PUBLICIDADE

Grandes Vozes – Episódio 11: Ronnie Atkins (Pretty Maids)


Nome:
Paul Christensen

   

Codinome: Ronnie Atkins

Data de Nascimento: 16 de novembro de 1964

Local: Vejle, Dinamarca

Banda Principal: Pretty Maids

Função: Vocalista

Outras Funções: Compositor

Outras Bandas: Avantasia, Nordic Union, Ronnie Atkins (Solo)

Estilo: Heavy Metal / Hard Rock

Anos de Atividade: Ativo

Discografia: Red Hot And Heavy (1984), Future World (1987), Jump The Gun (1990), Sin-Decade (1992), Stripped (1993), Scream (1994), Spooked (1998), Anything Worth Doing Is Worth Overdoing (1999), Carpe Diem (2000), Planet Panic (2002), Wake Up To The Real World (2006), Pandemonium (2010), Motherland (2013), Louder Than Ever (compilation) (2014), Kingmaker (2016), Undress Your Madness (2019).

   

Recentemente o vocalista Ronnie Atkins lançou “One Shot”, primeiro álbum solo em décadas e como era de se prever o disco apresenta uma aula de Hard Rock e por motivos óbvios integra a lista de “melhores discos” lançados em 2021 até o momento.

Porém, as coisas não aconteceram da noite pro dia e para os desavisados de plantão é bom saber que a carreira de Atkins, começou lá atrás no início dos anos 80 quando formou ao lado do amigo e guitarrista Kenneth Hansen (Ken Hammer), o Pretty Maids, uma das bandas mais importantes e de renome da pequena Dinamarca.

A origem do grupo oficialmente teve início em 1981 quando Atkins e Hammer formaram a Pretty Pretty Panic, banda que inicialmente tocava músicas de outros artistas. Imediatamente a dupla começou a compor músicas próprias e após gravarem uma demo bancada do próprio bolso, conseguiram um contrato com uma gravadora inglesa chamada Bullet Records. Na época, Atkins e Hammer eram dois jovens rapazes com 17 e 18 anos respectivamente, sonhando em ter uma banda de sucesso…

O primeiro disco aconteceu em 1983, o EP homônimo contendo 06 faixas que surpreendentemente obteve boa repercussão, rendendo ao sexteto uma turnê pelo Reino Unido, naquele mesmo ano. No ano seguinte, após assinarem contrato com a CBS Records, o sexteto lançou “Red, Hot and Heavy”, álbum oficial de estreia contendo 09 faixas inéditas, além de uma versão para “Little Darling” do Thin Lizzy. Bem recebido, o disco recebeu boas críticas e a faixa “Night Danger” foi usada na trilha sonora do filme de terror “Demons” (1985), de Lamberto Bava.

Vale lembrar que aqui, Ronnie Atkins não havia definido seus vocais característicos e seu timbre era igual aos demais músicos de outras bandas da época. As mudanças de timbres e alternâncias de vocais começariam a aparecer realmente à partir do segundo trabalho.

Em abril de 1987 chegou às lojas o excepcional “Future World”, segundo e excelente trabalho do agora quinteto. Contendo 09 faixas inéditas, o álbum vendeu 300 mil cópias em todo o mundo, alcançando a 165a posição da Billboard 200 Americana.

Inicialmente o disco foi produzido por Eddie Kramer que foi demitido durante as sessões de gravações por adormecer na mesa de mixagem. Pro seu lugar a banda recrutou Chris Isca, que foi creditado como coprodutor do álbum. Os trabalhos de mixagem foram divididos entre o produtor Flemming Rasmussen (Metallica, Morbid Angel, Rainbow, etc) e Kevin Elson, conhecido por produzir álbuns multiplatinados das bandas Journey, Mr. Big e Europe.

O álbum conta com a participação especial de Graham Bonnet nas faixas “We Came To Rock” e “Loud ‘N Proud”, fazendo Backing Vocals.

