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Grandes Vozes – Episódio 6: Warrel Dane

Quando os americanos do Sanctuary apareceram em 1988 com seu álbum de estreia, o Heavy Metal vivia um excelente momento. “Refuge Denied”, nasceu quando ícones da música pesada lançavam trabalhos relevantes e em alguns casos, discos eternizados e obrigatórios na discografia de qualquer aficionado por música pesada.

Citando algumas dessas bandas e seus lançamentos: “So Far, So Good.. So What!” (Megadeth), “The New Order” (Testament), “Leprosy” (Death), “Transcendence” (Crimson Glory), “Dimension Hätross” (Voivod), “Seventh Son Of A Seventh Son” (Iron Maiden), “No Exit” (Fates Warning), “Digital Dictator” (Vicious Rumors) e “South Of Heaven” (Slayer), foram alguns dos trabalhos fabulosos lançados no finalzinho da década de 80. Porém, em meio a esta avalanche de obras musicais, “Refuge Denied” conseguiu chamar a atenção não por ser apenas mais um disco de uma “banda nova”, mas principalmente por ser um disco fabuloso, trazendo em seu line up um vocalista com um alcance vocal absurdo, dono de um timbre único e capaz de atingir tons altíssimos com a maior facilidade. Seu nome: Warrel Dane.

   

Dono de uma voz privilegiada e indo dos tons mais baixos aos mais altos numa facilidade absurda, Warrel Dane faz parte de uma lista de “Grandes Vozes” ao lado de nomes como: Geoff Tate (Queensryche), Guy Speranza (Riot), Tom Mallicoat (Lethal), James Neal (Malice), Russ North (Cloven Hoof), Carl “Ace” Albert (Vicious Rumors), Steve Benito (Heir Apparent), Harry Concklin (Jag Panzer), Randy Rampage (Annihilator) e tantos outros.

Nascido em Seattle (EUA) no dia 07 de março de 1961, Warrel George Baker, conhecido mundialmente como Warrel Dane, iniciou sua carreira musical ainda jovem quando decidiu estudar ópera por cinco anos. Como bem sabemos, Dane seguiu um outro direcionamento musical apostando suas fichas no Heavy Metal, estilo que trouxe-lhe fama nos grupos os quais integrou. No entanto, falar de Warrel Dane é associar sua voz ao Sanctuary, banda que alcançou projeção no finalzinho dos anos 80 ao gravar dois discos excelentes antes de encerrar as atividades precocemente em 1991.

Porém, antes de falar do Sanctuary é necessário falar do Serpent ‘s Knight, quinteto americano formado em 1979, embora esta data não seja oficial pois algumas publicações listam 1981 como sendo o ano de formação da banda. Em 1983 o quinteto formado por Doug Stibbs (guitarras), Brad Poland (guitarras), John Kimmel (baixo), Michael Witkowski (bateria) e o jovem Warren Dane (vocais), lança “Released From The Crypt”, álbum de estréia contendo 10 faixas inéditas além de uma versão para “White Rabbit” do Jefferson Airplane.

Trazendo uma sonoridade calcada no Heavy e no Power Metal, o grupo trazia influências nítidas de nomes como: Crimson Glory, Mercyful Fate, Vicious Rumors (fase inicial), Queensryche (fase inicial) e Judas Priest. Apesar de trazer bons momentos com o extraordinário Warrel Dane sendo a “cereja do bolo”, a banda não segue adiante e dois anos depois (em 1985) decreta o fim das atividades.

Com o fim precoce do Serpent’s Knight, nasce em 1985 o Sanctuary nova banda de Warrel Dane, que após duas Demos e um Split ao lado de Riot V (na época apenas Riot), Slammin’ Watusis e Fifth Angel, lança finalmente seu álbum de estréia.

Intitulado “Refuge Denied”, o disco chega à lojas em 1988 trazendo oito faixas inéditas e assim como Serpent’s Knight, o Sanctuary também resolve coverizar “White Rabbit” do Jefferson Airplane numa versão mais produzida e mais pesada onde fica evidente o quanto esta música ficou absurdamente linda na voz (e interpretação) de Warrel Dane. Elogiado por fãs e muito bem recebido pela crítica especializada, “Refuge Denied” trouxe o prestígio que o Sanctuary e Warrel Dane mereciam. Um novo disco precisava ser gravado e sem perder tempo a banda o fez.

