Dee Snider critica turnês de despedida fake e bandas que tocam sem integrantes originais: “Uma completa e absoluta merda”

O vocalista Dee Snider, do Twisted Sister, voltou a manifestar forte oposição a bandas que anunciam turnês de despedida e posteriormente retornam aos palcos. Além disso, criticou grupos que continuam utilizando nomes consagrados sem qualquer integrante de suas formações originais ou clássicas. Em vídeos publicados nas redes sociais, o cantor classificou essas práticas como enganosas e questionou a relação entre a identidade histórica de uma banda e as formações que seguem excursionando.
Sobre as chamadas “farewell tours” (turnês de despedida), Snider não poupou críticas:
“Turnês de despedida que nunca terminam ou que terminam e então o artista sai da aposentadoria alguns anos depois e começa a fazer turnês novamente são uma completa e absoluta merda. Não vou citar nomes. Todos nós sabemos quem são os canalhas.”
Em seguida, ele esclareceu que não considera necessário que músicos abandonem os palcos:
“Escutem, vocês não precisam parar de tocar. Não estou dizendo para vocês irem embora. Fiquem para sempre. Nós não queremos que vocês partam. Apenas não anunciem uma turnê de despedida, não nos vendam todo o pacote de merda da despedida, camiseta de ‘No More Tours’, um programa e os preços dos ingressos, assinem com sangue e depois voltem alguns anos mais tarde apenas para nos espremer até secar novamente. Isso é uma merda.”
Dee Snider questiona bandas sem integrantes originais
Em outro vídeo, o vocalista direcionou as críticas às bandas que excursionam sem nenhum músico de suas formações originais ou clássicas.
“Alguém me perguntou quais eram meus sentimentos sobre bandas que estão por aí tocando sob o nome de uma grande banda sem nenhum integrante original, e eu disse: ‘De jeito nenhum’. Acho que isso é completamente fodido, é enganoso, é uma representação falsa. Eles não estão dizendo: ‘Não somos os integrantes originais’, mas estão apresentando todo mundo da banda. E esse é o problema com algo que eles chamam de bandas de rock corporativo. Elas são populares por suas músicas, mas não realmente pelos integrantes da banda.”

Snider, no entanto, abriu uma exceção para músicos com forte ligação histórica com determinados grupos. Principalmente artista como Rudy Sarzo, do Quiet Riot:
“Se você não tem nenhum integrante da formação clássica — com pelo menos um você pode dizer: ‘Bem…’. Como [o Quiet Riot], Rudy Sarzo. Rudy passou por tudo isso. Se ele quiser sair por aí, certamente não vou criticá-lo. Mas no dia em que Rudy sair, fique longe das estradas e mantenha o nome daquela banda longe da sua boca.”
Vocalista reage às críticas dos fãs
Após receber respostas contrárias às suas declarações, Dee Snider voltou às redes sociais para reforçar sua posição.
“Vocês só podem estar de brincadeira. Estou recebendo comentários na minha publicação sobre bandas com zero integrantes originais tentando justificar suas posições. ‘Eles herdaram o nome?’ Isso não faz de você um integrante da banda. Meus filhos vão herdar o nome Twisted Sister, e se eles montarem uma banda para sair por aí como Twisted Sister sem ninguém da banda original, eu voltarei dos mortos e assombrarei aqueles desgraçados.”
O cantor também respondeu aos roadies que defenderam grupos sem integrantes originais e rejeitou a comparação com equipes esportivas:
“Roadies que estão defendendo bandas para as quais trabalham sem nenhum integrante original na formação, calem a boca. Você é um roadie. Arrume um emprego com outra banda. ‘Bem, times de beisebol não têm os integrantes originais’. Não é um time de beisebol. É uma porra de uma banda de rock and roll, baby, e você precisa ter pessoas, pessoas originais da formação clássica precisam estar lá. Que porra há de errado com as pessoas?”
A opinião não é nova. Em 2020, Snider já havia chamado de “besteira” os retornos após despedidas anunciadas como definitivas, diferenciando casos como o Rage Against The Machine, que simplesmente se separou e depois voltou, das bandas que vendem uma turnê como seu último adeus. A discussão ganha uma camada particular no caso do próprio Twisted Sister, que encerrou sua turnê de despedida de 2016, chegou a planejar uma reunião para 2026 e acabou cancelando os shows após a saída de Snider. A banda voltou aos palcos em agosto com Jay Jay French, Eddie Ojeda, Sebastian Bach, Russell Pzütto e Joey Cassata, mantendo onze apresentações previstas para o outono.

a indireta mais direta impossivel para o Kiss ,mas concordo essas turnes de despedidas infinitas sao palhaçada sem fim 99% das vezes os integrantes voltam poucos anos apos soposto fim na maior cara de pau do mundo o Slayer foi prova disso acho acabou dinheiro e voltaram,nesse caso das formaçoes originais eu entendo o ponto do snider mas tem muitas banda que honram o nome da banda e fazem um bom trabalho mas e claro tem inumeros que usam o nome so para vender facil mesmo e qualidade e quase inexistente.