Gene Simmons afirma que “más decisões” contribuíram para a morte de Ace Frehley e gera polêmica

Photo: George De Sota, Getty Images

As novas declarações de Gene Simmons, baixista e vocalista do Kiss, sobre a morte do guitarrista original da banda, Ace Frehley, reacenderam debates intensos entre fãs e críticos de música. Em entrevista recente ao New York Post, Simmons afirmou que Frehley morreu não apenas pela queda que sofreu em casa, mas sobretudo por “decisões ruins que se acumularam ao longo da vida”. A fala, dura e direta, viralizou rapidamente.

Segundo o atestado médico, Ace Frehley faleceu em 16 de outubro após sofrer um traumatismo craniano decorrente de uma queda em sua residência em New Jersey. Mesmo assim, Simmons insistiu que outros fatores teriam fragilizado o guitarrista antes do acidente. Ele afirmou ter tentado aconselhá-lo por anos, destacando que Frehley “ignorava repetidamente” pessoas que tentavam ajudá-lo.

À medida que a entrevista se espalhava, fãs e jornalistas passaram a criticar o tom adotado por Simmons. Muitos classificaram as declarações como insensíveis, especialmente porque a família e os admiradores do músico ainda lidam com a perda recente. O impacto negativo fez crescer pedidos de retratação e reacendeu discussões antigas sobre a postura pública do baixista.

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Reação dos fãs e pedido de desculpas

Mesmo assim, Simmons manteve sua posição e descreveu a despedida de Frehley como “devastadora”, relembrando o funeral privado do guitarrista. Contudo, suas críticas continuaram ofuscando qualquer demonstração de luto, algo que aumentou o mal-estar entre a comunidade do hard rock e parte da imprensa especializada. Para muitos, faltou sensibilidade ao comentar a tragédia.

Com a repercussão aumentando, a equipe de Simmons divulgou uma mensagem de desculpas, na qual o músico afirmou que não pretendia diminuir o legado de Frehley. Ele destacou que suas palavras nasceram de uma dor pessoal e do sentimento de impotência por não ter conseguido ajudá-lo no passado.

O episódio reforça um padrão já conhecido: Simmons, apesar de admirado por sua sinceridade, frequentemente ultrapassa limites ao comentar assuntos delicados. Sua franqueza, vista por alguns como uma virtude rara no show business, quase sempre desemboca em polêmicas que dividem fãs, incomodam colegas e provocam turbulências internas no universo do Kiss.

Confira as declarações completas:

“Ele recusou [conselhos] de pessoas que se importavam com ele — incluindo este que vos fala — que tentavam ajudá-lo a mudar seu estilo de vida. Entrava e saía de más decisões. Cair da escada — eu não sou médico — não mata. Podem ter existido outros problemas, e isso parte meu coração. A coisa mais triste — infelizmente, você colhe o que planta. Isso parte meu coração”, continuou Simmons, antes de descrever o funeral privado de Frehley. “Peter Criss, nosso baterista fundador, Paul Stanley e eu fomos ao funeral, com o caixão aberto. Foi simplesmente de partir o coração. Talvez o mais triste de tudo seja que Ace simplesmente não conseguiu viver tempo suficiente para sentar ali, orgulhoso, no Kennedy Center, e ouvir — eu nem posso dizer quem vai aparecer… pessoas realmente impressionantes, apenas para dizer o quanto o KISS significou para elas. O que se pode dizer? Triste”, concluiu Simmons.

Durante o evento “KISS Kruise: Landlocked In Vegas”, Gene falou sobre Ace e Peter enquanto respondia a uma pergunta sobre o que teria feito diferente em sua carreira. Ele disse: “Se tenho algum arrependimento, é que às vezes — e acho que todos passamos por isso — gostaria que tivéssemos sido mais inteligentes e melhores ao tentar ajudar Ace e Peter a terem vidas melhores. Todos nós somos culpados disso, e eu também — ‘Não quero começar uma discussão. Vamos apenas continuar a turnê’, porque você quer passar por isso por motivos egoístas, porque está funcionando, tem as garotas, o dinheiro e tudo mais, e você não quer estragar nada. Enquanto isso, alguém que poderia ser seu irmão está arruinando a própria vida com más decisões. Acho que isso vale para seus amigos, seus parceiros, seus familiares — gostaria de ter praticado mais amor duro e ter sido mais direto com as pessoas de quem gostávamos… Amor duro é uma boa ideia, na minha opinião, com seus filhos, com as pessoas que você ama, com as pessoas de quem você se importa, com as pessoas com quem você trabalha. Não vai ser algo popular — vocês vão discutir sobre isso — mas, a longo prazo, você estará ajudando aquela pessoa a, com sorte, mudar de vida.”

Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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