“Fui tratado de forma muito justa. Para mim, o mais importante é que o Iron Maiden continue. O que o Maiden oferece ao mundo da música é único”, diz Blaze Bayley

"Fui tratado de forma muito justa. Para mim, o mais importante é que o Iron Maiden continue. O que o Maiden oferece ao mundo da música é único", diz Blaze Bayley
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Blaze Bayley, ex-vocalista do Iron Maiden, refletiu sobre as circunstâncias que levaram à sua demissão em 1999, para o retorno de Bruce Dickinson. Blaze sempre manteve um tom amigável e de gratidão sobre sua ex-banda em suas entrevistas, e ele foi questionado sobre isso durante um bate-papo recente com o canal The Rock ‘n’ Blues Experience:

“Bem, fui muito bem tratado. Fizemos tudo com a maior integridade. Foi realmente uma decisão econômica e era algo que a EMI queria. A gravadora queria.”

O cantor de 62 anos segue explicando que sua saída acabou acontecendo por pressão da gravadora que enfrentava dificuldades e precisava de soluções rápidas:

“Todo mundo estava tendo uma reunião. O Judas Priest tinha a formação original. O Black Sabbath tinha a formação original. O Deep Purple tinha a maior formação. Todo mundo estava tendo uma reunião e a EMI queria isso para o Maiden. Porque eles estavam com dificuldades, não havia vendas de CDs. Não havia vinil, pedaços de plástico estavam indo para o ralo. Era isso.”

Sendo assim, era preciso fazer com que as pessoas voltassem a se interessar pelo Maiden, esclarece Blaze Bayley:

“Eles precisavam de algo para fazer as pessoas se interessarem pela banda novamente e revigorá-la. E não foi uma decisão musical, de forma alguma. Eu tinha ideias. Eu estava no Fireman para um terceiro álbum. E a EMI não queria isso de verdade. E foi isso que aconteceu.”

Ele continuou:

“Fui tratado de forma muito justa. Para mim, o mais importante é que o Iron Maiden continue. Percebi que, quando estava na banda, o que o Iron Maiden oferece ao mundo da música é único e, para mim, é muito importante que o Iron Maiden exista. Então, para mim, enquanto a banda continuar, mesmo que seja sem mim, isso é bom. E fui muito bem tratado e tive a oportunidade de fazer meus próprios discos.”

Bayley não tem ressentimentos quanto aos seus tempos no Iron Maiden, mas admite que teve dificuldades para recomeçar após a sua saída da banda; dificuldades essas que ele atribui à sua própria inabilidade com os negócios:

“Tudo o que fiz fracassou depois disso, sabe, eu não tinha uma boa gestão. Sou péssimo com negócios. Odeio negócios, então tudo o que fiz fracassou. Então, fiquei um longo tempo no deserto depois disso. Mas isso não tem nada a ver com eles. Não é culpa deles. A culpa é completamente minha. Eu tinha o controle do meu próprio destino depois do Maiden.”

Blaze se juntou ao Iron Maiden em 1994 e gravou os discos “The X Factor” (1995) e “Virtual XI” (1998).

Veja a entrevista completa abaixo:

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