Geoff Tate foi a um show do Queensrÿche e disse o que achou da performance de Todd La Torre

O lendário vocalista Geoff Tate segue expandindo o universo conceitual que marcou sua carreira. Seu próximo álbum de estúdio dá continuidade à icônica saga iniciada em “Operation: Mindcrime” (1988), um dos marcos do heavy metal e do progressive metal. O novo single, “Power”, já está disponível para audição, enquanto o disco completo chega às lojas no dia 3 de maio, aumentando a expectativa entre fãs de longa data.

Diferentemente do que muitos poderiam esperar, o músico opta por não criar uma sequência direta da narrativa original. Em vez disso, ele posiciona a nova obra no mesmo universo e na mesma linha do tempo, porém sob outra perspectiva. Dessa forma, a história ganha novas camadas e amplia o alcance do enredo clássico que consagrou sua trajetória artística.

Desta vez, o foco narrativo recai sobre Dr. X, um dos personagens centrais da trama. Ao acompanhar os acontecimentos sob seu ponto de vista, o álbum revisita eventos que também envolvem figuras conhecidas como Nikki e Sister Mary, oferecendo uma abordagem mais profunda e complexa dos conflitos apresentados anteriormente.

Cantor relembra experiência recente e destaca talento do atual frontman do Queensrÿche

Além das novidades em sua carreira solo, Geoff Tate também chamou atenção recentemente ao comentar sobre sua antiga banda, o Queensrÿche. Durante uma entrevista ao programa “Trunk Nation with Eddie Trunk”, o artista revelou que assistiu a um show do grupo e ficou positivamente surpreso com a performance do atual vocalista, Todd La Torre.

Ao descrever a experiência, Tate demonstrou respeito e admiração pelo trabalho de seu sucessor. Segundo ele, a apresentação superou expectativas e evidenciou a qualidade do cantor à frente da banda. Em seguida, o músico compartilhou detalhes dessa ocasião, preparando o terreno para uma série de declarações elogiosas que reforçam o reconhecimento ao momento atual do Queensrÿche.

Abaixo, você pode ver a transcrição da sequência de declarações de Geoff Tate:

Eddie Trunk: “Como estão — e existem relações com algum dos outros ex-integrantes da banda? Você mantém contato com algum deles? Com o Scott ou algum dos caras atuais, algo assim, ou você seguiu completamente em frente?”

Geoff Tate: “Não, não tive nenhum contato. Não. Eu fui ver o Queensrÿche tocar em Copenhague no ano passado. Foi interessante ver, porque eu nunca tinha visto eles ao vivo antes, sabe, sem mim. Sim. Foi bem interessante. Eu realmente fiquei na primeira fila do show, apoiado na grade, e foi uma experiência bem curiosa, sabe. E eu tenho que dizer, existe muitas notícias estranhas sobre mim e o Todd La Torre. Mas, sabe, eu tenho um enorme respeito pelo cara por assumir o meu lugar, antes de tudo. E quando fui a Copenhague e estava ali na grade, a primeira coisa que ele fez ao entrar no palco foi se inclinar sobre a grade e me cumprimentar com um soquinho, sabe, reconhecendo que eu estava ali, e disse: ‘Ei, bom te ver, cara. Fica aí, vou te surpreender’, sabe. E ele fez isso. Ele foi ótimo. Foi maravilhoso vê-lo no palco naquela noite. Foi realmente um prazer vê-lo tocar.”

Eddie Trunk: “Eles sabiam que você iria ou você comprou um ingresso e simplesmente foi para a frente?”

Geoff Tate: “Não, nós simplesmente aparecemos. Sim, por acaso estávamos na mesma cidade. E tínhamos a noite livre, então um grupo da banda foi vê-los tocar e conferir o show.”

Eddie Trunk: “Os fãs te reconheceram e te viram na plateia?”

Geoff Tate: “Ah, sim. Ah, sim. Passei o tempo todo tirando fotos e dando autógrafos, sabe.”

Eddie Trunk: “Imagino. Isso me lembra uma história parecida: antes de Mike Portnoy voltar ao Dream Theater, ele foi vê-los tocar e teve essa mesma experiência. E o falecido Jack Russell, antes de falecer, claro, foi ver o Great White sem ele, com outro vocalista. Deve ser uma perspectiva bem louca pra você estar nessa situação, imagino.”

Geoff Tate: “É muito estranho. Muito estranho. Primeiro porque, sabe, é a minha música, então ele está cantando ‘eu’, certo? Então, sim, é estranho. E ele é um cantor realmente incrível. Muito bom, tecnicamente muito habilidoso. Então ele faz um ótimo trabalho sendo eu, sabe. Mas, ao longo dos anos, ele também incorporou a própria personalidade, e eles têm músicas que escreveram juntos, têm o próprio som também. Mas quando ele toca — bem, quando a banda e ele tocam minhas músicas — é algo que eu nem sei descrever. É como uma experiência de outro mundo, sabe, porque ele soa muito parecido comigo. Então, sim, estou meio que ouvindo ‘a mim mesmo’ através dele tocando minhas coisas, e é… não sei. É estranho. Não consigo realmente colocar em palavras como descrever isso.”

Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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