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Grandes vozes – Episódio 5: Tony Martin

Numa lista extensa de trabalhos em prol da música pesada, bem como uma lista de artistas injustiçados, é bem provável que encontremos o nome de Tony Martin nas primeiras linhas. Conhecido por integrar a banda inglesa Black Sabbath, o vocalista apresenta um currículo invejável dos grupos os quais integrou. Em alguns deles, seus discos foram tão significantes e tão geniais quanto aqueles gravados na banda que o projetou mundialmente. Dentro ou fora do Black Sabbath, Tony Martin continua sendo uma das “Grandes Vozes” do Heavy/Rock Mundial e contra fatos, não há argumentos.

   

Nas próximas linhas, um pouco da história deste grande vocalista, prestes a lançar um novo disco de inéditas, ainda este ano. Confiram!

Nascido em 19 de abril de 1957 em Birmingham, Inglaterra, Anthony Philip Harford, conhecido mundialmente como Tony Martin, destacou-se por integrar uma das mais importantes e imponentes bandas de Heavy Metal do mundo, o Black Sabbath. Porém, antes de sua passagem pela instituição capitaneada por Tony Iommi, Tony Martin construiu uma história musical onde integrou diversas bandas (algumas delas sem material gravado), gravou diversos álbuns e apesar de não ter seu nome na lista de artistas renomados do mainstream, como deveria ser, conseguiu escrever seu nome na história do Heavy/Rock, sendo bem quisto por alguns artistas de renome e também por uma legião de fãs, que enxergam não apenas sua passagem pelo Black Sabbath, mas sua trajetória musical como grande artista nas bandas e projetos os quais participou.

A história não relata muito bem seu início como músico profissional e as bandas por onde passou, no entanto é sabido que até chegar ao ápice como vocalista de uma das bandas mais cultuadas do Rock/Metal, não foi por acaso, tampouco da noite pro dia. Sua caminhada foi construída degrau por degrau.

Sua história tem origem no comecinho dos anos 80 em Birmingham (Inglaterra),quando formou o The Alliance, banda de Hard Rock, trazendo em seu line up Barry Scrannage, baterista das bandas Starfighters e The Flying Hat Band (banda pré-Judas Priest de Glenn Tipton) e que participou dos primórdios da banda solo de Ozzy Osbourne, além do baixista Ace Kefford (do The Move) que também foi um integrante do The Flying Hat Band mas que na época era conhecido como Space Race. Antes, Tony Martin já havia tocado nas bandas Legend e Orion e foi neste ponto onde ele conheceu Albert Chapmann, ex, empresário do Black Sabbath.

Em 1985 as primeiras mudanças de integrantes aconteceram no The Alliance. Com um novo line up a banda lança três canções para o programa de rádio Friday Rock Show, apresentado por Tommy Vance da BBC. Essas canções foram: “Strangers”, “Trying to Forget” e “No Broken Hearts”. Não demorou muito e o The Alliance assinou contrato com a Warner (Gravadora) e mais seis composições foram gravadas: “Victories Mine”, “Keep in Touch”, “Ready or Not”, “Reaper”, “Put a Little Faith in Me” e “Here I Am”. Parecia que as coisas estavam indo muito bem, mas a verdade é que os demais integrantes tinham empregos regulares, família e infelizmente a música não lhes trazia naquele momento, uma estrutura financeira. Tais motivos fizeram com que eles abandonassem seus postos. Ou seja; Martin, estava sozinho. Foi exatamente nesse momento que Albert Chapman começou a espalhar o nome de Tony Martin e o ex-guitarrista do Whitesnake Bernie Marsden se interessou por ele, convidando-o a integrar sua banda, o Alaska. Porém, Chapman decidiu convencer Tony a continuar com o The Alliance.

Nesta época o iuguslavo Misha Calvin, chegava no Reino Unido e rapidamente foi trazido para a banda. Calvin, era jovem guitarrista com apenas 20 anos de idade, super talentoso, cheio de ideias e apesar de achar que sua posição na banda era incerta, permaneceu em seu posto. Porém, o inesperado aconteceu e Tony Martin decidiu seguir em frente anunciando que estava se desligando da banda. Diz-se que uma tentativa de prosseguir adiante aconteceu e Al Atkins, vocalista do Judas Priest foi convidado para ser a nova voz da banda, porém, a coisa não fluiu e o The Alliance encerrava as atividades (por enquanto).

N do R: Anos mais tarde, teríamos o Misha Calvin (banda) que foi uma espécie de The Alliance, com uma nova roupagem. Falemos disso adiante.