Future World”, atingiu a 57a posição na Alemanha, 22a posição na Suécia e 165a posição nos Estados Unidos. Aqui, Atkins mudaria seus vocais, onde alternava em momentos “suaves” e “agressivos” dependendo das canções. Após o sucesso de “Future World”, o grupo lança em abril de 1990 o controverso “Jump The Gun”, terceiro e excelente trabalho contendo 12 faixas inéditas. Produzido pelo baixista do Deep Purple, Roger Glover, o disco foi um dos selecionados para o Danish Grammy Awards de 199 na categoria “Álbum de Heavy Rock”, porém, o grupo vencedor foi os também dinamarqueses do Skagarack com o disco “A Slice Of Heaven”. *Danish Grammy Awards: Versão dinamarquesa do Grammy Awards Americano. Na lista de convidados especiais, as presenças de Ian Paice e Roger Glover do Deep Purple, o músico dinamarquês Ivan Pedersen e o The New Jersey Mass Choir na excelente “Savage Heart”. Apesar de ser considerado um fiasco (o disco é excelente), o álbum atingiu a 35a posição na Alemanha, a 39a posição na Suécia e a 20a posição na Suíça. Nos Estados Unidos, o título do disco foi alterado para “Lethal Heroes” e foi lançado pela Epic Records. “Hang Tough”, faixa que aparece no finalzinho do disco, foi escrita e gravada para o álbum “Night Of The Crime” da banda americana ICON, porém a mesma não fez parte do disco passando a integrar a tracklist de “Jump The Gun”. A versão do ICON, está disponível apenas em “1984: Live Bootleg” que foi lançada em CD e DVD.

O próximo trabalho “Sin-Decade”, chega às lojas na metade de 1992 trazendo 10 faixas inéditas, além do cover para “Please Don’t Leave Me, originalmente gravada por John Sykes. O disco tentava “costurar” o corte aberto pelo disco anterior que causou uma ruptura entre os músicos. O motivo? A “superprodução” e a sonoridade “redonda”, que não agradou parte dos integrantes. O que antes era um sexteto, passou a ser um duo, já que o Pretty Maids agora era apenas Ronnie Atkins e Ken Hammer.

   

Um pouco antes da gravações de “Sin-Decade”, a casa foi arrumada e aqui a banda voltava como quinteto. O disco obteve excelentes resultados em vários países, sendo destaque na Alemanha onde atingiu a 62a posição e a 50a posição na Suécia.

Após a tempestade e o sucesso do novo álbum que segundo Atkins foi planejado para ser um disco com músicas mais “pesadas” e composições mais “agressivas”, o grupo lança o inesperado “Stripped” em setembro de 1993.

Por quê inesperado? Bem, inicialmente a ideia não era lançar um disco neste formato, porém o sucesso do Pretty Maids no Japão fez com que a banda tocasse em uma determinada data um set com algumas faixas no formato acústico. Esta apresentação foi chamada de “Offside” e saiu em versão EP, apenas no Japão. Com o estrondoso sucesso de vendas naquele país a banda optou por gravar um álbum completo contendo as músicas do EP e algumas faixas adicionais. Assim nasceu “Stripped”.

*O single “Please Don’t Leave Me”, atingiu a 10a posição da Danish Singles Charts, daquele ano. Na Alemanha o disco figurou na 85a posição…

A parceria ao lado do produtor Flemming Rasmussen estava dando bons resultados e como diz: “Em time que está ganhando não se mexe”. Seguindo esta linha de raciocínio os dinamarqueses lançaram em outubro de 1994 o excelente “Scream”, sexto álbum de estúdio e mais uma vez fomos agraciados com um disco espetacular. Desta vez, os japoneses foram sortudos pois o álbum foi lançado em primeira mão na terra do sol nascente e em outros países (incluindo a Dinamarca) o mesmo chegou às lojas em janeiro de 1995. Sabe aqueles vocais “agressivos” que Ronnie Atkins adquiriu e virou sua marca registrada: Ouça “Rise”, faixa que abre o disco e entenda a origem.

“Scream” obteve excelentes números de vendas atingindo a 27a posição na Dinamarca, enquanto na Alemanha o disco figurou na 92a posição.

*Abrindo um parêntese: Apesar da banda continuar lançando discos excelentes e Atkins ser uma das vozes mais marcantes do Heavy/Hard, não era comum ver nas votações de “melhores do ano” ou de “melhor vocalista”, seu nome bem como o de sua banda que continuava lançando discos espetaculares…

O ano de 1997 começa muito bem e “pesado”, visto que em fevereiro daquele ano Atkins e sua trupe lançava mais um excelente álbum de inéditas. “Spooked”, chegava às lojas no dia 19 de fevereiro do referido ano e trazia além do cover para “Hard Luck Woman” do Kiss, doze novas faixas. Considerados pelo fãs como o melhor álbum da banda, “Spooked” traz a dosagem perfeita entre o Hard, o Heavy e a sutileza nos momentos mais suaves (leia-se: baladas).

É em “Spooked” que encontramos a majestosa “Die With Your Dreams”, um das músicas mais belas e mais incríveis de toda a discografia dos dinamarqueses (Opinião pessoal).