Em 07 de janeiro de 1990 chegava às lojas o magistral “Into The Mirror Black”, segundo álbum contendo nove faixas inéditas. Trazendo uma produção mais polida e mergulhando no Heavy/ Thrash, o disco trouxe uma outra perspectiva para a banda ao alcançar a marca de 34 mil cópias vendidas apenas na primeira semana de seu lançamento.

Catapultados pelo sucesso de “Future Tense”, single que ganhou videoclipe e elevou os números de vendas de “Into The Mirror Black”, fazendo com a banda figurasse nos charts mundiais e nas páginas de publicações importantes como Decibel, Slug e Rock Hard. A exibição de “Future Tense” na MTV, em especial no programa Headbangers Ball, trouxe visibilidade para o grupo que saiu em turnê de divulgação tocando ao lado de nomes como Fates Warning, Morbid Angel, Forbidden, Death Angel, Forced Entry e Blitz Speer. Ao longo da turnê o guitarrista Sean Blosl deixa a banda e para seu lugar o grupo recruta Jeff Loomis.

Aqui é preciso abrir um parêntese: Os anos em que se dedicou ao canto de ópera fizeram a diferença para Warrel Dane e isso fica evidente no Serpent ‘s Knight. Sua voz poderosa e sua extensão vocal tornaram-se sua marca registrada e não por acaso ele (Dane) fez diferença na cena do Heavy/Thrash, uma vez que dentro do estilo não era comum ouvir vozes agudas ou estridentes. Quando alguma banda aparecia trazendo vocais mais “melódicos”, automaticamente elas (bandas) estavam ligadas ao Melodic Power Metal (Metal Melódico) ou ao Speed Metal.

Voltando ao magistral “Into The Mirror Black”: Indiscutivelmente um dos melhores disco de Heavy/Thrash de todos os tempos e claro, o melhor disco da carreira do Sanctuary onde vemos (ouvimos) Dane se transformar em um gigante da voz.

Porém, o que seria o começo de uma carreira de sucesso para o quinteto, acabou se tornando em uma decepção enorme, visto que a gravadora Epic Records (na época) pressionou os músicos para que estes mergulhassem de cabeça na “nova cena” musical do momento. O grunge. Em comum acordo, o vocalista Warrel Dane e o baixista Jim Sheppard, decidiram que não aceitariam as imposições da gravadora, decisão esta que não era defendida pelos demais membros do Sanctuary. Tal decisão ocasionou o fim do grupo e de suas cinzas nascia em 1991 o Nevermore.

Oficialmente o Nevermore nasceu em 1991 e trazia em seu line up: Warrel Dane (vocais), Jeff Loomis (guitarras), Jim Sheppard (baixo) e Van Williams (bateria). Seu álbum de estréia auto-intitulado foi lançado em 01 de janeiro de 1995.

Apresentando uma sonoridade diferente dos tempos do Sanctuary, o disco contém 08 faixas inéditas compostas pela dupla Loomis & Dane, destacando em suas letras duras críticas contra a igreja católica na faixa “Godmoney”, onde Dane critica a “má fé” da igreja ao exigir dinheiro de seus fiéis como se estes estivessem “comprando uma vaga no céu”. Trazendo uma sonoridade mais densa, pesada e sombria em alguns momentos, o disco é um ótimo cartão de visitas para a nova empreitada de Dane, onde os destaques evidentemente são seus vocais. Em algumas faixas, é possível notar raiva e uma certa agressividade em suas linhas de vozes.

“Nevermore” (o disco) foi muito bem recebido e muito bem elogiado. em meio a turnê de seu lançamento, a banda estava sem tempo para soltar material inédito. Foi então que tiveram a ideia de gravar “In Memory”, EP que contém 05 faixas. Quatro delas são músicas gravadas anteriormente em Demos, além de um cover para “Silent Hedges/Double Dare” da banda inglesa Bauhaus, que ganhou uma versão monstruosa trazendo uma atmosfera densa e sombria, numa interpretação magistral do grande Warrel Dane.