Neste ínterim, Tony gravou algumas demos com a banda Tobruk, após a saída do vocalista Stuart Neale, porém, sua permanência não aconteceu visto que foi convidado pelo guitarrista Adrian Vandenberg, cuja intenção era montar um projeto tendo Martin como vocalista. No entanto, os planos não deram certo pois Adrian se juntou ao Whitesnake. Em 1987 após a saída do vocalista Ray Gillen, Tony Martin foi convidado pelo guitarrista Tony Iommi a integrar o Black Sabbath. Para isso, teve que regravar todos os vocais do vindouro “Eternal Idol”, álbum que fora lançado em novembro de 1987 e que marca sua estreia na banda. O disco dividiu opiniões! Enquanto algumas mídias especializadas diziam que “Martin, deu um novo fôlego à banda e tem uma voz poderosa”, outras, simplesmente criticaram não apenas os vocais como também a nova sonoridade da banda. Segundo eles “Apontam para o Hard Rock, destoando do velho Black Sabbath que todos conhecem”. Apesar das críticas, o disco atingiu a 66a posição nas paradas musicais do Reino Unido, 168a posição nos Estados Unidos e sua turnê de divulgação passou pela Alemanha, Itália, levando a banda a tocar pela primeira vez na Grécia.

Em abril de 1989 chega às lojas o genial “Headless Cross”, segundo trabalho com Martin nos vocais e temos aqui um dos melhores momentos do Black Sabbath e também do grande Tony Martin. Diferente de seu antecessor, Headless Cross foi muito bem recebido pela crítica especializada e também pelos fãs que classificaram o disco como “Um dos melhores discos da banda em anos”. Vale lembrar que suas vendas foram bem superiores às dos discos Seventh Star e The Eternal Idol e isso se deve ao fato do clipe da faixa título ter grande repercussão na grade de programação da MTV. Na época de seu lançamento era comum assistir ao clipe de “Headless Cross” na programação da emissora e de outros programas voltados ao Rock/Metal. Aqui no Brasil, bastava sintonizar o canal da Rede Gazeta de Televisão e lá estava o clipe rolando na programação do extinto Clip Trip.

Aqui, abrimos um parênteses para dizer o seguinte: Independente da ala de fãs mais radicais que torceram (e ainda torcem) o nariz para esta formação do Black Sabbath, entendam e reconheçam que a banda acertou sim ao escolher Tony Martin. Qualquer grupo, independente do gênero musical precisa de grana para sobreviver e continuar sua história. Isto jamais seria possível sem o fator principal: Vendas! Nenhuma banda vive exclusivamente da venda de CD ‘s (hoje, principalmente). É preciso realizar turnês, vender bem e garantir um bom resultado para o futuro. Com Martin nos vocais, o Black Sabbath conseguiu isso e aceitem ou não, o cara substitui nada mais nada menos que Ray Gillen, num momento onde certamente o frio correu sobre sua espinha. Porém, sem medo e com seus vocais geniais, conseguiu fazer com que a banda tivesse notoriedade já que os anos anteriores não estavam sendo tão favoráveis para Tony Iommi, principalmente pelas constantes trocas de integrantes.

   

Os números expressivos e positivos de vendas, garantiu a banda o Disco de Ouro na Inglaterra, figurou nas paradas de países como Reino Unido (10a posição), Suécia (22a posição), Suíça (23a posição) e Estados Unidos (115a posição). A banda embarcou numa turnê bem sucedida pela Inglaterra e Europa e em 2005 figurou na posição 403 da ” Greatest Rock & Metal Albums of All Time” da Revista Rock Hard.

Após o excelente momento em que encontrava-se o Black Sabbath e com as vendas de Headless Cross em alta, era hora de gravar um novo disco e ele não demorou muito. Em 20 de agosto de 1990 chegava às lojas do Reino Unido, o décimo quinto trabalho de inéditas da banda (e o terceiro com Martin nos vocais) intitulado “Tyr”. Nos Estados Unidos, o álbum foi lançado onze dias depois, em 31 de agosto. Trazendo em suas letras e em seu título uma alusão à mitologia nórdica, o disco atingiu números excelentes em charts e ranking de vendas, consolidando de vez Tony Martin como a voz do Black Sabbath. O single de “Feels Good To Me” lançado como carro-chefe , garantiu à banda a 24a posição nas paradas musicais da Suécia, Áustria, Suíça e Reino Unido. A faixa ganhou videoclipe e mais uma vez a banda embalou a programação da já citada MTV.