Sem precisar provar nada pra ninguém, Ronnie Atkins mostra que existe um mundo de bandas e vocalistas excelentes além da bolha onde aparentemente, a grande maioria vive, correndo atrás das mesmas bandas e ouvindo sempre os mesmos discos. Sim! O disco foi mais um grande passo na carreira do grupo, figurando na 74a posição dos Charts na Alemanha.

*Em “If It Can’t Be Love”, os dinamarqueses parecem beber na fonte dos ingleses do Def Leppard.

   

Sem dar trégua e mostrando que os anos 90 foram ruins apenas para aqueles que optaram por escolher “a nova onda musical”, o Pretty Maids lançava mais um trabalho de inéditas, o mediano “Anything Worth Doing Is Worth Overdoing”, oitavo álbum da carreira e musicalmente um disco que comparado aos seus antecessores, deixa à desejar no quesito melodias.

Embora as grudentas “Hell On High Heels” e “With These Eyes”, já valeriam todo o álbum, visto que temos duas canções excepcionais e pra variar, Mr. Atkins sendo o que chamamos de a Cereja do Bolo. Bem recebido em vários países, o disco figurou na 71a posição da Alemanha.

O ano era 2000 e “Carpe Diem”, novo álbum de inéditas dos incansáveis dinamarqueses, chegava às prateleiras. Contendo 11 novas faixas o nono registro do quinteto trazia finalmente a pegada dos discos anteriores (exceção para “Anything Worth Doing Is Worth Overdoing) onde o Hard Rock e o Heavy Metal, finalmente se encontravam (Ouça, “Poisoned Pleasures”). Apesar do sucesso, o disco decepcionou alguns fãs mais exigentes que classificaram o disco como “Excessivamente melódico”.

Março de 2002: Chegava às lojas “Planet Panic”,mais um álbum de inéditas do quinteto dinamarquês. Contendo 09 faixas inéditas, o disco apresenta também o cover para “There ‘s Only One Way To Rock”, oficialmente gravado por Sammy Hagar no álbum “Standing Hampton” de 1981. Apesar de um disco sem muitas apostas em melodias, porém musicalmente pesado e trazendo a velha fórmula, “Planet Panic” figurou na 27a posição da Dinamarca.

Novembro de 2006 e mais um disco de inéditas chegava ás lojas. Lançado oficialmente em 10 de novembro “Wake Up To The New World”, décimo primeiro registro da banda apresenta 10 faixas inéditas, além do cover para “Perfect Stranger” do Deep Purple. Musicalmente, um disco direcionado ao “Hard” e menos “Heavy”, porém, grandioso tal qual seus antecessores.

Em 14 de maio de 2010 o grupo lançava mais um disco de inéditas (12º da carreira), “Pandemonium”. Contendo 11 faixas inéditas, o álbum foi mais um grande passo na carreira do quinteto, despontando nas paradas da Alemanha (83a posição), Suécia (45a posição), Suíça (63a posição) e 14a posição em seu país de origem, Dinamarca.

“Pandemonium” tornou-se o álbum de maior sucesso do Pretty Maids em sua terra natal desde “Scream”, que alcançou na época a 27a posição. Sobre o disco e seu desempenho mundo afora, Ronnie Atkins classificou-o como “O melhor álbum que fizemos nos últimos 15 ou 20 anos”.

*Ken Hammer e Ronnie Atkins, definitivamente formam uma das melhores e sólidas parcerias do Hard/Heavy mundial e isso fica evidente a cada lançamento do Pretty Maids. Ouça “Little Drops Of Heaven” e “One World, One Truth”.

   

Em 22 de março de 2013 a banda lança “Motherland”, disco que seguia os mesmo passos de seu antecessor elevando o nome do Pretty Maids que mais uma vez despontava nas paradas musicas de países como Bélgica (115a posição), Alemanha (71a posição), Suécia (22a posição) e Suíça (29a posição).

Mais uma vez, um disco do quinteto figurava em uma posição satisfatória (13a posição) em sua terra natal, a Dinamarca. Nas palavras e análise de Ronnie Atkins, “Motherland, é o melhor álbum canção por canção da banda”.

Lançado em 21 de março de 2014, “Louder Than Ever”, é o décimo quarto álbum de estúdio da banda e consiste em regravações de oito canções lançadas anteriormente no período 1994 a 2006, retiradas dos álbuns Scream, Anything Worth Doing Is Worth Overdoing, Carpe Diem, Planet Panic e Wake Up to The Real World. Além das regravações, o disco apresenta quatro novas composições, “Deranged”, “My Soul to Take”, “Nuclear Boomerang” e “A Heart Without a Home”, que foram gravadas especialmente para o álbum. Um videoclipe oficial de “Nuclear Boomerang” foi lançado em 10 de fevereiro de 2014.

