Duff McKagan relembra fim do Velvet Revolver: “Era difícil assistir àquilo”

O baixista Duff McKagan, do Guns N’ Roses, relembrou o fim do Velvet Revolver e a deterioração da situação envolvendo o vocalista Scott Weiland durante os últimos anos da banda. Em entrevista ao podcast Finding Your Summit, apresentado pelo ex-jogador da NFL Mark Pattison, o músico recordou os desafios enfrentados pelo grupo, formado em 2002 ao lado de Slash, Matt Sorum e do guitarrista Dave Kushner. Segundo McKagan, os problemas se agravaram durante a turnê do segundo álbum, “Libertad”, até tornar a continuidade do projeto insustentável.
O baixista explicou que a banda passou quase dois anos procurando um vocalista antes de escolher Weiland, conhecido por seu trabalho no Stone Temple Pilots. Na época, McKagan já havia alcançado a sobriedade, conhecido sua atual esposa, Susan Holmes, e se tornado pai de duas filhas. Ele contou que ajudou o cantor a se afastar das drogas antes das gravações do álbum de estreia, “Contraband”, lançado em 2004.
A sobriedade de Scott Weiland e os primeiros sinais de alerta
McKagan relatou que Weiland estava sóbrio durante a produção de “Contraband” e a primeira turnê do grupo. Entretanto, a situação começou a mudar posteriormente, especialmente durante o período de “Libertad”, lançado em 2007. O baixista também lamentou os problemas pessoais enfrentados pelo vocalista, incluindo a deterioração de seu relacionamento familiar.
“Com o segundo disco, quando tudo começou a desmoronar, foi difícil. Tivemos muito sucesso com o primeiro álbum. A banda cresceu. De repente, éramos uma grande banda de rock. E ver a decadência de Scott e a perda da esposa dele… Ele tinha dois filhos, e eles simplesmente acabaram se afastando.”

O músico contou que tentou alertar o companheiro sobre as consequências daquela situação. Para McKagan, acompanhar o agravamento dos problemas do vocalista foi certamente uma experiência dolorosa.
“Scott, você vai perder sua família, cara. É disso que tudo se trata.”
“Eu conheço ele, não o Scott das drogas”
Apesar das dificuldades, McKagan fez questão de separar o homem que conheceu dos problemas relacionados à dependência química.
“Eu conheço ele. Eu conheço ele — ele, não o Scott das drogas. E que cara legal. Que atleta. Tudo isso.”

O baixista também recordou o entusiasmo de Weiland pelo futebol americano universitário e pelo time Notre Dame, destacando que o cantor conhecia profundamente as estratégias do esporte.
“Os sábados de futebol americano universitário eram ótimos. Aquilo era o feriado dele.”
Por fim, ao falar sobre o encerramento da turnê de “Libertad”, McKagan resumiu a experiência:
“Então, sim, ver aquilo acontecer foi assustador, e foi realmente o fim daquilo. Saímos da turnê daquele segundo disco, e as coisas estavam desmoronando durante toda a excursão. Era difícil assistir àquilo”.
O fim de uma banda e a morte de Scott Weiland
O Velvet Revolver demitiu Weiland em abril de 2008. Embora a formação tenha se reunido com o vocalista para tocar quatro músicas em um show-tributo ao compositor John O’Brien, em Los Angeles, em janeiro de 2012, a banda permaneceu inativa desde então. O grupo chegou a gravar dez demos com Corey Taylor, vocalista do Slipknot e do Stone Sour, mas a possibilidade de efetivá-lo como substituto de Weiland não avançou.
Scott Weiland morreu em dezembro de 2015, aos 48 anos, enquanto estava em turnê com sua banda solo, The Wildabouts. O cantor foi encontrado sem vida no ônibus da excursão, em Minnesota, em decorrência de uma combinação tóxica de drogas e álcool. Seu legado permanece associado tanto ao Stone Temple Pilots quanto ao Velvet Revolver, duas bandas que marcaram diferentes momentos da história do rock.
