Exodus aposta em peso e técnica no novo álbum Goliath, single “3111” disponível!

O Exodus prepara o lançamento de seu novo álbum de estúdio, Goliath, marcado para 20 de março, reforçando sua posição como um dos nomes mais longevos e relevantes do thrash metal. O trabalho chega como o décimo segundo da discografia e apresenta uma produção robusta, conduzida pela própria banda, com mixagem e masterização assinadas por Mark Lewis, conhecido por trabalhos com Whitechapel, Nile e Undeath. Desde os primeiros acordes do single “3111”, o disco evidencia uma sonoridade agressiva, precisa e atual, sem abrir mão da identidade clássica do grupo.
O álbum traz dez faixas inéditas e destaca um processo criativo mais coletivo do que em lançamentos anteriores. Segundo a banda, Goliath reúne composições desenvolvidas por diferentes integrantes, o que ampliou a diversidade estrutural das músicas. Além disso, o disco conta com participações especiais de Peter Tägtgren, das bandas Hypocrisy e Pain, e da violinista Katie Jacoby, elementos que adicionam novas camadas sonoras ao material sem descaracterizar o estilo central do grupo.
O primeiro single, “3111”, foi escolhido certamente de forma estrategica para apresentar o conceito e a intensidade do álbum. A faixa aborda um tema socialmente pesado, inspirado na violência ligada ao narcotráfico na cidade de Juárez, no México. A banda explica que o título faz referência ao número estimado de assassinatos ocorridos apenas em 2010, reforçando o caráter direto e crítico da composição, tanto lírica quanto musicalmente.
Colaboração, identidade e maturidade sonora
Nas declarações sobre o álbum, o Exodus destaca o entusiasmo e o nível de entrega durante as gravações. O grupo afirma que Goliath representa um de seus maiores orgulhos artísticos, especialmente por ser um trabalho centrado na dinâmica da banda como unidade criativa. Letras assinadas por Gary Holt, Rob Dukes, Lee Altus e Tom Hunting reforçam essa abordagem coletiva, enquanto o retorno de Rob Dukes aos vocais injeta ainda mais agressividade e personalidade às faixas.
Tecnicamente, o álbum busca equilíbrio entre brutalidade e clareza sonora. A produção privilegia riffs cortantes, bateria precisa e vocais intensos, mantendo uma estética crua, porém moderna. Mesmo após quatro décadas de carreira, o Exodus inegavelmente demonstra disposição para evitar fórmulas previsíveis, explorando variações rítmicas, mudanças de andamento e arranjos mais elaborados, especialmente em faixas como a que dá nome ao disco.
Nos últimos anos, a banda manteve uma trajetória consistente, com destaque para o álbum Persona non grata, lançado em 2021, que inclusive marcou uma fase de renovação criativa. Desde então, o grupo seguiu ativo em turnês e gravações, culminando agora em Goliath, um trabalho que sintetiza experiência, técnica e relevância.

Goliath, segundo a assessoria do Exodus:
“Goliath não perde tempo em provar que é tão grandioso quanto o próprio nome, com uma introdução sombria abrindo “3111”. Um hino à apropriação da própria volatilidade, “Hostis humani generis” apresenta uma entrega lírica palpável de Rob Dukes, que corta como cristal em meio a riffs frenéticos, antes de desembocar em “The changing me”. As notas introdutórias da faixa despencam em ritmos arrepiantes, formando uma das composições mais antêmicas da banda — misturando ameaça e melodia com os vocais limpos do convidado Peter Tägtgren, em conjunto com Tom Hunting, e, ao final, Peter e Rob gritam juntos no encerramento da música. Há também acrobacias harmônicas de guitarras em dupla, comandadas pelos lendários Gary Holt e Lee Altus.
“Promise you this” incita a traição no mosh pit com energia explosiva, riffs ciclônicos e solos turbinados de Holt e Altus, antes da faixa-título colossal “Goliath” reduzir o andamento com linhas sinuosas e malignas, bateria imponente e o trabalho ominoso de cordas de Katie Jacoby, que se acopla a guitarras intrincadas. O grande destaque do álbum evidencia a abordagem cada vez mais dinâmica da banda, mesmo após décadas de um reinado histórico.
Faixas como “Beyond the event horizon” e “2 minutes hate” entregam a já tradicional e letal dose de teatralidade thrash do Exodus — sendo esta última uma das mais carrancudas e groovadas preparações de pista do disco — enquanto um charme metálico inegavelmente influenciado pelos anos 1990 ataca em conjunto com a fúria rítmica inconfundível do baterista Tom Hunting e do baixista Jack Gibson em músicas como “Violence works”.
A épica “Summon of the god unknown”, com quase oito minutos de duração, leva o nível de perigo ao máximo, preparando o terreno com uma introdução perversa antes de percorrer um trecho variado de riffs arrastados e melodias de heavy metal. O encerramento poderoso, “The dirtiest of the dozen”, fecha o álbum em alta intensidade, mostrando o Exodus indo ao limite em todos os instrumentos. Solos duelados em profusão, uma passagem isolada de baixo, destreza rigorosa na bateria e a combinação de vocais ásperos com cantos cortantes se unem para servir como mais um exemplo contundente do domínio musical em constante evolução da banda.”
Abaixo a arte de capa e o tracklist de Goliath:

- 3111
- Hostis humani generis
- The changing me (feat. Peter Tägtgren)
- Promise you this
- Goliath (feat. Katie Jacoby)
- Beyond the event horizon
- 2 minutes hate
- Violence works
- Summon of the god unknown
- The dirtiest of the dozen