Em julho de 1996 lançam “The Politics Of Ecstasy”, segundo trabalho de inéditas e aqui o grupo aparece como quinteto já que o guitarrista Pat O’brien (Cannibal Corpse, Ceremony, Chastain) foi adicionado ao line up. O disco também é o responsável por algumas mudanças na sonoridade da banda que agora adicionou ao seu Heavy Metal, alguns elementos do chamado Modern Thrash/Groove Metal e à partir deste ponto, esta seria a sonoridade característica do quinteto a qual iriam seguir (e assim o fizeram). O disco conquistou os fãs e críticos e a faixa “Next In Line”, ganhou videoclipe.

O Nevermore já era uma banda conceituada, bem como já havia adquirido um status de grande relevância quando “Dreamin The Neon Black”, terceiro trabalho do quinteto, foi lançado. Trazendo uma pegada mais voltada ao Thrash Metal, o álbum traz em seu contexto a real história de um homem convivendo com a decadência e insanidade após a morte de sua namorada. As letras bem como a concepção de “Dreaming The Neon Black” retratam o momento pessoal vivido por Warren Dane, já que supostamente sua ex-namorada o deixou quando entrou para uma seita religiosa que pregava o uso de drogas pesadas. Sem nenhuma explicação ela desapareceu e nunca mais foi vista. Ele então começou a ter pesadelos enquanto dormia e em seus sonhos ela chamava por ele enquanto se afogava.

   

Diferente dos dois discos anteriores, Dane usa seus vocais com mais intensidade em algumas faixas, soando mais “melódico”, fazendo uso de seus excelentes agudos, lembrando os bons tempos em que esteve à frente do Sanctuary. Com o sucesso de Dreaming The Neon Black, o grupo foi convidado a abrir os shows da banda americana Iced Earth (aceitou, claro).

Em outubro de 2000 o agora quarteto lança “Dead Heart In a Dead World”, quarto álbum da carreira e o disco que elevou o nome do Nevermore, colocando-os finalmente em um patamar de banda “mainstream”. Em suas letras o álbum aborda tópicos como intolerância religiosa e as penalidades severas sobre o porte de drogas.

O disco atingiu a 57a posição da German Albuns Charts e a 361a posição no “The 500 Greatest Rock & Metal Albums of All Time” da revista Rock Hard. A faixa “Believe In Nothing”, foi escolhida para ser o single e também ganhou videoclipe. Em suas faixas bônus a versão matadora para “Love Bites” (Judas Priest) e “Chances Three”, faixa gravada pelo Sanctuary numa demo em 1990 sob o título “Three Chances”.

Por falar em versão, o álbum traz uma versão quase irreconhecível para “Sound Of Silence”, da dupla Simon & Garfunkel, interpretada de forma monstruosa por Warrel Dane. E já que falamos de interpretação, em “The Heart Collector” a impressão é que Geoff Tate (ex, Queensrÿche) assumiu o microfone do Nevermore. Indiscutivelmente, Dane é um dos grandes monstros da voz e ponto final. Em “Dead Heart In A Dead World”, o Nevermore foi classificado como uma versão sombria e mais pesada do Queensrÿche.

Em julho de 2003 mais um trabalho, “Enemies Of Reality”, quinto disco da carreira e mais um uma vez a banda passa a ser um quinteto com a adição do guitarrista Steve Smyth (Vicious Rumors, Testament). O disco traz a mesma fórmula de seus antecessores, porém perde no quesito produção, a cargo de Kelly Gray. O resultado final foi uma chuva de críticas vindas de todos os lados. Um ano depois (2004) o álbum foi relançado, trazendo nova capa, totalmente remixado e desta vez os trabalhos ficaram à cargo do experiente Andy Sneap.

Após o trabalho de reconstrução no disco anterior, a banda chama de volta Andy Sneap para produzir “The Godless Endeavor”, novo e sexto trabalho lançado em 2005 e mais um momento grandioso do Nevermore. Quatro faixas chamam a atenção neste novo trabalho, “Born” com uma pegada quase beirando o Death Metal, “Final Product”, mostrando um Thrash Metal extremamente técnico, “Sentient 6”, apelidada de “balada sombria”, onde mais uma vez temos Warrel Dane mostrando o porquê era uma das “grandes vozes” do Heavy Metal e a faixa título “This Godless Endeavor”, cuja duração chega a quase nove minutos. Destaques para os trabalhos magistrais de guitarras de Jeff Loomis. Uma das melhores músicas do disco e também do Nevermore.

