Greyson Nekrutman, o substituto de Eloy, é anunciado como baterista do Trivium

Seguindo os passos de Eloy Casagrande, que deixou o Sepultura para se juntar ao Slipknot, o jovem Greyson Nekrutman foi anunciado como baterista do Trivium para os próximos meses.

A princípio, parecia impossível aliar as duas agendas, mas o Sepultura divulgou a seguinte nota no seu Instagram:

“Como muitos de vocês já sabem, nosso baterista Greyson Nekrutman assumiu temporariamente o posto de baterista dos nossos amigos do Trivium. Em 2026, ele estará de volta ao Sepultura, retomando seu lugar na banda para seguirmos com nossa turnê de despedida. Fiquem atentos aos próximos anúncios de datas!”

O anúncio de Greyson aconteceu oficialmente neste sábado, 04 de outubro, nas redes do Trivium, com a seguinte nota:

“O Trivium dá as boas-vindas a Greyson Nekrutman.

Veja-o conosco no Aftershock Festival, além da turnê com Jinjer e Heriot.”

A dança das cadeiras dos bateristas

Apesar da ida de Greyson ao Trivium não ser em definitivo, sabemos que bandas de grande porte como esta trabalham com contratos sigilosos, onde quem assinou não pode informar a terceiros sua contratação até que a banda anuncie oficialmente.

Devemos lembrar que o guitarrista Andreas Kisser criticou Eloy Casagrande durante todo o ano de 2025 por conta disso, mas com o modelo de negócio adotado pelo Sepultura, o grupo fica certamente exposto a este tipo de situação. Qualquer baterista que se destaque no posto pode receber propostas irrecusáveis à qualquer momento.

É como um trabalho formal, onde o funcionário recebe salário e possui um contrato. Dessa forma, ele tem liberdade para rescindir e deixar a empresa atual caso receba proposta de uma outra.

No podcast Benja Me Mucho, o guitarrista Andreas Kisser comentou sobre este modelo. Questionado pelo apresentador Benjamin Back se os bateristas do Sepultura são funcionários, Kisser disse:

“Sim, é um funcionário. O Eloy também era um funcionário e ele é um funcionário do Slipknot. O Trujillo é um funcionário do Metallica.”

Back ainda questionou, “Então, é tipo, você ganha x por show, dia 10 tá na sua conta. É assim que funciona?”. E o guitarrista confirmou:

“É. (pequena pausa)

E é assim porque, cara, você fazer parte de uma banda como músico, não é a mesma coisa que você fazer parte da corporação. Do Business. Eu, o Paulo e o Derrick que somos a corporação Sepultura. Ali a gente define tudo sobre o Sepultura, os impostos, como vai ser feita a grana, onde que a gente vai fazer e etc. Deu certo, deu errado, é a gente que tá tomando, entendeu? Nós somos os donos do processo.

Mas tanto o Jean, essa galera que veio depois… uma coisa é você entrar pra tocar bateria, outra é pra ser sócio. São duas coisas completamente diferentes.”

O Sepultura anunciou recentemente que gravou 4 músicas inéditas e este EP ainda sem data para chegar às lojas e plataformas foi gravado com Greyson Nekrutman tocando bateria.

O quarteto brasileiro irá encerrar atividades em 2026, mais tem ainda um ano com diversos shows confirmados, inclusive, em grandes festivais internacionais.

Traremos maiores informações em breve.

Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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