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Dica Rápida: Iron Fate – Crimson Messiah (2021)

Foram 11 anos. 11 anos de um hiato criativo que deu origem a um excelente disco de Power/Thrash. Os alemães do Iron Fate fizeram o dever de casa durante todo esse tempo, e conseguiram lançar um álbum completo, e digno de figurar como um dos mais bem conceituados do estilo. Antes de qualquer coisa, é preciso apresentar esse quarteto.

   
Reprodução / Facebook

Composto por Denis Brosowski nos vocais, Harms Wenlder e Oliver Von Daak nas guitarras e Kai Ludwig na bateria, o Iron Fate é dotado de um som clássico e bem marcante, sendo extremamente contagiante. O primeiro lançamento da banda foi o full “Cast in Iron”, de 2010, que apesar de um pouco menos polido, é um disco bem construído e rápido. Enquanto isso, nos dias de hoje, o lançamento de um álbum nessa relevância se torna trabalho árduo, visto que temos diversas bandas competentes expondo trabalhos muito bons. Mas o que faz o Iron Fate se diferenciar?

A faixa título apresenta muito bem o que a banda tem a oferecer. Riffs rápidos, bateria bem construída, vocal potente e muita energia. “Crimson Messiah” quebra, de forma magistral, esse hiato criativo e coroa os alemães com superioridade criativa em relação a muitas bandas do estilo. Os solos apresentados também são dignos de serem mencionados, pois não se tratam de conjuntos assustadores e hipersônicos de notas, mas sim se tratam de composições mais simples e bem encaixadas. Em sequencia de audição, temos a exímia “Malleus Maleficarum”, na qual a introdução contêm uma sequência de riffs dignos de serem ter sido criados em meio a década de 80. Mas aqui meu destaque fica ao vocal de Denis, que consegue de forma surpreendente atingir notas altas e agudas sem nenhum esforço anormal. Isso faz com que a composição siga uma linha bem orgânica e muito satisfatória. O disco ainda segue por mais 8 faixas excelentes e saudosistas, como o caso de “We Rule the Night”, que possui uma base mais suave e roupagem bem antiga, dando a entender que o próprio Biff Byford (Saxon) assinou a autoria dessa composição, simplesmente umas das canções mais gostosas de ouvir do registro. O disco ainda conta com a faixa “Crossing Shores”, onde Harry Conklin (Jag Panzer) participa e faz com que os refrãos se tornem épicos inesquecíveis.

Reprodução / Facebook

Falando em épicos, o disco apresenta para nós a ótima “Strangers (In the Night)”, que conta com a participação de Henrik Osterloh (Deny the Urge), uma música de 9 minutos mais cadenciada e melancólica, mas que ocupa o meio do track list e por isso não se torna cansativa, e sim um refúgio para as últimas 4 composições. “Hellish Queen”, esse é o nome da oitava, e se você gosta de energia e riffs penetrantes, pode ouvir sem medo nenhum, que é aqui que encontramos o suprassumo da inspiração dos alemães. Enquanto isso, “Guardians of Steel” e “Saviors of the Holy Lie” apresentam uma linha mais tradicional, sendo uma mais enérgica e a outra um pouco mais cadenciada e atmosférica, respectivamente. Composições essas que fazem total sentido nesse compacto excepcional. Para fechar, ainda conseguimos ouvir a excelente versão de “Lost Forever” do Black Sabbath. Simplesmente delicioso, um disco, com 10 canções, que não cansa sua audição em nenhum momento, mas que infelizmente veio muito no fim do ano, e por isso, muitos “passaram batido” por esse excelente lançamento.

Reprodução / Facebook

Se você gosta de um som mais saudosista e bem executado, esse disco cairá em suas graças. Esperamos que os alemães não demorem tanto para lançar outro álbum de qualidade como esse. Se bem, que se demorarem, mas lançarem outro disco desse nível, nós podemos ser bem pacientes.

Nota: 8,9

Faixas:

  1. Crimson Messiah
  2. Malleus Maleficarum
  3. We Rule the Night
  4. Crossing Shores (feat. Harry “The Tyrant” Conklin)
  5. Mirage
  6. Strangers (In My Mind) (feat. Henrik Osterloh)
  7. Hellish Queen
  8. Guardians of Steel
  9. Saviors of the Holy Lie
  10. Lost Forever (Black Sabbath cover)

Integrantes:

  • Denis “Iron Ivan” Brosowski (vocal)
  • Harms Wendler (guitarra, vocal)
  • Oliver von Daak (guitarra)
  • Kai Ludwig (bateria)
  • Sasha Wendler (bateria de estúdio)

Redigido por Yurian ‘Dollynho’ Paiva

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