Distraught denuncia Spotify por exclusão de álbum em seu aniversário de 10 anos

Photo: Cristiano Seifert

A banda gaúcha de Thrash Metal, Distraught, cuja longeva carreira abrange mais de 35 anos de atividades, anunciou hoje que seu sexto álbum de estúdio, “Locked Forever”, lançado em 2015 e prestes a completar 10 anos, foi removido do catálogo do Spotify. Segundo comunicado do grupo, a plataforma alegou “uso de robôs”, bem como “playlists falsas” e outras justificativas que os músicos classificam como infundadas e mentirosas.

O vocalista e porta-voz da banda, André Meyer, destacou dois pontos principais:

“Primeiro, que a Distraught ‘jamais utilizou robôs’; segundo, que playlists não são criadas por artistas, mas sim por usuários e consumidores que pagam pelo serviço.”

A banda também chamou atenção para uma contradição: enquanto penaliza grupos independentes, o próprio Spotify divulga faixas criadas por inteligência artificial.

O álbum continua disponível normalmente em outras plataformas como Amazon Music, Deezer e YouTube, e o grupo afirma estar tomando medidas para reverter a decisão. A Distraught afirma ter recebido uma multa do Spotify, sem que a plataforma oferecesse suporte adequado ou transparência no processo.

Para a banda, a exclusão não representa apenas um ataque ao seu trabalho, mas a toda a cena independente nacional. “É contra quem faz música real, é contra a arte”, afirma o comunicado.

Incentivando o público a ouvir “Locked Forever” em outras plataformas digitais e a compartilhar a mensagem para que todos os artistas que se sintam lesados, se unam para que a arte tenha o mínimo de respeito que merece, a Distraught espera receber o apoio que a situação exige.

Com mais de três décadas e meia de estrada, seis álbuns de estúdio, dois registros ao vivo, além de diversos singles e covers, a Distraught reforça, com seu mais novo lançamento, o EP de cinco faixas “inVolution”, sua grande relevância no cenário do Metal nacional. Trata-se de uma obra que extrapola os limites do estilo, apostando no engajamento e na crítica como instrumentos de transformação.

“O metal não é só atitude, mas também conhecimento. “inVolution” é um alerta sobre como estamos caminhando rumo ao abismo da desconstrução humana. Esse abismo pode estar mais próximo do que imaginamos, caso nada seja feito”, conclui André.

Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
Deixe seu comentário
Sair da versão mobile