Bem recebido, o novo registro atingiu a 93a posição no Japão, 59a posição na Alemanha, 52a posição na Suíça e 11a posição na Dinamarca. Mais uma vez, Ronnie Atkins & Cia, fazia bonito e mais uma vez conquistava os fãs dinamarqueses. Ainda segundo Atkins, “a banda estava curiosa para ouvir como algumas das canções mais antigas soariam com a formação atual da banda e como elas ficariam nas mãos de nosso atual produtor, Jacob Hansen”.

O ano é 2016 e os incansáveis Ronnie Atkins e Ken Hammer, lançam “Kingmaker”, décimo quinto trabalho de inéditas do todo poderoso Pretty Maids. Contendo 11 faixas inéditas (13 faixas na versão japonesa), o disco obteve excelente recepção e mais uma vez o quinteto figurava nas paradas musicais de países como Bélgica, onde alcançaram a 99a posição, França (159a posição), Japão (78a posição), Suécia (35a posição) e Suíça (36a posição).

O álbum estreou no número 35 da parada alemã, tornando-se o disco de maior sucesso de Pretty Maids desde “Jump The Gun”, que também atingiu a 35a posição na época de seu lançamento. Apesar do sucesso nos países citados, o grupo não deu sorte em seu país de origem já que o mesmo ficara de fora das paradas dinamarquesas.

*Em entrevista ao The Classic Metal Show, o vocalista Ronnie Atkins disse sobre o álbum: “Basicamente, somos grandes fanáticos por pop. Gostamos de todos os tipos de música e para nós uma boa música é uma boa música. Algumas das coisas são, na verdade, escritas em um violão. Há músicas no álbum que são basicamente pop. Você poderia pegar músicas como “Heavens Little Devil”, basicamente ela é uma música pop. O desafio é transformar uma música pop em uma música de rock”.

Novembro de 2019 e mais um disco grandioso do Maids. “Undress Your Madness”, décimo sexto e desde então o trabalho mais recente da banda, lançado oficialmente no dia 08 de novembro do referido ano.

Contendo 11 faixas inéditas (12 faixas na versão japonesa), o disco é mais um grande salto na carreira do quinteto dinamarquês. Bem recebido e trazendo a mesma fórmula de seus antecessores “Undress The Madness” seguiu a trilhas dos trabalhos anteriores, figurando em posições favoráveis de países como Bélgica (131a posição), França (172a posição), Alemanha (36a posição), Suécia (31a posição), Suíça (13a posição) e Reino Unido (154a posição).

*Aqui, mais um parêntese: Em outubro de 2019, um mês antes do lançamento do novo trabalho, Ronnie Atkins foi diagnosticado com câncer de pulmão. O músico segue em tratamento apesar das chances de cura serem pequenas e improváveis.

Apesar das inúmeras e fatídicas trocas de integrantes, o grupo sempre trouxe em seu line up músicos que agregaram e elevaram o nome do Pretty Maids, independente da posição em que a mídia os colocou. As mudanças constantes de músicos (normal para um grupo com longos anos de carreira) em nenhum momento fez com que a banda perdesse sua identidade musical e ao contrário de tantos outros, o grupo primou por lançar álbuns formidáveis. Mesmos aqueles descritos como “medianos” (á época de seu lançamento), hoje são vistos como discos relevantes.

Talvez o Pretty Maids nunca seja visto como um grande nome mundial, mesmo com tantos anos de carreira e uma discografia formidável. Porém, é certo que o grupo conta com uma das vozes mais poderosas do Hard/Heavy mundial cuja imagem tornou-se a personificação da banda.. Ou seja; Ronnie Atkins é definitivamente o Pretty Maids.

   

Sobre seu papel à frente da banda: Dono de voz marcante e poderosa, Atkins figura na lista de “Grandes Vozes” do Hard ‘N Heavy mundial e sua história de parceria com Ken Hammer é digna de aplausos, já que ambos permanecem juntos até os dias atuais. Apesar da incerteza do quanto tempo ainda lhes resta, Atkins permanece firme, forte , dono de uma fortaleza admirável e aparentemente inabalável.

