David Ellefson esclarece comentário recente que repercutiu mal na comunidade do metal

David Ellefson esclarece comentário recente que repercutiu mal na comunidade do metal
David Ellefson (photo by Raymond Ahner)

O ex-baixista do Megadeth, David Ellefson, esclareceu um comentário recente enquanto discutia sobre estabilidade financeira em uma entrevista à estação de rádio WRIF. Na ocasião, ele disse: “Eu literalmente não preciso trabalhar mais um dia na minha vida. Estou bem. Financeiramente, estou bem. Então eu faço isso puramente por diversão e por alegria. E é ótimo que meu telefone toque e as pessoas ainda queiram sair comigo e nós ainda queiram me convidar para suas festas.”

Em uma nova entrevista concedida ao podcast Brutally Delicious, ele explicou o que quis dizer com isso, já que sua fala não repercutiu muito bem na comunidade do metal, gerando interpretações errôneas:

“Parte desse comentário foi que eu nunca preciso trabalhar porque eu não vou trabalhar; eu toco. [Risos] Sabe o que quero dizer? Eu não trabalho com música; eu toco música. Então foi meio que um duplo sentido. Eu não disse isso para dizer, tipo, ‘Eu sou muito rico e, porra, eu nunca preciso trabalhar’. Esse não era o objetivo. E você conhece meu estilo — não é da minha natureza dizer isso.

Mas eu não faço esses projetos para ganhar dinheiro. Na verdade, se é que estou investindo alguma coisa, é neles. Estou sempre investindo meu próprio dinheiro nessas coisas. E é como quando você compra um carro — assim que compra e sai da concessionária, você já está de cabeça para baixo; você já deve mais do que ele vale. E é assim que as bandas são, cara. Até que elas comecem a ter algum valor financeiro nas bilheterias e com as vendas de discos e merchandising, você provavelmente está de cabeça para baixo. Mesmo no Megadeth, estávamos de cabeça para baixo até ‘Countdown To Extinction’, sabe, cinco álbuns depois de nossa carreira, porque pegamos tudo e investimos. Vejo meus amigos em grandes turnês e consigo praticamente contar quantos caminhões, ônibus e quantas pessoas, e aí eu consigo contar e dizer quantas pessoas estão no prédio, e dizer: ‘É, ou eles estão ganhando dinheiro ou não estão ganhando dinheiro, ou em algumas noites estão empatando’. E é assim que funciona, cara.”

Ellefson falou sobre as dificuldades para sair em turnê hoje em dia, já que os custos aumentaram e se locomover de uma parte à outra pelo mundo afora custa muito caro. Isso tem afetado muitas bandas, mas, Ellefson diz que ele ainda não sente tanto os impactos disso como várias bandas têm sentido. Ellefson explicou:

“Transferir bandas de rock pelo mundo custa muito dinheiro. Não é barato. E todo mundo acha que tem todo esse dinheiro. E, olha, espero que a gente acabe um pouco mais à frente no final do que quando começamos. E eu consegui. Tenho sorte com isso. Nem todo mundo consegue, cara. E como eu disse, KINGS OF THRASH, DIETH, essas bandas novas que eu começo, são totalmente por amor ao que fazem. E olha, elas são lucrativas o suficiente para que possamos continuar. Caso contrário, em algum momento, quem pode se dar ao luxo de continuar jogando dinheiro em algo que simplesmente não está funcionando? Mas, para mim, contanto que seja sustentável, está tudo bem. Vamos lá. Vamos marcar outro show. Vamos marcar outro voo. Tenho um baixo bem aqui. Vamos curtir, cara. Então, para mim, contanto que as músicas sejam divertidas, as pessoas sejam divertidas, haja dinheiro suficiente para pagar as contas para que todos sintam que ganharam um dinheirinho com isso. O que mais você poderia querer, cara? Quer dizer, para mim isso é como a vida perfeita.”

Deixe seu comentário