Floor Jansen busca uma identidade mais pesada fora do Nightwish em novo álbum solo

A vocalista Floor Jansen, conhecida por seu trabalho no Nightwish, revelou detalhes de “Hytress”, seu segundo álbum solo, em entrevista a Janne Vuorela, do Imperiumi. Com lançamento marcado para 15 de janeiro de 2027 pela REVAMP Music/Warner Music, o disco sucederá “Paragon”, estreia solo de 2023 que já acumulou quase 150 milhões de reproduções. Na conversa, Jansen explicou como buscou uma sonoridade mais pesada e pessoal, sem simplesmente reproduzir a identidade musical de sua banda principal.
Ao falar sobre a experiência de assumir sozinha as decisões musicais, Floor Jansen lembrou que já havia composto em suas bandas anteriores ao Nightwish.
“Não vamos esquecer que, antes de entrar [no Nightwish], eu tinha minhas próprias bandas nas quais sempre compunha. Então, nesse sentido, não era algo novo estar mais na posição de compositora ou de quem conduz as coisas. Então, nesse sentido, se você olhar para os últimos 30 anos, o período no Nightwish foi mais aquele em que faço coisas diferentes do que normalmente faria. Dito isso, já haviam se passado alguns anos, e o nível simplesmente havia subido. Quer dizer, se você entra no Nightwish, o nível é tão alto quanto pode ser.”

Ela continuou explicando que lançar material sob seu próprio nome, depois de se tornar conhecida mundialmente pelo Nightwish, embora significasse estar diante de um público muito maior.
“E se você então lança alguma coisa como a vocalista do Nightwish, mas sob seu próprio nome, é claro que estará sob os olhos de um público maior. E é também por isso que eu realmente queria não fazer algo que soasse como Nightwish, ou como coisas que já fiz antes. Então, como eu soaria sem esse enorme bombastismo, sem tudo aquilo acontecendo, sem nem mesmo metal? Pode ser dramático e bombástico, mas não metal? E essa foi mais ou menos a jornada que comecei por volta do álbum ‘Paragon’.”
Um retorno às raízes mais pesadas
Questionada sobre o que desejava manter ou abandonar depois de “Paragon”, Jansen explicou que a intenção surgiu naturalmente durante o processo de composição.
“Não acho que tenhamos pensado diretamente nesses termos desde o começo. É mais que tínhamos a ambição de tornar o álbum mais pesado. Com o Nightwish não tocando ao vivo, isso não interferiria tão rapidamente caso eu fosse fazer shows em lugares onde o Nightwish também já tocou. Eu não quero ter shows semelhantes acontecendo, mas não há shows do Nightwish na agenda, então isso não entraria em conflito. Além disso, surgiu aquele desejo de realmente, sim, voltar às minhas raízes mais pesadas.”

A cantora então detalhou a busca por uma identidade própria dentro do Metal.
“Então começou a busca para encontrar um som mais pesado, mais metal, que fosse 100% eu. Não porque eu não queira, mas simplesmente porque já estou fazendo isso, e não quero copiar e colar algo escrito por Tuomas [Holopainen]. Quer dizer, é tão bom quanto pode ser, então não faz sentido eu tentar fazer a mesma coisa. Então, como faço meu som pesado?”
Segundo Floor, essa procura levou a, acima de tudo, músicas mais compactas, diferentes das estruturas extensas normalmente associadas ao Nightwish.
“E isso realmente resultou em músicas mais compactas, que também podiam ser encontradas em ‘Paragon’. Elas não têm as estruturas longas que você pode ouvir no Nightwish. Estas são muito mais compactas — nesse sentido, mais músicas pop, mas com uma capa muito pesada. E acho que isso torna meu som muito diferente do de muitos outros artistas. [As músicas têm] refrões muito cativantes, mas um baixo muito pesado e, sim, músicas compactas e relativamente curtas em comparação com a maioria das outras.”
Produção inspirada no Metal moderno
Ao abordar as decisões de produção que definem “Hytress”, Jansen apontou novamente para o formato mais direto das composições.
“Bem, uma delas foi definitivamente o formato das músicas. E, enquanto buscávamos um som pesado, ficamos muito inspirados pelo estilo de afinação baixa, como em bandas como Bleed From Within e Gojira e até Periphery. Mas também por aquele estilo de construção, um som de bateria e baixo com bumbo duplo e esse tipo de guitarra, mas então misturado com refrões acessíveis e o meu tipo de vocais. Então acho que, em termos de produção, foi onde realmente chegamos.”
Ela acrescentou que a equipe evitou, a princípio, uma abordagem excessivamente orquestral.
“Também tentamos conscientemente evitar qualquer coisa realmente orquestral. Como podemos conseguir esse tipo de sensação sem necessariamente ter que usar os sons padrão? E isso é tão legal hoje em dia, como você pode programar o que existe nos bancos de sons de qualquer programa de música. É superinspirador, e há tanta coisa ali. Ou como é fácil construir alguma coisa.”

A vocalista, por fim, explicou ainda que algumas guitarras foram profundamente transformadas durante a produção.
“Então há sons de guitarra no álbum que você provavelmente não reconheceria como guitarra, mas eles estão lá. A base é guitarra e então ela simplesmente foi transformada em qualquer som que se encaixasse na atmosfera. Você meio que constrói uma atmosfera através disso e, sim, foi muito legal.”
Arte e tracklist de “Hytress”
Você pode conferir a arte de capa de “Hytress” e seu respectivo tracklist logo abaixo. A referência fornecida não informa os créditos da arte de capa. O álbum terá 12 faixas:

- 01 “Reverse Polarity”
- 02 “Everything Is Moving On”
- 03 “In Wildfire”
- 04 “Cathedral Of One”
- 05 “Bring Me Silence”
- 06 “Fighting”
- 07 “I Am Drowning”
- 08 “Rock The Bells”
- 09 “It’s Time For Change”
- 10 “Verity”
- 11 “Run”
- 12 “Haven”
Enquanto prepara seu segundo trabalho solo, Floor Jansen segue ligada ao Nightwish, que atualmente não possui apresentações ao vivo programadas. O grupo anunciou em 2023 que não faria shows por tempo indeterminado e não excursionaria em apoio a “Yesterwynde”, lançado em setembro de 2024 pela Nuclear Blast. Dessa forma, “Hytress” representa uma oportunidade para Jansen explorar seu próprio peso musical sem tentar reproduzir a fórmula construída pelo Nightwish.