“Eu poderia sentar, aceitar os fatos e sentir pena de mim mesmo ou eu poderia me levantar, definir algumas metas, perseguir meus sonhos e continuar vivendo. E com o apoio fantástico da minha família e amigos verdadeiros, eu escolhi o último!”. (Ronnie Atkins)

Algumas observações acerca de Ronnie Atkins:

*Em 2015, formou ao lado do guitarrista e vocalista Erik Martensson (Eclipse, WET, Ammunition, Etc) o projeto Nordic Union com quem lançou dois excelente discos: Nordic Union (2016) e Second Coming (2018).

* Em 2013, integrou o projeto Avantasia liderado por Tobias Sammet (Edguy), com quem gravou três álbuns oficiais: The Mistery Of Time (2013), Ghostlights (2016) e Moonglow (2019).

*Em 2017, participou do álbum “Wolves Reign”, projeto do vocalista Mark Sweeney (ex, Crystal Ball) e Michael Vox (ex, Mad Max).

*Em 2020, participou do At The Movies, projeto formado por Chris Laney ao lado de músicos de bandas como King Diamond, Hammerfall, Treat, The Poodles, Therion, Soilwork, The Night Flight Orchestra, Royal Hunt, Narnia, Bruce Kulick e outros.

Aqui, a banda faz (excelentes) releituras de clássicos de filmes dos anos 80. Atkins, participa na faixa “We Don’t Need Another Hero”, clássico da cantora Tina Turner que integrou o filme, Mad Max-Além da Cúpula do Trovão (1985), estrelado por Mel Gibson.

*Em março de 2020, o músico finalmente lançou o primeiro álbum de sua carreira solo, o espetacular “One Shot”. Indiscutivelmente, um dos melhores álbuns de Hard/Melodic Hard Rock de 2021.

Algumas observações sobre o Pretty Maids:

*Em seus 40 anos de vida, o Pretty Maids conta com uma extensa discografia que inclui: 16 Álbuns Oficiais, 04 Live Albums, 03 Compilações, 04 EP ‘s e alguns DVD’ s. Alguns, lançados no formato CD+DVD.

*Os músicos citam como influências, bandas como Thin Lizzy, Led Zeppelin, Deep Purple, Kiss, Icon, Slade e Queen.

*A faixa “Back to Back”, presente em “Red, Hot and Heavy”, álbum de estreia do Pretty Maids, ganhou regravações das bandas Hammerfall, no álbum “Legacy Of Kings” (1998) e Arch Enemy, no disco “Will To Power” (2017).


*Ao longo dos anos, o Pretty Maids vendeu milhares de discos, porém, nunca se destacou, exceto no Japão durante os anos 1990. Dentre as inúmeras bandas com quem dividiram o palco, estão ícones como Black Sabbath, Whitesnake, Deep Purple, Alice Cooper e Saxon. Em 1987 o quinteto participou da versão alemã “Monsters Of Rock”, onde as atrações principais foram os americanos do Metallica e os ingleses do Deep Purple.

*Após o lançamento de “Wake Up to the Real World”, álbum lançado em 2006, a banda tem realizado turnês anualmente na Dinamarca, Suécia, Alemanha e Espanha, países onde o Pretty Maids tem seu público cativo.

N do R: Apesar de não ser visto como uma banda de renome e definitivamente não figurar na lista dos grupos do mainstream, o Pretty Maids manteve-se todos esse anos em atividade, lançado discos excepcionais e obrigatórios aos amantes da boa música. Quando a música tomou novos rumos e algumas bandas “surfaram na onda”, acreditando que tocar e cantar desafinado fosse a grande sacada, Ronnie Atkins e Ken Hammer conduziram o grupo pelo caminho do Hard ‘N Heavy, estilo que a banda soube explorar desde seu excelente álbum de estreia, atravessando décadas e chutando traseiro das malditas “modinhas” impostas pelo mercado fonográfico que sabe-se lá como, conseguiu fazer com que muitas bandas mergulhasse de cabeça e embarcasse nessa canoa furada. Felizmente, o Pretty Maids não se rendeu e continuou sendo a mesma banda extraordinária que sempre foi.

Vida longa ao Pretty Maids, ao mestre Ronnie Atkins e todos os projetos os quais esteja envolvido. Confira Ronnie em ação:

Redigido por Geovani Vieira

PUBLICIDADE

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

This site is protected by reCAPTCHA and the Google Privacy Policy and Terms of Service apply.

Veja também

PUBLICIDADE

Redes Sociais

30,849FãsCurtir
8,583SeguidoresSeguir
197SeguidoresSeguir
261SeguidoresSeguir
1,151InscritosInscrever

Últimas Publicações

- PUBLICIDADE -