“Tyr”, representa o “Renascimento do Black Sabbath” (segundo a crítica, na época de seu lançamento) e Martin também recebeu crédito e elogios por sua performance e interpretações (justo, diga-se). Ao mesmo tempo em que recebeu tais elogios de uma parte da crítica especializada, o disco (e banda) recebeu também duras críticas da ala mais radical da música. Numa delas o comentário foi o seguinte: “Iommi continua a manchar o nome do Sabbath, com esta coleção comum de discos”. A banda saiu em turnê e em alguns shows as aparições surpresas de Ian Gillan (Deep Purple), Geezer Butler (que havia deixado a banda anos antes) e Brian May (Queen).

Mais um parêntese: É fato que os anos noventa foram infectados por um vírus aparentemente sem cura, chamado “Grunge”. Algumas bandas penaram para seguir adiante fazendo sua música, outras, erroneamente aceitaram as condições e imposições de suas gravadoras, lançando discos horrorosos e totalmente desnecessários. Aquelas que não acataram tais imposições, amargaram ao ver seus lançamentos ignorados, discos com números negativos de vendas e shows com um percentual baixo de fãs, diferentemente dos tempos áureos quando lotavam arenas. Estas mudanças atingiram não apenas grupos pequenos e/ou estreantes. Nomes como Black Sabbath, também amargaram e viram seus shows serem cancelados sob o argumento de “Baixas vendas de ingressos”. Isso aconteceu na turnê do referido “Tyr”, onde o grupo teve seus últimos sete shows da turnê cancelados. O argumento? A banda não conseguiu vender o número de ingressos suficiente! Sim, por incrível que pareça, temos que acreditar que isso seja verdade. Tal fato, ocasionou inclusive a saída de Tony Martin.

Enquanto Tony Iommi recrutava Ronnie James Dio, para assumir as vozes do Black Sabbath, Martin lança em 1992 “Back Where I Belong”, primeiro álbum solo de sua carreira ao lado de nomes como Cozy Powell, Brian May, Neil Murray, entre outros. Os singles “If There Is a Heaven” e “Angel in The Bed” foram lançados e não precisa ser um exímio entendedor de música para notar que o disco traz a mesma fórmula dos registros gravados com sua ex banda. A similaridade com a sonoridade é tamanha que o músico incluiu a faixa “Jerusalém” do álbum Tyr (1990). Mas afinal, o disco é ruim? Claro que não!

Contendo 13 faixas que transitam entre o Hard/Classic/Heavy, o álbum contém 12 faixas inéditas, além do já citado cover para “Jerusalém” onde Martin, aparece mais solto e talvez sem o peso enorme da responsabilidade enquanto esteve à frente do Sabbath. Para dar um toque especial ao disco, as presenças do tecladista e amigo de longa data Geoffrey James Nicholls (Black Sabbath, Quartz, World of Oz, etc), Neil Murray (Whitesnake, Gary Moore, Brian May, Michael Schenker Group, Snakecharmer, etc), Laurence Cottle (Alan Parsons Project, Black Sabbath, etc), Zak Starkey (Ringo Starr, The Waterboys, The Who, etc) e Nigel Glockler (Saxon, GTR, Steve Howe, etc).

Ainda sobre Back Where I Belong: Disco excepcional, indicado especialmente aos fãs de Tony Martin. Sendo assim, não espere um trabalho pesado e totalmente Heavy Metal no moldes de sua ex banda. A propósito, as linhas de teclados neste disco são bem evidentes. Há também um solo (excelente) de Saxofone em “If It Ain’t Worth Fighting For”, faixa de abertura e de cara uma música que já valeria todo o álbum.

Bem recebido, o disco marcava uma nova fase na carreira do vocalista que sem perder tempo, conciliava sua agenda entre sua banda, novos projetos e inúmeras participações em grupos diversos. Um desses grupos inclusive, foi o MISHA CALVIN, do guitarrista Iugoslavo que lá atrás falamos dele ao integrar o The Alliance. Lembra? Pois bem, temos aqui praticamente o retorno do The Alliance, agora com um novo nome. Eu explico! Quando Martin gravou as Demos em seus tempos de The Alliance, estas músicas não foram lançadas, permanecendo guardadas por longos anos e agora finalmente viam a luz do dia.

A propósito, a parceria entre Misha Calvin e Tony Martin, foi algo grandioso (musicalmente falando) e se este disco tivesse sido lançado nos anos oitenta, não tenho dúvidas de que “Stranger” seria um hino e certamente teríamos um trabalho campeão de vendas. É bem provável que Misha Calvin (a banda), tivesse despontado numa lista de grandes nomes daquela safra e “Strangers”, tivesse se transformado em hit . Uma espécie de “Breaking All The Rules” (Peter Frampton), ou “If Looks Could Kill” (Heart) ou quem sabe uma “More Than A Feeling” (Boston).

