O Def Leppard é mais conhecido por vender ingressos do que álbuns: “Sejamos honestos”

O Def Leppard é mais conhecido por vender ingressos do que álbuns: "Sejamos honestos"
Reprodução / Facebook

O vocalista do Def Leppard, Joe Elliott, revelou recentemente que a banda está trabalhando em um novo álbum que deve sair entre o final de 2026 e início de 2027. Em uma nova entrevista com Ben Jones da Virgin Radio UK, quando perguntado sobre o que os mantém inspirados e motivados a compor e gravar músicas novas, Elliott disse:

“Vamos ser honestos: o Def Leppard agora é mais conhecido por vender ingressos do que álbuns. Álbuns, é Ed Sheeran, Taylor Swift e etc. Nós, sim, vendemos discos. Acho que acabamos de entrar em algum lugar — não no Guinness Book, mas tanto faz — chegamos ao Top 10 com um álbum em cinco décadas diferentes, o que é muito legal. É uma ótima história para os tios e tias e coisas assim. Mas ainda queremos gravar discos. Essa é a grande coisa.

Quando o lockdown chegou, literalmente no dia em que todo mundo deveria voar para o meu estúdio, para a Irlanda, eles cancelaram todos os voos. Então, liguei para o Phil [Collen, guitarrista do Def Leppard] e perguntei: ‘O que vamos fazer agora?’. E em uma conversa de 40 minutos, ele disse: ‘Bem, poderíamos fazer isso remotamente’. Eu perguntei: ‘O que você tem?’. Ele respondeu: ‘Bem, eu tenho três músicas’. E então expliquei a ele que ele, na verdade, tinha quatro porque tínhamos uma música chamada “This Guitar”, que estávamos guardando há anos e tínhamos que fazer. Eu tinha três. E então trouxemos o Sav [baixista Rick Savage] para a conversa. Ele tinha duas. Então, em 40 minutos, tínhamos nove músicas. E decidimos fazer o que o Queen sempre fazia. Se escrevêssemos uma música e tivéssemos começo, meio e fim, era isso. Sem discussão — nós faríamos isso. Sem “ah, podemos tirar essa parte e colocar a minha?”. Nós simplesmente confiamos um no outro que tínhamos escrito as músicas, e foi assim que fizemos o último álbum. Foi a coisa mais libertadora que já fizemos. Nos divertimos muito fazendo um álbum onde estávamos essencialmente a 4.800 quilômetros de distância um do outro e colando tudo no estúdio do nosso engenheiro de som. E parece que fizemos isso no Abbey Road [estúdio]. E estamos fazendo de novo.”

Questionado se é justo afirmar que o Def Leppard ainda ama fazer turnês, mesmo depois de cinco décadas e tantos eventos adversos ao longo de sua longeva trajetória, Joe Elliott respondeu:

“Sim, e é algo que, dedos cruzados, nunca desapareceu. Em 48 anos desde que nos formamos, e essa formação está junta há 33 anos, o que é um feito ridículo, quando você pensa sobre isso. Através de todas as dificuldades que tivemos – quero dizer, perdemos Pete [Willis, ex- guitarrista do Def Leppard] ao longo do caminho, perdemos Steve [Clark, falecido guitarrista do Def Leppard], e Rick [Allen, baterista do Def Leppard] sofreu um acidente terrível, mas permaneceu na banda. Então, houve muitos momentos estranhos, mas houve muitos outros bons, se você preferir. E é, tipo, bem, o que há para não gostar? Quer dizer, estamos todos na mesma página, e acho que é por isso que gostamos tanto. E acho que isso vem da origem da classe trabalhadora de onde viemos. Quer dizer, nossos pais eram os filhos da Segunda Guerra Mundial, e quando você tem aqueles momentos [Monty] Python, tipo ‘Você não sabe o que é ter que escolher entre uma caixa de papelão e um par de galochas como presente de Natal’. Você nunca perde essas histórias porque te contaram quando você era criança e você se lembra delas para sempre. Elas se tornam mais cômicas à medida que você envelhece. Mas eu acho que aquele tipo de educação da classe trabalhadora que tivemos, quando você se torna isso, suponho que agora as pessoas diriam uma banda de rock elitista, nós simplesmente agarramos a oportunidade de continuar com isso porque é muito divertido.”

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