Generation Steel aposta em Heavy Metal direto e clássico no novo álbum “Steelmachine”

Os alemães do Generation Steel lançaram nesta sexta-feira, 16 de outubro, “Steelmachine”, terceiro álbum completo da carreira e sucessor de “Lionheart”, de 2023.

O trabalho apresenta uma formação praticamente renovada e mantém o grupo firmemente conectado ao Heavy Metal tradicional, especialmente à escola alemã e europeia dos anos 1980. Nomes como Accept, Judas Priest, U.D.O. e Primal Fear ajudam a localizar a proposta, embora a banda tenha buscado uma produção mais atual para evitar simplesmente reproduzir o som de quatro décadas atrás.

Nova formação dá outra cara ao Generation Steel

“Steelmachine” marca a estreia em álbum do vocalista Mike Stark, conhecido por trabalhos com Feanor e Stormburner, e do experiente guitarrista Thilo Hermann, que já passou por Running Wild, Grave Digger e Risk.

A formação atual ainda traz Jack The Riffer na guitarra rítmica, Fabian Watermann no baixo e Marc Laukel na bateria.

Em entrevista divulgada antes do lançamento, o grupo explicou que a mudança de integrantes teve impacto direto na construção das novas músicas. Assim, as diferentes experiências de cada músico permitiram desmontar, reorganizar e até abandonar ideias antigas quando elas não funcionavam como esperado.

A banda resumiu a intenção de maneira bastante clara:

“Não queríamos reinventar o Heavy Metal. Amamos essa música justamente por sua tradição, energia e atitude.”

Photo: FH-Eventfotografie

Ao mesmo tempo, o Generation Steel não queria produzir simplesmente “um álbum que soasse como algo de 1985”. O objetivo foi combinar a essência do Metal alemão e europeu clássico com uma sonoridade mais poderosa e contemporânea.

Piet Sielck assume a produção

Outro nome importante envolvido no disco é Piet Sielck, vocalista, guitarrista e principal figura do Iron Savior.

Sielck produziu, mixou e masterizou “Steelmachine”, trazendo para o álbum a experiência acumulada em trabalhos ligados a bandas como Gamma Ray, Grave Digger, Stormwarrior, Headhunter e Blind Guardian.

Ele também participa diretamente de “Rise Up”, aparecendo como convidado na faixa. A produção desempenha um papel importante na proposta do álbum. As guitarras preservam aquele peso metálico e direto associado à escola alemã, enquanto baixo e bateria ganharam uma sonoridade bastante robusta, evitando que o caráter tradicional se transforme em nostalgia excessiva.

Faixa-título critica guerra, tecnologia e abuso de poder

O single “Steelmachine” já havia apresentado a nova formação em abril.

Segundo Jack The Riffer, a composição utiliza uma máquina destrutiva como metáfora para sistemas modernos de guerra e tecnologias criadas pelo próprio ser humano que acabam produzindo violência fora de controle.

O guitarrista explicou:

“A música descreve uma força fria e destrutiva como símbolo dos modernos sistemas de guerra e tecnologia, criados pelos humanos, mas que causam violência e sofrimento incontroláveis.”

Ele acrescentou que a letra também critica o abuso de poder e a maneira como o ódio humano pode transformar tecnologia em ferramenta de destruição.

Já “Wings Of Fire” trabalha uma abordagem mais introspectiva. Embora utilize imagens de batalhas aéreas, o grupo explica que o conflito funciona como representação das lutas internas, dúvidas e medos enfrentados por cada pessoa.

A banda define as “asas de fogo” como símbolo da coragem necessária para enfrentar os próprios demônios e continuar avançando mesmo diante das derrotas.

Heavy Metal sem vergonha de ser Heavy Metal

A própria definição utilizada pelo Generation Steel explica boa parte do que encontramos em “Steelmachine”: Heavy Metal tradicional influenciado pelos anos 1980, situado musicalmente entre bandas como Accept e Judas Priest.

Isso significa riffs diretos, refrões construídos para serem cantados ao vivo, solos melódicos, vocais agudos quando necessário e aquela estrutura clássica que coloca a guitarra no centro das composições.

Antes do lançamento completo, o grupo apresentou “Steelmachine”, “Wings Of Fire”, “Witches Cross” e “Fields Of Pain”, oferecendo uma boa amostra da variedade do disco.

Confira a arte de capa e o tracklist de “Steelmachine”:

  • 01 Steelmachine
  • 02 Wings Of Fire
  • 03 Witches Cross
  • 04 The Priest
  • 05 I Am The Storm
  • 06 Fields Of Pain
  • 07 Rise Up — feat. Piet Sielck
  • 08 New Frontiers
  • 09 Island Of Tragedy

“Steelmachine” está disponível em formato digital, CD e vinil. A edição em LP ganhou prensagem limitada em vinil laranja, enquanto o grupo prepara uma sequência de apresentações na Alemanha ao lado de Mystic Prophecy e Iron Savior.

Para quem ainda acredita que riffs, couro, aço e refrões enormes continuam sendo argumentos mais do que suficientes para um bom disco de Heavy Metal, o Generation Steel não tenta convencer ninguém do contrário.

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Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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