Fabio Lione acusa Joey DeMaio (Manowar) por má gestão do Rhapsody: “Ninguém aguentava mais”

Em uma nova entrevista concedida ao canal Ibagenscast, o vocalista do Angra, Fabio Lione, ex-Rhapsody, falou sobre o tempo em que o grupo foi empresariado pelo baixista do Manowar, Joey DeMaio.
Questionado sobre quando “Triumph Or Agony” (2006) chegou às lojas e porque o álbum não está disponível no Spotify, Lione resolveu falar sobre DeMaio:
“Cara, se eu falar a verdade vou ser processado amanhã.
Mas é isso. Então… ‘Triumph Or Agony’ saiu num período complicado para a banda, porque a banda… na verdade, o Turilli e o Staropoli, eles assinaram contrato com a empresa do baixista do Manowar, que foi empresário da banda por 4 anos. E… (pausa) foi muito legal trabalhar com ele, fizemos coisas incríveis, mas também, depois de um tempo foi ruim.
A banda conseguiu tocar apenas 25 shows em 4 anos. Somente. E abrindo para o Manowar. Ele recusou festivais, turnês e um monte de outras coisas. Em 4 anos, a banda tocou somente 25 shows e junto com o Manowar. Ponto.
Sabe quando os festivais chamavam o Rhapsody? Ele falava, ‘não, ou você pega o Manowar e o Rhapsody num pacote ou nada’. Então perdemos muita coisa… E isso começou a gerar discussões, problemáticas, e o contrato era para 5 anos. Além disso, a banda chegou em problemas legais com ele. Eu estava falando com o Luca, com Staropoli, ‘caras, vamos esperar outro ano, já se passaram quase 4 anos, o contrato vai expirar em mais um ano’. Cara, mas ninguém aguentava mais.
Eu fui constrangido a assinar um contrato também. Um contrato diferente. Depois que eles assinaram, ele queria uma exclusividade. Por isso que deixei o Vision Divine.”
Fabio Lione explica algumas questões envolvendo o Vision Divine, mas depois retorna ao ponto em que havia parado, sobre o constrangimento causado por Joey DeMaio. Ele prosseguiu dizendo:
“O baixista do Manowar me falou, ‘ou você assina o contrato ou eu vou tentar convencer os outros caras a pegarem outro vocalista, eu quero você exclusivo. Porque você é como Eric Adams, você é um vocalista único, e essa banda sem você não funciona’. Então eu falei, ‘Joey, ok, eu vou assinar, mas não vou assinar o mesmo contrato do Luca e do Staropoli, vou assinar um contrato diferente’. Falei, ‘Faz sentido. Vou assinar um contrato como vocalista, todo o meu esforço, prioridade e tudo mais, mas não posso assinar um contrato comum’, tipo, de compositor.”
Lione explicou que ele nunca foi o compositor principal do Rhapsody, apesar de ter contribuído na composição de 24 músicas. Antes de finalizar este tema ele ainda adicionou:
“A banda acertou no ‘Symphony of Enchanted Lands II: The Dark Secret’, que foi incrível, foi top, com Christopher Lee e tudo mais. Também no primeiro ano com o Manowar, mas depois ficou pesado porque o cara não queria que a banda tocasse e fizesse show solo.
Então o ‘Triumph or Agony’ paga um pouco o preço dessa situação. Tinha um pouco de tristeza. Além disso a banda queria fazer algo um pouco mais simples. O ‘Triumph or Agony’ é provavelmente o mais simples, tipo ‘Manowar Style’, um pouco menos orquestral, menos teatral e não está no Spotify por causa da briga legal que a gente tem com ele.
Eu não sei, sinceramente, se resolveu ou se não resolveu, como está… eu sei que escrevi uma música nesse CD, ‘Il canto del vento’, essa música cantada em italiano é minha, 100%, completamente minha. E até hoje eu não recebi nada porque está bloqueado. Só isso que eu posso falar.”