Death Angel: o disco de Metal aclamado que Will Carroll não é fã

Death Angel: o disco de Metal aclamado que Will Carroll não é fã
Photo: Florian Stangl

O baterista do Death Angel, Will Carroll, conversou com a W4CY Radio TV Channel durante o Aftershock Festival realizado recentemente em Sacramento, na Califórnia, e refletiu sobre a cena Thrash Metal da Bay Area nos anos 80 e, sobre como elas tinham um som muito próprio, com características e identidade próprias. No entanto, com a chegada dos anos 90 e a explosão do grunge, isso começaria a mudar. Veja o que disse Will Carroll:

“Mas acho que essa é uma das razões pelas quais o thrash metal meio que desapareceu nos anos 90. Todo mundo gosta de culpar o grunge, que pode ter contribuído para isso, sim, mas também era verdade que muitas bandas estavam lançando álbuns abaixo da média no início dos anos 90, e muitas bandas soavam iguais, muitas bandas estavam simplificando seu som e tentando conseguir o grande sucesso, ganhar muito dinheiro e fazer grandes turnês.

O thrash metal é feito para ser rápido, e quando as bandas começam a desacelerar e lançar álbuns com andamento bem mediano, as pessoas perdem o interesse, inclusive eu; fui direto para o death metal. Então, nos dias de glória, sim, cada banda tinha sua identidade distinta, com certeza, vocalmente, liricamente, em termos de composição — totalmente. E acho que voltou a ser isso agora. Mas, sim, o início dos anos 90 não foi uma boa era para o thrash metal.”

O Metallica também buscou uma direção musical diferente e lançou o bem sucedido Black Album (1991), embora os fãs mais raíz não tenham curtido nada essa mudança drástica. Will comentou sobre isso:

“Quando ouvi, pensei: ‘Caramba, esse álbum soa ótimo’. E eu entendo por que ele foi enorme, e tem algumas músicas boas, mas quando ouvi, inicialmente, foi exatamente a mesma coisa, exatamente a mesma reação. Tipo: ‘Cara, não tem um momento thrash neste álbum’. Mas não posso negar que é um álbum que soa bem e merece toda a aclamação ou sucesso que obteve. Mas eu não sou fã dele. [Risos]

Eu adoro os quatro primeiros álbuns do Metallica. Não gostei de ‘…And Justice For All’ quando foi lançado. Achei que até ele estava longe demais do thrash, mas… bem, levou 15 anos, mas depois de 15 anos sem curtir aquele álbum, eu o adoro pra caramba agora; adoro ‘…And Justice For All’. Mas sim, os três primeiros álbuns, especialmente, são mágicos — mágicos mesmo.”

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