David Ellefson relembra as origens do Thrash Metal: “era definitivamente o novo caminho, a nova direção”

David Ellefson relembra as origens do Thrash Metal: "era definitivamente o novo caminho, a nova direção”
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O Thrash Metal, como qualquer outro estilo musical, não apareceu de repente do nada. Apesar de ter ganhado força muito rápido entre a metade e o fim dos anos 80, muita gente ainda acha que o famoso “Big 4” (Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax) foi quem deu origem ao som.

Em uma recente conversa com o site Alternative Nation, David Ellefson, ex-baixista do Megadeth, contou um pouco sobre como tudo começou. Segundo ele, nas primeiras fases do Thrash, não eram só as bandas de Metal que serviam de referência, havia também um gênero totalmente fora desse universo que acabou influenciando todos os integrantes do “Big 4”.

“Bem, não se chamava thrash. A gente não tinha bem um nome para isso. Estávamos apenas tocando o que conhecíamos de nossas coleções de discos. A gente gostava de Judas Priest e Black Sabbath. Também gostávamos dos Sex Pistols e dos Dead Kennedys e de punk rock.”

Fora as bandas que o Ellefson citou, já tinha uma galera na cena que não teve medo de misturar o peso e os riffs do metal com a agressividade do punk. Motörhead, GBH, Discharge e Venom são bons exemplos disso. Todas essas vieram da Inglaterra; então acabou sendo o “Big 4” que levou esse som pra outro nível nos Estados Unidos, colocando o estilo de vez no mapa por lá.

Mesmo assim, o Ellefson destacou que, no começo, dava pra notar bem a diferença entre o som das bandas de metal de Los Angeles e o das que surgiam em San Francisco:

“Minhas lembranças disso contrastam com a vida em Los Angeles, onde começamos o Megadeth. Lançar o Megadeth na Bay Area era um cenário completamente diferente – impulsionado em grande parte pela banda Exodus e, logo depois, pelo Metallica.

Então, era essa música underground, divertida e energética que ia contra tudo ao seu redor – do hair metal a uma espécie de metal dinossauro e a qualquer outra coisa que existisse na época. Era definitivamente o novo caminho, a nova direção.”

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