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Five Finger Death Punch: segundo guitarrista, os “troozões” prejudicam a cena

O guitarrista do Five Finger Death Punch, Zoltan Bathory, cedeu uma nova entrevista ao Summa Inferno e, ao comentar as dificuldades que as bandas underground encontram para sobreviver no cenário do Metal, o músico atrelou tais dificuldades aos próprios fãs considerados “troozões.

   

Veja o que disse Zoltan Bathory conforme reprodução do site Be Geeker:

“Isso é o que eu diria a esses metaleiros. É tipo, cara, para a banda que você ama, principalmente, quanto mais underground a banda é, para eles criarem uma arte que você gosta, eles têm que sobreviver. E se você quiser que eles sobrevivam, isso significa que eles terão que vender discos e conseguir vender ingressos para shows. E porque é um subgênero, eles não serão capazes de fazer isso. Então você vê esses ótimos artistas que estão em bandas, mas também têm um ou dois empregos [paralelamente], e às vezes não podem fazer turnês. Então o que você percebe é que, se você é fã dessas bandas extremas, elas não estão ganhando dinheiro e não podem sobreviver com isso.”

Para Zoltan, só existe uma maneira para as bandas underground conseguirem sobreviver na cena:

“Então a única maneira de fazer isso é se o público aumentar. essa é a única maneira. E então o que tem que acontecer, o metal em geral tem que ser maior, tem que ter mais fãs e mais atenção. Então dessa forma ele se espalha, e os subgêneros também ficam maiores, e seus artistas favoritos podem sobreviver. Então bandas como Disturbed, Avenged Sevenfold, Five Finger Death Punch, essas são o que vocês chamam de bandas gatekeeper, elas absolutamente precisam existir. Porque sem nós, vocês não vão conseguir recrutar pessoas para o gênero.”

Os fãs mais raíz do Metal tradicional, não costumam ser muito amigáveis ou simpáticos às bandas de Metalcore como o Five Finger Death Punch. Além disso, as colaborações da banda com outros outros artistas às vezes geram algumas críticas. Zoltan comenta sobre isso:

“Somos o tipo de banda onde as pessoas que gostam de metal nos ouvem, mas tem também as pessoas que não gostam necessariamente de metal, elas podem nos ouvir também ou trazer muitas pessoas que não conhecem tanto de metal. E quando fazemos essas colaborações, essa música estárá disponível em canais de rádio e em outras listas do Spotify e em outros lugares onde normalmente não estaria. Então, com isso, estamos recrutando pessoas para ouvir hard rock, heavy metal, e isso ajuda todo o gênero. E se o gênero for grande e os subgêneros forem grandes…”

Para o músico, existe um “hate” muito grande por parte desse público mais “radical” com relação ao FFDP e outras bandas do gênero. Ele acha que este tipo de atitude não traz nenhum tipo de benefício para o Metal como um todo e continua:

“Então, ao ser uma hater das bandas que estão saindo e colaborando com outros gêneros ou odiando as bandas que vocês consideram gatekeepers, você está realmente dando um tiro no próprio pé.”

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