Voltando ao petardo: Intitulado “Evolution”, o álbum foi gravado e lançado em 1993 e apresenta 10 faixas, divididas entre os vocais de Ian Parry (Elegy) e Tony Martin (ex, Black Sabbath). As divisões das faixas aconteceram da seguinte forma: Martin, cantou as canções presentes na Demo, gravadas em 1985 com o The Alliance, enquanto Parry cantou as faixas inéditas. Com todo respeito aos trabalhos de Ian Parry mas é impossível não perceber a grandeza dos vocais de Martin em faixas como “Strangers”, “Ready Or Not” e “Put Little Faith on Me”, canções que ganharam versões avassaladoras e caso o disco não apresentasse outras faixas fabulosas, então teríamos aqui três canções que já valeriam à pena. Não bastasse a monstruosidade na voz de Tony Martin, o disco ainda conta com duas faixas instrumentais, onde o guitarrista mostra toda sua genialidade como guitarrista e compositor. São elas: “Valhalla” e “Evolution”.

   

O ano era 1994 e após mais uma vez o Black Sabbath, contava com os préstimos de Tony Martin. Após “Dehumanizer”, disco lançado em junho de 1992 trazendo o mestre Ronnie James Dio nos vocais, o mesmo deixa a banda e pro seu lugar o guitarrista Tony Iommi recruta Martin, que retorna em alta com “Cross Purposes”, décimo sétimo trabalho de inéditas lançado em janeiro de 1994. Seguindo a linha de seu antecessor que atingiu excelentes posições nos charts voltados à música pesada, Cross Purpose não ficou atrás, despontando em altíssimo nível nas paradas musicais da Suécia (9a posição), Áustria (23a), Alemanha (32a), Reino Unido (41a), Suíça (42a), Holanda (85a) e 122a posição na Billboard 200. Para representar o disco antes de seu lançamento, a banda escolheu “The Hand That Rocks The Cradle”, single que ganhou videoclipe.

Em suas imagens em preto e branco, o clipe é um clara referência a Beverley Allit e sua história macabra de infanticidio em série, ocorrido em 1993. Em seus ataques a uma ala infantil no hospital de Lincolnshire, a enfermeira conhecida como “Angel of Death” (Anjo da Morte) foi responsável por aplicar em crianças injeções contendo insulina, potássio e em alguns casos apenas ar, causando reações adversas, vitimizando ao todo 13 vítimas (todas elas, crianças), das quais 04 vieram a óbito. Em seu enredo, o clipe apresenta uma garotinha (referência talvez a alguma sobrevivente) e uma jovem aparentemente transtornada. O pano de fundo para o enredo do clipe se passa numa sala de hospital.

Ainda retratando assuntos ligados à realidade, “Psychophobia” fala sobre David Koresh, líder da Seita “Ramo Davidiano” e o incidente em Waco, Texas, ocorrido em 28 de fevereiro de 1993. Um tiroteio entre o líder da tal seita e agentes do FBI, resultou nas mortes de quatro agentes e seis seguidores de Koresh, que acreditava ser o último profeta na terra. Voltando ao disco: A excelente aceitação de Cross Purposes, levaram o disco a atingir a 9a posição em países como Finlândia e Suécia. No Reino Unido, figurou na 41a posição da UK Billboard Charts.

Em julho de 2014, a revista Guitar World classificou Cross Purposes na 6a posição da “Superunknown: 50 Iconic Albums That Defined 1994”, lista dos melhores discos lançados em 1994 (segundo a avaliação deles). Em junho de 1995, chega às lojas mais um disco de inéditas e o último trabalho a contar com Tony Martin nos vocais. Intitulado “Forbidden”, o décimo oitavo trabalho do grupo traz 10 faixas (11 na versão japonesa) e apresenta a banda soando mais pesada em algumas canções, numa sonoridade voltada aos discos clássicos da era Ozzy, deixando de lado aquela pegada “Hard’ N Heavy” de outrora.

Apesar de mal recebido pela crítica e também pelos fãs, o disco garantiu bons números de vendas e mais uma vez a banda figurou nas paradas mundiais em excelentes colocações. Trazendo o mesmo line up que gravou “Tyr”, o álbum despontou em países como Reino Unido (71a posição), Áustria (40a), Holanda (86a), Suécia (19a) e Suíça (48a). Em sua primeira semana de lançamento atingiu a marca de 21 mil cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.

