“Há algo estranho com a família Accept. O único que não fazia parte desse lado sombrio era o Udo”, diz David Reece

"Há algo estranho com a família Accept. O único que não fazia parte desse lado sombrio era o Udo", diz David Reece
Reprodução / Youtube

David Reece, ex-vocalista do Accept, explicou o porquê não irá colaborar com o ex-guitarrista do Accept, Herman Frank, em um novo álbum do projeto Iron Allies, que lançou seu álbum de estreia “Blood In Blood Out” em outubro de 2022. Reece também fez críticas à antiga administração do Accept. Em uma nova entrevista concedida a George Dionne do Knack.com, ele disse:

“Não. Herman e eu começamos bem, mas parcerias são parcerias, e logo percebi que não era mais uma parceria.

Há algo estranho com toda a família Accept — excluindo Udo, devo dizer — e eu sei por quê. Foi criado pela antiga administração, que era muito boa em dividir todos e colocar uns contra os outros. Muito malvada. E o único que não fazia parte desse lado sombrio era o Udo. Somos bons amigos agora, desde 1988. Eu poderia ligar para ele hoje, se ele estivesse em casa, conversar com ele e seu filho. Mas parte disso criou uma desconfiança em relação a todos ao redor. E é assim que os gerentes mantêm o controle. Eles causam essa discórdia, deixando todo mundo nervoso, para que possam basicamente fazer você fazer o que eles querem. E percebi que em muitos desses caras, nesses outsiders que estão fazendo suas próprias coisas, isso ainda existe. Você ainda ouve falar sobre isso. E comecei a sentir isso.”

Refletindo sobre sua relação atual com o guitarrista Herman Frank, ele disse:

“Ele compõe ótimos riffs com sua banda Victory. É engraçado porque quando ele chegou aqui e disse: “Se fizermos isso [o projeto Iron Allies], vai ser heavy metal”, e blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá. Mas se você olhar para o Victory, é meio como o Bangalore Choir [de Reece]; é mais uma banda de pop-rock. E ele está feliz. Ele tem um ótimo cantor. Gianni [Pontillo] é ótimo, e eu desejo tudo de bom para ele. Mas não, eu não quero trabalhar com o cara. Quer dizer, eu não o odeio. Só não quero esse desconforto. Quero ser feliz. Quero me concentrar no que estou fazendo e não me preocupar com “Ah, Deus, as coisas estão legais hoje”, e então você entra no ensaio e não está legal. Quero dizer, dane-se isso, cara.”

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