A qualidade musical de This Godless Endeavor, fez com que o Nevermore figurasse nas paradas mundiais. Dentre elas: Alemanha (73a posição), Estados Unidos (11a posição), França (11a posição) e Suíça (11a posição). O disco recebeu inúmeras estrelas em sites, publicações e revistas especializadas. No ranking de críticas e avaliações, o disco recebeu 04 de 05 estrelas.

Enquanto o Nevermore prepara o lançamento de um novo disco de inéditas, Dane aproveitou para lançar seu primeiro álbum solo. Em abril de 2008 “Praise To The War Machine”, chegava às lojas contendo 12 faixas, sendo 10 inéditas além de uma versão para “Lucretia My Reflection” do Sisters Of Mercy e “Patterns” da dupla Simon & Garfunkel.

Paralelo ao seu disco solo, o Nevermore lançava o CD/DVD “The Year Of Voyager”, álbum ao vivo trazendo as apresentações da banda entre os anos de 2005 e 2006. Aproveitando o momento, Jeff Loomis também ataca com “Zero Order Phase”, primeiro álbum totalmente instrumental, lançado em agosto de 2008.

Finalmente em maio de 2010 a banda lança “The Obsidian Conspiracy”, sétimo e último trabalho da carreira. Bem recebido e arrasando quarteirões, o novo trabalho apresentava o Nevermore mais uma vez como quarteto, visto que Steve Smyth havia deixado o posto. Claramente, temos aqui o disco de maior repercussão da banda, atingindo números expressivos de vendas e figurando nas paradas musicais de países como: Finlândia, Bélgica, Alemanha, Hungria, Suécia, Suíça, Grécia, Áustria, etc.

Nos Estados Unidos, o álbum figurou na US Billboard 200 (132a posição), US Rock Albums (41a posição), US Independent Albums (18a posição), US Hard Rock (13a posição e US Tastemakers (19a posição). Em suas faixas bônus, versões para “Temptations” (The Tea Party) e “The Crystal Ship” (The Doors).

Para promover o novo trabalho, o grupo saiu em uma turnê que durou até o início de 2011, porém, em abril daquele ano o baterista Van Williams e o guitarrista Jeff Loomis, anunciam suas saídas da banda.

Com o fim do Nevermore, Warrel Dane tratou de dar vida ao velho Sanctuary que lançava em setembro de 2014 seu novo e terceiro disco de inéditas, “The Year and The Sun Died”. O novo e aguardado trabalho trouxe 11 faixas inéditas, além do cover para “Waiting For The Sun” do The Doors. No line up, a presença do baixista e parceiro de longa data, Jim Sheppard.

Enquanto isso “The Year Sun Died”, ganhava repercussão e despontou nas paradas musicais de países como: Áustria (75a posição), Bélgica (143a posição), Alemanha (39a posição), Suíça (69a posição), Países Baixos (83a posição).

O disco também figurou em ótimas posições nas paradas da US Billboard 200 (125a posição), US Heatseekers Albums (2a posição), US Top Hard Rock Albums (11a posição), US Independent Albums (26a posição) e US Top Rock Albums (22a posição).

Enquanto o Sanctuary colhia os frutos de seu terceiro trabalho, Dane juntou forças com alguns músicos brasileiros e preparava um novo álbum de inéditas, o segundo de sua carreira solo à ser lançado em 2018, porém, o destino não permitiu que isso acontecesse e em 13 de dezembro de 2017, o mundo recebia a notícia de sua morte.

Dane, que estava em São Paulo, faleceu dormindo em seu apartamento. Os exames apontaram que ele sofreu um infarto agudo miocárdio. O vocalista também apresentava quadro de Diabetes Mellitus.

“Shadow Work”, segundo trabalho solo do vocalista, foi lançado postumamente em outubro de 2018.

Algumas observações acerca de Warrel Dane e as bandas por onde passou.

   

*Após chamarem a atenção do produtor Neil Kernon, responsável por trabalhos ao lado das bandas Queensryche, Judas Priest, Flotsam & Jetsam, Yes, Rolling Stones e Journey, o quinteto teve seu disco bancado pelo produtor, que acreditando no potencial da banda, assumiu o risco de bancar as gravações do Debut.

