Dennis Pepa, cofundador do Death Angel, revela câncer em estágio 4 e pede ajuda para tratamento

Dennis Pepa, cofundador e ex-baixista do Death Angel, revelou que enfrenta um câncer duodenal em estágio 4, diagnosticado em fevereiro deste ano. O músico abriu uma campanha de financiamento coletivo para dessa forma custear o tratamento e ajudar sua família durante os próximos meses.

Para acessar a campanha clique AQUI.

Em uma mensagem publicada na página da arrecadação, Pepa contou que recebeu o diagnóstico pouco depois de perder o emprego que mantinha havia quase 20 anos, o que tornou a situação financeira ainda mais delicada.

“Em fevereiro de 2026, fui diagnosticado com câncer duodenal em estágio 4. Eu já havia perdido meu emprego de quase 20 anos. De repente, minha família e eu tivemos que encontrar dinheiro para o tratamento enquanto tentávamos manter as contas do dia a dia”, escreveu.

Meta de US$ 150 mil para tratamento no México

A campanha estabeleceu uma meta de US$ 150 mil. Segundo Dennis, a maior parte do valor será destinada ao tratamento no Immunocine Cancer Center, no México, onde pretende realizar uma forma de imunoterapia com células dendríticas. O dinheiro também deverá cobrir passagens, hospedagem e despesas básicas da família enquanto ele estiver fora.

No momento da consulta, a campanha já havia arrecadado pouco mais de US$ 28 mil, com centenas de doações.

Dennis explicou que pretende permanecer cerca de seis semanas no México caso seja aceito para o tratamento.

“Não preciso de nada extravagante. Só preciso conseguir chegar lá, ter um teto sobre minha cabeça durante essas seis semanas e saber que minha família conseguirá manter as coisas funcionando em casa”, escreveu.

Death Angel pede apoio à comunidade do Metal

Os atuais integrantes do Death Angel também divulgaram a campanha e pediram apoio dos fãs.

A banda descreveu Dennis como “irmão, amigo, primo e membro fundador”. Além disso, pediu que a comunidade do Metal se una em torno dele neste momento.

O grupo ainda destacou a importância de Pepa para a formação de sua identidade nos primeiros anos e afirmou que qualquer contribuição, mensagem positiva ou demonstração de apoio pode fazer diferença.

Dennis Pepa ajudou a construir o Death Angel desde o início

Pepa foi um dos músicos que fundaram o Death Angel em 1982, ao lado de Rob Cavestany, Gus Pepa e Andy Galeon.

Além do baixo e dos backing vocals, Dennis chegou a assumir os vocais principais entre 1982 e 1984, antes da entrada definitiva de Mark Osegueda.

O músico participou dos cinco primeiros álbuns de estúdio da banda: “The Ultra-Violence” (1987), “Frolic Through The Park” (1988), “Act III” (1990), “The Art Of Dying” (2004) e “Killing Season” (2008).

Sua primeira passagem pelo grupo terminou em 1991. Contudo, ele retornou dez anos depois, quando o Death Angel retomou as atividades, permanecendo até 2008.

Uma história ligada à primeira geração do Thrash da Bay Area

A importância de Dennis Pepa vai além de sua participação na discografia.

O Death Angel surgiu ainda no início dos anos 1980, quando os integrantes eram adolescentes, e rapidamente passou a fazer parte da geração que ajudou a consolidar o Thrash Metal da Bay Area, ao lado de nomes como Metallica, Exodus, Testament e outros.

Pepa esteve presente justamente durante a formação dessa identidade, incluindo as primeiras demos e o álbum de estreia, “The Ultra-Violence”, lançado quando todos os músicos ainda eram muito jovens.

Agora, aos 59 anos, o baixista enfrenta uma batalha completamente diferente.

Em sua mensagem, Dennis também falou sobre os motivos que o fazem continuar lutando: acompanhar os filhos Maddox, de 22 anos, e Roman, de 19, construir suas próprias vidas, casar-se com a noiva Gemalyn e continuar presente para sua família.

“Há tanta coisa pela qual ainda quero permanecer aqui”, escreveu.

