Hellripper lança “Coronach”, seu álbum mais ambicioso e refinado até agora

Photo: Paul Hutchings

Nesta sexta-feira, 27 de março, a banda Hellripper lançou seu novo álbum, “Coronach”, através do selo Century Media Records. O disco marca o quarto trabalho da carreira do projeto liderado por James McBain, consolidando uma trajetória que já ultrapassa uma década. Composto por 8 faixas e aproximadamente 44 minutos de duração, o registro chega como um passo firme na evolução sonora do artista escocês.

Ao longo desses anos, James McBain construiu uma identidade sólida dentro do blackened speed/thrash metal, combinando agressividade visceral com uma abordagem criativa e autoral. Desde os primeiros lançamentos, como “Coagulating Darkness”, passando por “The Affair of the Poisons” e “Warlocks Grim & Withered Hags”, o músico manteve uma consistência admirável, sempre expandindo os limites do estilo sem perder sua essência.

Além disso, “Coronach” representa um momento especial para o projeto, já que é o primeiro trabalho com o suporte completo da Century Media Records. Esse novo capítulo reforça o crescimento de Hellripper e também a ambição artística de McBain, que entrega aqui sua obra mais completa e ousada até o momento.

Novo álbum mergulha na história e no folclore escocês com intensidade e identidade próprias

Musicalmente, o álbum mantém os pilares do blackened thrash metal, com riffs intensos, bateria explosiva e vocais carregados de fúria. No entanto, o diferencial está na forma como esses elementos se entrelaçam com camadas mais elaboradas e dinâmicas. Assim, o Hellripper transforma sua sonoridade em algo ainda mais rico, equilibrando brutalidade e sofisticação com naturalidade.

Outro aspecto marcante de “Coronach” é sua forte ligação com a história e o folclore da Escócia. O próprio título faz referência a um lamento tradicional entoado em funerais nas Terras Altas escocesas, e essa atmosfera permeia todo o álbum. Cada faixa revela detalhes narrativos únicos, criando uma experiência imersiva que recompensa audições repetidas.

Faixas como “Hunderprest”, “Kinchyle (Goat and Granite)” e “Blakk Satanic Fvkkstorm” demonstram a criatividade afiada de McBain, que incorpora influências de nomes como Rotting Christ, Watain, Midnight, Deströyer 666 e até mesmo Mercyful Fate, tudo isso sem perder sua identidade. Dessa forma, o disco ultrapassa as limitações tradicionais do subgênero e se firma como uma obra expansiva e imprevisível.

Por fim, músicas como “Baobhan Sith (Waltz of the Damned)” e a faixa-título “Coronach” evidenciam o auge composicional de Hellripper. Com mudanças de ritmo, melodias envolventes e atmosferas épicas, o álbum se apresenta como uma verdadeira montanha-russa sonora. Em síntese, James McBain segue sendo uma das personas mais criativas do metal extremo contemporâneo, entregando um trabalho que equilibra tradição, inovação e intensidade com maestria.

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Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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