David Gilmour reforça que não há a mínima chance de subir ao palco com Roger Waters novamente

No fim de semana passado, David Gilmour, lendário guitarrista e ex-integrante do Pink Floyd, apareceu ao lado da esposa e parceira criativa de longa data, Polly Samson, em uma entrevista ao The Telegraph. Juntos há mais de trinta anos, e Polly tornou-se uma peça fundamental na carreira solo de David Gilmour, assinando as letras de todos os discos que ele lançou neste século.
Além disso, ela colaborou nos dois últimos álbuns do Pink Floyd: “The Division Bell” (1994) e “The Endless River” (2014).
Durante a conversa, o repórter trouxe à tona um episódio polêmico: o tuíte de Polly em 2023 sobre Roger Waters. Na época, ela não poupou palavras, chamando o ex-colega de banda de “antissemita até a medula”, além de “apologista de Putin, mentiroso megalomaníaco, ladrão, hipócrita, sonegador de impostos, dublador, misógino e invejoso”. Gilmour, evidentemente, apoiou totalmente a fala da esposa e reforçou que “cada palavra dita por ela é comprovadamente verdadeira”:
“A razão pela qual eu fiz isso foi porque o Pink Floyd é uma banda sem rosto. Onde quer que eu fosse, havia uma chance de as pessoas pensarem que eu era casada com a pessoa que disse coisas assim. E não foi uma sensação muito boa.”
Perguntada se ela achava que as pessoas não sabiam a distinção entre Roger e David, Samson disse:
“Quer dizer, nós sabemos. Mas muitas e muitas pessoas da minha idade não sabem.
Se soubessem que eu sou casada com alguém do Pink Floyd, metade das vezes as pessoas me olhavam de forma estranha e era muito desconfortável, e eu só queria traçar um limite e deixar claro que essas não eram opiniões minhas ou da pessoa com quem eu era casada.”
Perguntado se havia alguma condição que o deixaria mais confortável para subir ao palco com Roger Waters novamente, a resposta de Gilmour se manteve a mesma:
“Nada. Não há a mínima possibilidade de eu fazer isso.”