos terríveis eventos, e refletiu sobre ser tachado como um cara de “extrema-direita”, o que ele não concorda:

“Sou muito a favor dos princípios fundadores da América, e obviamente nos distanciamos bastante disso. Então, isso me incomoda há muito tempo, por algum motivo. Provavelmente tem muito a ver com meu pai e os estudos. E eu simplesmente adoro a história da fundação deste país. Por mais imperfeitos que sejamos, é a melhor. E podemos ser melhores — podemos definitivamente ser melhores do que somos agora.

Não gosto de entrar nessa questão da esquerda-direita, porque não é aí que está a minha paixão. É a favor da liberdade. E quero que o nosso país e o mundo voltem a isso, e é isso que tenho tentado expressar. E muita gente me tachou de extremista de direita e coisas do tipo. E eu não considero a liberdade como algo extremo.”

De acordo com o advogado de Jon, o músico viveu “dois meses de inferno” após a sua detenção, sendo ameaçado por outros por outros detentos e até agredido com excrementos humanos enquanto esteve preso. Marc J. Victor relatou o ocorrido a um juiz federal durante a audiência de detenção de Schaffer no Tribunal Distrital dos EUA em julho de 2021.

Jon comentou sobre isso:

“Foi intenso. Quer dizer, foi definitivamente intenso. Fiquei na comunidade por alguns dias, mas como apareci em todos os noticiários, me transferiram para a solitária.

Já passei por muitas coisas intensas na minha vida, vivi no hardcore, fui um adolescente saindo de casa, comecei uma banda de heavy metal e fiz o que era preciso para que isso acontecesse foi intenso. Mas, cara, nada se compara ao J6. Então foi um caldeirão. E eu sou grato por isso. Me sinto abençoado de tantas maneiras porque você descobre quem realmente te ama, quem são os parasitas, quem são aqueles que realmente te amam. E eu sou abençoado, cara, porque muita gente me apoiou, mesmo que não publicamente. E eu entendo isso, mas não importa… Foi uma bênção, tudo isso foi, porque me pegou… Eu saí da roda de hamster da indústria musical e pude olhar para a minha vida e refletir, e por isso, por mais brutal que tenha sido, aquele momento de autorreflexão, que é tudo o que você pode fazer… Quer dizer, levei provavelmente três semanas para conseguir uma Bíblia. Não tínhamos permissão para ir à biblioteca. Eles nos negaram acesso à biblioteca jurídica. Não havia literalmente nada. E tem sido uma jornada incrível, transformadora em todos os sentidos. E é isso que eu posso dizer sobre isso.”

Em um momento mais adiante na entrevista, Jon refletiu sobre sua jornada à frente do Iced Earth:

“De qualquer forma, nunca fui do tipo que aderiu ao estilo de vida de astro do rock. Não preciso da idolatria, não a desejo, mas sou compositor. Essa foi minha força motriz. Foi isso que me fez escalar todas as montanhas de merda que fiz por décadas. É por causa disso. Eu tinha essas ideias, de corpo e alma, totalmente dentro, e ser capaz de fazer isso acontecer em uma produção e ver o resultado final foi muito gratificante. Essa foi a parte mais gratificante da minha carreira. Todo o resto foi… Na verdade, eu não gostei. Não gostei do negócio. Não gosto de lidar com a mídia. Não gosto dessas coisas. Não gosto do drama. Não gosto do narcisismo. Não gosto de toda essa parte. É demais. É muito movido pelo ego e, na verdade, é um estilo de vida muito superficial. A composição e a arte de compor não são, assim como a paixão e o amor por tocar, também não são, mas quando você entra no ramo profissionalmente, tudo muda e você fica um pouco cansado. Pelo menos eu fiquei. E foi uma carreira incrível, e foi uma vida incrível. E eu pude experimentar muitas coisas incríveis, viajar pelo mundo todo, conhecer pessoas incríveis e visitar todas essas culturas diferentes. E foi incrível. E talvez a coisa de compor volte, mas neste momento específico da minha vida, sem o desejo de compor, essa centelha não está lá, então eu não quero lidar com todo o resto. A única razão pela qual eu suportei tudo isso foi por causa da arte de compor.”

Em seguida, relembre um pouco da carreira dessa grande banda:

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