A campanha Help Dennis Pepa Beat Cancer continua disponível no GoFundMe, e o próprio Death Angel está ajudando a divulgar a arrecadação.

Confira a nota completa:

“Meu nome é Dennis.

Talvez você me conheça de alguma capa de disco do Death Angel, do trabalho ou de muitos anos de amizade. Talvez esta seja a primeira vez que nos encontramos. Seja qual for a circunstância que trouxe você até esta página e fez com que lesse esta mensagem, obrigado por dedicar seu tempo a isso. Significa muito para mim.

Perdoe-me, mas vou direto ao ponto porque, bem, já estou me sentindo muito vulnerável e não existe uma maneira fácil de dizer nada disso.

Em fevereiro de 2026, fui diagnosticado com câncer duodenal em estágio 4. Eu já havia perdido o emprego que mantive por quase 20 anos. De repente, minha família e eu tivemos que encontrar dinheiro para o tratamento do câncer enquanto tentávamos continuar pagando as despesas do dia a dia.

Estou pedindo ajuda para buscar tratamento no Immunocine Cancer Center, no México, e para dar suporte à minha família durante os próximos meses. Venho pesquisando sobre o centro, e eles oferecem algo chamado imunoterapia com células dendríticas, que utiliza as próprias células imunológicas do paciente e material do tumor para preparar um tratamento personalizado.

O objetivo, conforme o centro explica, é ajudar o sistema imunológico a reconhecer e atacar o câncer da melhor maneira possível, de acordo com as características específicas de cada organismo.

Nossa meta de arrecadação é de US$ 150 mil. Esse valor ajudará a custear o tratamento de que preciso no México e também a manter minha família amparada.

É extremamente difícil chegar a um valor em dinheiro para algo como isso, mas essa é a realidade em que me encontro. Estou pedindo ajuda porque nossa família não consegue lidar sozinha com essas despesas.

O tratamento representa a maior parte dessa meta. A listagem pública da Heal Navigator informa que o tratamento no Immunocine custa US$ 120 mil. Ainda preciso confirmar o valor exato do meu próprio tratamento, mas isso dá uma ideia do que estamos tentando cobrir antes mesmo de incluir passagens e despesas de estadia.

Os recursos serão destinados a quatro áreas:

Tratamento: pagar pelos cuidados no Immunocine, caso a equipe confirme que posso seguir com o procedimento.

Viagem: custear minha ida ao México para o tratamento e meu retorno para casa.

Hospedagem: garantir um lugar para ficar durante o período em que eu precisar permanecer por lá.

Suporte à família: ajudar com alimentação, contas da casa e outras despesas cotidianas enquanto eu estiver realizando o tratamento.

Não preciso de nada extravagante. Só preciso conseguir chegar até lá, ter um teto sobre minha cabeça durante essas seis semanas e saber que minha família conseguirá manter as coisas funcionando em casa.

Neste momento, colocar todos esses custos na ponta do lápis é algo extremamente angustiante. O apoio de vocês nos daria uma base para conseguirmos organizar tudo isso.

US$ 150 mil parece uma quantia gigantesca, muito além do que qualquer pessoa poderia oferecer sozinha. Mas é preciso uma comunidade inteira, e cada centavo conta. Uma doação de US$ 5, multiplicada muitas vezes, se torna muito mais do que apenas US$ 5. Por isso, qualquer valor ajuda. De verdade.

Como vocês certamente podem imaginar, nada disso é fácil — inclusive escrever esta mensagem. Mas me vejo agora em um lugar no qual jamais quis estar, e isso precisa fazer parte da minha luta… porque ainda existe tanta coisa pela qual quero continuar aqui.

Quero continuar acompanhando meus filhos, Maddox, de 22 anos, e Roman, de 19, crescendo e construindo suas próprias vidas. Quero estar ao lado deles, ajudando-os a continuar se tornando homens fortes e compassivos.

Quero me casar com minha noiva, Gemalyn, e continuar presente na vida das pessoas que mais amo.

Como família, ainda temos tantos planos, tantas memórias para criar e tantos momentos especiais pela frente.

Mais uma vez, obrigado por dedicar seu tempo para ler esta mensagem.

Com amor e os melhores votos,

Dennis”

Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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