Death Angel: “Não estamos apressando o processo”, diz Rob Cavestany sobre o novo álbum

Durante um papo recente com Nikki Blakk, da rádio 107.7 The Bone, direto da Bay Area, o guitarrista do Death Angel, Rob Cavestany, comentou sobre o novo single “Cult of the Used”, que saiu no comecinho do mês. Ele também adiantou alguns detalhes sobre a turnê que vem aí, em ocasião do aniversário de 35 anos do clássico “Act III”. Veja a declaração de Rob:
“‘Cult Of The Used’ é a nossa primeira música lançada desde ‘Wrath (Bring Fire)’, que saiu no início deste ano… É uma música totalmente Death Angel. E foi escolhida porque, para mim, ela se encaixa no nosso setlist do ‘Act III’, onde, claro, tocamos o ‘Act III’ na íntegra, e depois há outro ato com músicas que escolhemos que não são as que normalmente tocamos. Então, tem sido um grande desafio tocar algumas músicas mais difíceis ao vivo. Mas é muito legal e divertido.”
Perguntado se há alguma música que será tocada na turnê de 35 anos do disco quue eles consideram mais desafiadora para tocar, Rob disse:
“‘Cult Of The Used’. Porque é nova, e é realmente complicado tocar, cantar e fazer tudo ao mesmo tempo — harmonias vocais e tudo mais… Combina também porque em ‘Act III’ tem muito canto. Eu só percebi durante os ensaios que eu canto em todas as músicas de ‘Act III’ — todas mesmo. E sou o vocalista principal em algumas, e definitivamente faço muitas harmonias e backing vocals. Então tem muita coisa para tocar, cantar e fazer que eu não fazia há 35 anos, desde a última vez que tocamos algumas dessas músicas. Só isso já é um desafio e tanto. Então a nova é ainda mais difícil porque, pelo menos nas músicas de ‘Act III’, ainda existe uma certa memória muscular que permaneceu por 35 anos. Ela meio que voltou. Foi meio que mais rápido. Foi muito estranho. O Mark disse a mesma coisa. Tipo, estranhamente, foi muito fácil para o Mark retomar esse álbum. Porque a gente tocou tanto naquela época que, de alguma forma, a gente reteve a memória muscular. Mas não existe essa memória muscular com material novo. Então a gente está pegando o jeito. Está ficando cada vez melhor. Mas essa música também tem harmonias vocais, então é por isso que ela é a ideal para o set do ‘Act III’. Não me entendam mal. As pessoas vão dizer: ‘Isso não soa como nada do ‘Act III”. Eu não estou dizendo que soa como algo do ‘Act III’. É só que, para mim, nosso material novo complementa aquele set.”
Sobre os planos da banda para um novo álbum, ele comentou:
“O momento precisa ser o certo. Precisamos de bastante tempo para dar o devido suporte a um álbum completo e para todo o esforço necessário para lançá-lo. Dito isso, nosso próximo álbum será o décimo, e eu não vou parar antes de dez. Eu não vou parar por aí. E a maior parte já está escrita… Posso dizer que ainda não começamos a gravar o álbum, mas definitivamente temos demos, gravações das músicas e canções que estão sendo criadas. E isso já vem acontecendo há anos. As músicas que estão sendo lançadas, os singles que temos, foram feitos para serem singles. Então, eles têm uma mentalidade diferente da do álbum, que tem sua própria coleção completa de músicas que se encaixam perfeitamente em um disco. Não estamos apressando o processo. E também, devido à vida, à agenda e outras coisas, o momento não era o certo. Precisamos de tempo para fazer o Tudo está a caminho, mas ainda não aconteceu. E este ano foi o 35º aniversário de ‘Act III’. No ano que vem, comemoramos o 40º aniversário do nosso álbum de estreia, ‘The Ultra-Violence’. Então, essas coisas nos inspiram a fazer algumas apresentações ao vivo baseadas nesses discos, por causa dessas comemorações marcantes de aniversários.”
Segundo Rob, as chances de um novo álbum em 2026, são muito baixas, embora não seja impossível:
“Lançado em 2026? Eu diria que isso é pedir demais. Mas não é impossível. E eu estou morrendo de vontade de gravar essas músicas. Então, estamos realmente tentando fazer isso acontecer.”