*Dave Mustaine, guitarrista e líder do Megadeth foi o principal responsável pelo contrato da banda com a gravadora Epic Records. Ele produziu o primeiro álbum e tocou guitarra em White Rabbit , cover do Jefferson Airplane.

* Quando o Sanctuary regravou “White Rabbit”, música originalmente gravada por Jefferson Airplane, Dane, mostrou que além de uma das vozes mais impressionantes do Heavy Metal, também mandava bem em versões gravadas por outros artistas (fato). A verdade é que os covers gravados pelo Nevermore e também pelo Sanctuary, ficaram tão perfeitos que se algum desavisado de plantão ouvi-los, terá a certeza de que as mesmas são de sua autoria.

* No finalzinho dos anos 80 era comum ligar a TV e dar de cara com o videoclipe de “Future Tense”, single do álbum “Into The Mirror Black” do Sanctuary, rolando em programas musicais da época (Clip Trip, Realce, Fúria Metal, Gás Total, Headbangers Ball,etc). Além da voz absurdamente aguda, Warrel Dane chamava a atenção por atingir tons altos, emitir agudos estridentes e dominar muito bem o alcance de sua voz. Outro aspecto que chamava a atenção e isso é inegável, era o comprimento de suas madeixas loiras, quase arrastando ao chão e isso já o diferenciava também de outros vocalistas (Não lembro de outro cara com aquele tamanho de cabelo). Os primeiros acordes e os riffs iniciais de “Future Tense”, ficaram marcados de tal forma que não será preciso mais que dois ou três segundos para que alguém adivinhe “Qual é a Música”. Mais que uma música absurdamente linda e bem construída, “Future Tense”, tornou-se uma espécie de “marca” na carreira do Sanctuary e ouso dizer que a mesma integra a lista de grandes hinos do Heavy/Thrash de todos os tempos.


*Por estudar ópera, Warrel Dane alcançava notas extremamente altas e seus agudos eram constantes, principalmente nos tempos em que integrou o Serpent ‘s Rising e Sanctuary, embora em alguns discos do Nevermore ele tenha rebuscado esses vocais. Em seus tons altos, o músico consegue ir do mais baixo ao mais alto (entre 5 e 6 oitavas). Sua voz se enquadra no que chamamos de “Voz Absoluta”, classificação para cantores que atingem uma escala maior que três oitavas.

*Enquanto divulgava seus álbuns, o Nevermore dividiu o palco com grandes nomes da música pesada mundial. Dentre eles: Blind Guardian, Megadeth, Mercyful Fate, Arch Enemy, Iced Earth, Death e tantos outros.

*Dane, contribuiu com trabalhos de outras bandas/artistas, dentre eles: Warhead, Behemoth, Instincted e Hevilan.

*A banda se apresentou no Brasil em 2006 na segunda edição do Live “N Louder ao lado de: Doro, Primal Fear, Gotthard, David Lee Roth, Stratovarius, After Forever, Sepultura e André Matos.

Opinião Mundo Metal Warrel Dane integra uma seleta lista de “Grandes Vozes” do Heavy Metal e da música pesada mundial. Seu timbre tornou-se conhecido desde os primeiros trabalhos com o Sanctuary, visto que poucos vocalistas do chamado Heavy/Thrash usavam vocais “limpos” e melódicos ao mesmo tempo (poucos faziam isso). Evidente que sua formação musical é outra e isso lhe dava a capacidade de atingir tons extremamente altos. A verdade é que no Serpent ‘s Rising, Warrel Dane já se mostrava um monstro da voz, usando e abusando de falsetes e agudos insuperáveis, feito por poucos vocalistas do estilo na época.

A partida de Warrel Dane, deixou uma lacuna enorme na música e uma baixa na seleta lista de Grandes Vozes do Heavy Metal. Sua voz única marcou uma geração de fãs que enxergavam nele um gênio na hora de cantar, interpretar e compor. É sabido que bandas e compositores existem aos montes e em todos os lugares, porém, compositores e intérpretes no nível de Warrel Dane, é tão difícil como procurar uma agulha num palheiro. Com algumas (poucas) exceções, claro. Vamos ouvir e assistir um pouco do talento de Warrel Dane:

Redigido por Geovani Vieira

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