Deep Purple segue resgatando sonoridade dos anos 70 em novo single “Guilt Trippin’”

O veterano Deep Purple está na reta final para o lançamento de seu novo álbum de estúdio, “Splat!”, que chegará ao mercado no próximo dia 3 de julho através da earMUSIC. A formação atual — Ian Gillan, Roger Glover, Ian Paice, Don Airey e Simon McBride — voltou a trabalhar com o consagrado produtor Bob Ezrin, conhecido por seus trabalhos com Kiss, Pink Floyd, Lou Reed e Alice Cooper. Segundo a própria banda, o novo trabalho busca recuperar a sonoridade e a atitude que sempre diferenciaram o grupo, resultando naquele que é apontado como o disco mais pesado do Deep Purple em muitos anos.
Após apresentar anteriormente os singles “Arrogant Boy” e “Diablo”, o conjunto britânico divulgou agora “Guilt Trippin’”. A canção ganhou um videoclipe oficial e reforça a proposta do álbum de valorizar a interação espontânea dos músicos em estúdio. Este método inclusive acompanhou a trajetória da banda desde seus primeiros clássicos.
Ian Gillan relembra os velhos tempos
Ao comentar o processo de gravação de “Guilt Trippin’”, o vocalista Ian Gillan revelou que a interpretação surgiu de maneira bastante natural. Segundo ele:
“A música começa e eu estou no estúdio. Eu ainda não tinha nenhuma letra para ela. Então simplesmente comecei a gritar. Era a pura alegria de fazer aquilo. Eu prometi quando tinha 40 anos que pararia de gritar quando chegasse aos 60. Agora olho para trás e penso: ‘O que aconteceu com isso?’. Então vamos tentar mais uma vez.”
A declaração ajuda a explicar a energia presente na faixa, que resgata elementos marcantes da fase clássica do grupo sem soar presa ao passado. A experiência acumulada ao longo de décadas aparece combinada com uma abordagem mais livre e descontraída durante as sessões de gravação.
Um retorno ao espírito da era de ouro
Gillan também acredita que “Splat!” aproxima a banda da dinâmica criativa que marcou discos fundamentais dos anos 70. O cantor afirmou:
“Tenho que dizer que agora estamos muito alinhados com um material compatível com ‘Highway Star’, ‘Smoke On The Water’ e ‘Lazy’, com a dinâmica, o equilíbrio e a diversão da música que fizemos entre 1969 e 1973.”
Ele continuou:
“Onde estamos agora com esta encarnação do Deep Purple parece muito uma versão atual do Deep Purple dos anos setenta.”
A comparação certamente chamará a atenção dos fãs mais antigos. Especialmente porque o grupo raramente faz referências tão diretas ao período considerado por muitos como o auge de sua criatividade.

O conceito por trás de “Splat!”
A ideia central do álbum partiu do próprio Ian Gillan. Assim, em vez de abordar o fim da humanidade como uma catástrofe apocalíptica convencional, “Splat!” explora a noção de transformação. O conceito imagina uma evolução para além da existência física, tratando o encerramento de um ciclo como uma metamorfose e não como destruição.
Além da faixa-título, o repertório contará com canções como “The Rider”, “The Lunatic”, “Sacred Land”, “The Beating Of Wings”, “Scriblin’ Gib’rish”, “Jessica’s Bra” e “My New Movie”. O lançamento chegará em diversos formatos, incluindo CD, LPs coloridos, fita cassete e uma edição especial de luxo contendo gravações ao vivo da turnê de 2024 e o exclusivo bônus “Guinnesis”.