Death To All descarta músicas inéditas e reforça legado eterno de Chuck Schuldiner

Algumas figuras da música pesada atingem um patamar tão elevado que qualquer tentativa de continuidade soa, no mínimo, desnecessária. Chuck Schuldiner ocupa esse espaço com absoluta legitimidade. Fundador do Death, ele não apenas ajudou a criar o Death Metal, como também expandiu seus limites técnicos, artísticos e emocionais ao longo de uma discografia que segue influenciando gerações de músicos extremos ao redor do mundo.
Nesse contexto, o Death To All surgiu com uma missão clara: celebrar ao vivo a obra de Chuck Schuldiner. Obviamente, respeitando sua visão e sua importância histórica. Formado por ex-integrantes do Death, o projeto reúne nomes que ajudaram a moldar álbuns fundamentais do gênero, como o baixista Steve DiGiorgio e o baterista Gene Hoglan, ambos conhecidos pela excelência técnica e trajetória respeitadíssima na música pesada.
Sem Chuck, sem novas músicas — a essência do Death permanece intocável
Em entrevista recente a Robb Chavez do Robbs MetalWorks, Gene Hoglan foi direto ao responder se o Death To All cogita gravar material inédito. Para ele, a ideia simplesmente não faz sentido. Assim, além da falta de tempo, Hoglan destacou o impasse conceitual: criar músicas “inspiradas no Death” inevitavelmente levantaria questionamentos sobre identidade, propósito e até legitimidade artística. Segundo o baterista, o catálogo original certamente já oferece material mais do que suficiente para manter o projeto vivo e relevante nos palcos.
Na mesma linha, Steve DiGiorgio reforçou que o assunto nunca avançou internamente. Embora fãs e imprensa frequentemente levantem essa possibilidade, o baixista deixou claro que o grupo prefere não arriscar diluir a proposta do Death To All. Com músicos envolvidos em inúmeras outras bandas e projetos, DiGiorgio vê o tributo como um compromisso ao vivo. Dessa forma, o foco é exclusivamente em honrar a obra de Chuck Schuldiner, sem extrapolar seus limites.
Atualmente, o Death To All conta com Bobby Koelble na guitarra — integrante do Death na era de “Symbolic” — e Max Phelps, do Cynic, assumindo vocais e guitarra base. Essa formação tem garantido performances fiéis, técnicas e emocionalmente intensas, algo essencial para um repertório que exige precisão e profundo entendimento musical.
As homenagens prosseguirão
As recentes turnês reforçam esse cuidado. O grupo concluiu a excursão norte-americana “Symbolic Healing”, dedicada integralmente a dois marcos da discografia do Death: “Spiritual Healing” e “Symbolic”. Cada apresentação combinou execução minuciosa, sonoridade cristalina e respeito absoluto às composições originais, além de incluir clássicos de diferentes fases da banda.
Em 2024, o Death To All já havia percorrido a América do Norte celebrando “Scream Bloody Gore” e “The Sound Of Perseverance”, mostrando a evolução sonora do Death, do início mais cru ao refinamento técnico extremo. Já na turnê de 2025, o grupo dividiu o palco com Gorguts e Phobophilic, reforçando o diálogo entre gerações do Metal Extremo.
Fundado em 1984, inicialmente sob o nome Mantas, o Death rapidamente se consolidou como pilar da cena da Flórida e do Death Metal mundial. Com álbuns que redefiniram o gênero e músicos lendários em sua formação ao longo dos anos, a banda encerrou suas atividades em 2001, após a morte de Chuck Schuldiner. O Death To All cumpre um papel essencial: manter viva essa obra insubstituível, sem tentar reescrevê-la. E como deixam claro Steve DiGiorgio e Gene Hoglan, algumas histórias simplesmente não precisam de novos capítulos.
e tipo banda cover de luxo com quase todos ex-membros do death acho valido ate certo se for algo temporario se ficar infinitamente homenageando o chuck para mim e bem estranho aew visa mas ganhar dinheiro com nostalgia alheia do que homenagem genuina ,ainda bem que nao vao se arriscar escrever coisas novas apesar achar Gene Hoglan baita baterista o ultimo do dark angel foi tao fraco que ficaria com medo do que ele faria com o death.