Enquanto esteve à frente do Black Sabbath, Tony Martin foi também um letrista, contribuindo com suas ideias nos discos Headless Cross, Tyr, Cross Purposes e Forbidden.

Fora do Black Sabbath, é hora de prosseguir, afinal de contas estamos falando do incansável Tony Martin. Em 1998 o guitarrista e produtor italiano Dario Mollo é apresentado a Martin. Um ano depois, ambos estrearam com “The Cage”, álbum auto-intitulado do projeto de mesmo nome que lançaria mais dois excelentes trabalhos, The Cage 2 (1999) e Third Cage (2012). Ainda em 1999 foi convidado pelo guitarrista Aldo Giuntini a integrar o Giuntini Project, estreando no mesmo ano no álbum “II”, seguido de “III” (2002) e “IV” lançado em 2013.

Em 2002 mais uma participação em mais um disco brilhante, “Our Cross, Our Sins”, segundo trabalho da banda Rondinelli, do baterista Bobby Rondinelli (Warlock, Doro, Quiet Riot, Rainbow, Blue Oyster Cult, Black Sabbath, etc).

Em 2003 estreou no álbum “Trading Souls”, segundo trabalho do Empire, banda que trazia em seu line up Don Airey, Neil Murray e Rolf Munkes (Crematory, ex, Vanize, etc). Em 2006 a banda lançava “The Raven Ride” terceiro álbum e o último com os vocais de Martin que deixava o grupo, sendo substituído à altura por Doogie White.

Provando que “cansaço” é uma palavra que desconhece por completo, Tony Martin integra o M3, banda formada por Bernie Marsden (guitarras), Micky Moody (guitarras) e Neil Murray (baixo) ex, integrantes do Whitesnake que lança em 2004 o álbum “Classic ‘Snake Live, Volume 1”. Como bem entrega o título, trata-se de um disco contendo faixas clássicas do Whitesnake gravadas ao vivo. E se você acha que Tony Martin decepcionaria ao interpretar músicas gravadas pelo “monstro” David Coverdale, é melhor rever seus conceitos e ouvir o disco. E por favor, não seja um Zé Mané ao ponto de fazer as tais comparações.

Incrivelmente e mostrando que sua voz é de fato um presente concedido pelos deuses, o gigante e incansável Tony Martin, lançou em novembro de 2005 “Scream”, segundo e excelente disco de sua carreira solo. Além das vozes, foi também o grande responsável por executar os trabalhos de baixo, guitarras, bateria e violino. O disco apresenta 10 faixas e conta com a participação especial de Cozy Powell (bateria), Geoff Nicholls (teclados) e Joe Harford, filho de Martin, responsável por grande parte das guitarras presentes no álbum.

   

Dezesseis anos após o lançamento de Scream, o vocalista apresenta “Thorns” seu novo álbum de inéditas (terceiro de sua carreira solo), previsto para o primeiro semestre de 2021. O disco contém 11 faixas inéditas e traz participações especiais de Danny Needham (Venom), Magnus Rosen (Hammerfall), Greg Smith (Alice Cooper, Rainbow, Blue Öyster Cult, etc), Joe Harford (guitarrista e filho de Martin) e Scott McClellan, guitarrista e responsável por co-escrever parte das letras.

A trajetória de Tony Martin, renderia inúmeras linhas caso fôssemos detalhar sua história musical passo a passo. Além das bandas e projetos aqui citados, o músico contribuiu com sua voz em trabalhos de grupos/artista como: Phenomena, Forcefield, Voices Of Rock, Schubert In Rock, Silver Horses, Mario Parga, Candlemass, The Airwaves, Star One, Arrayan Path, Black Widow, Herman Rarebell & Friends, Wolfpakk, Layla Milou, Lazy Bonez, Magnus Karlsson’s Free Fall, Sebastien, The V, Feanor, Lightning Strikes, Magnus Rosén, Violet Janine, ZiX, Zele, entre outros.

Abaixo, segue alguns momentos onde Tony Martin exibe seu talento:

https://youtube.com/watch?v=kO0tUsbhF2s

Redigido por Geovani “Jubilado” Vieira

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Comentários

  1. Concordo plenamente contigo, tá aí um vocalista extremamente injustiçado, muito subestimado, pois realmente cometemos o erro de comparar, incluso eu, pois cada um tem seu estilo e há espaço para todos. Ouvi o Scream esses dias e realmente é excelente. Abraços!!

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