Gary Holt diz que novo disco do Exodus foi feito para agradar apenas a banda: “Escrevemos para um público de cinco”

À medida que algumas faixas novas do Exodus começam a circular entre jornalistas e fãs, o novo álbum Goliath passa a gerar discussões antecipadas. Parte da imprensa demonstra receio de que o disco soe ousado demais para os padrões tradicionais da banda, especialmente após comentários de que este seria o trabalho mais arriscado desde Force Of Habit. No entanto, enquanto as análises especulativas surgem, o guitarrista Gary Holt mantém o foco em algo bem mais simples: a satisfação dos próprios integrantes.
Em entrevista ao podcast Appetite For Distortion, o músico deixou claro que a prioridade do grupo nunca foi agradar expectativas externas. Segundo ele, o processo criativo do Exodus parte de um princípio direto: a banda escreve para si mesma, e qualquer aprovação do público surge como consequência natural.
“Um público de cinco pessoas”
Durante a conversa, Gary Holt afirmou que a banda compõe pensando apenas nos próprios integrantes. “Escrevemos para um público de cinco — nós mesmos. É assim que qualquer banda legítima deveria trabalhar. Você escreve para si e espera que os outros gostem também”, explicou. Para ele, o objetivo principal sempre foi fazer músicas que deixem os cinco membros felizes, sem se prender a pressões externas ou expectativas de mercado.
Essa filosofia, segundo o guitarrista, se manteve intacta mesmo após mais de quatro décadas de carreira. Ele comentou que a banda continua agindo como os mesmos garotos do início, tocando juntos e vendo o que acontece. Em vez de seguir regras pré-definidas, o grupo opta por fazer o que considera legal, “para o bem ou para o mal”, contanto que todos estejam na mesma sintonia criativa.

O processo de gravação de Goliath também refletiu essa mentalidade. O Exodus passou cerca de dois meses em estúdio, mas manteve toda a estrutura montada para compor durante o período inteiro. A banda entrou com cerca de cinco músicas prontas e terminou registrando dezoito. Lee Altus teve uma participação importante nas composições, e o álbum acabou se tornando o trabalho mais colaborativo da história do grupo.
Essa abordagem remete ao método usado por bandas clássicas dos anos 1970, como Deep Purple e Queen, que se isolavam em locais específicos para compor e gravar simultaneamente. Inspirados por esse modelo, os integrantes do Exodus passaram o período de gravação convivendo na mesma casa, com instrumentos espalhados por todos os cantos, o que manteve a criatividade fluindo o tempo todo.
Criatividade sem freios e portas abertas
O clima descontraído refletiu diretamente no resultado final. Gary Holt afirmou que a banda se divertiu tanto durante as sessões que praticamente não sentiu pressão. Pelo contrário, o grupo entrou em uma fase criativa intensa e chegou perto de finalizar material suficiente até para o álbum seguinte, faltando apenas duas músicas. Segundo o guitarrista, já existem oito faixas prontas para o próximo passo.
Outro fator que ampliou as possibilidades do disco foi o retorno do vocalista Rob Dukes. De acordo com Holt, o cantor surpreendeu a todos ao apresentar novas camadas vocais e recursos que influenciaram diretamente a forma como a banda compõe. Essa evolução, nas palavras do guitarrista, abriu várias portas criativas que o grupo pretende explorar.
Diante das discussões e do medo de um disco “diferente demais”, as palavras de Gary Holt reforçam uma postura clara: o Exodus não cria para agradar tendências, críticos ou expectativas externas. A banda compõe para si mesma, e justamente por isso mantém a identidade intacta. No fim das contas, quando a música nasce de forma honesta, o público percebe — e a aprovação deixa de ser objetivo para virar consequência.
Veja a entrevista completa:
geralmente quando algum integrante vem postura muito defensiva sobre criticas coisa boa nao e me lembrou o fiasco do ultimo album do dark angel que gene hoglan estava extremamente na defensiva a qualquer critica falando era melhor album e blah e blah vimos no que deu e torço e muito para que esse album me surprenda porem esses dois primeiros singles achei bem fracos ,por um lado eu entendo a banda tem manter o minimo autencidade e ousar mesmo nem isso de frutos ruims mas e importante pensar nas pessoas que curtem seu trabalho se nao era melhor lançar album solo sem peso do nome da banda pelo menos essa e minha visao.