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Clássicos: Morbid Angel – Covenant (1993)

Earache Records

“Covenant” é o terceiro disco de estúdio do Morbid Angel, clássica banda de Death Metal, a qual nasceu na cidade de Tampa na Flórida. Apesar dos álbuns anteriores, “Altar Of Madness” de 1989 e “Blessed Are The Sick” de 1991, também serem considerados clássicos absolutos, foi só após o lançamento do “Covenant” que o power trio ganhou status de mainstream dentro de seu subgênero.

   
Divulgação / Morbid Angel

“Rapture” dá início ao álbum e define o que é perfeição quando o assunto é Death Metal. Através dessa canção é possível compreender o porquê de Pete Sandoval ser a influência da grande parte dos bateristas que tocam Metal extremo. Ele é o mestre das baquetas e dos pedais duplos. “Pain Divine” parece continuação da faixa anterior, porém com riffs ainda mais complexos e técnicos. David Vincent equilibra perfeitamente a nitidez de seu gutural com uma agressividade natural e ímpar, características as quais o tornam destaque em sua geração de vocalistas.

“World Of Shit (The Promisse Land)” inicia mais cadenciada, com um riff sombrio de Trey Azagthoth, que explora todos os sons infernais que a sua guitarra pode produzir. “Vengeance Is Mine” resgata a aceleração das duas primeiras faixas. Os solos Azagthoth têm a influências em Slayer explicitadas na grande parte das músicas do álbum. ”The Lions Den”, canção que encerra o lado A, não muda a receita do disco até aqui, mantendo o nível elevado.

Reprodução / Facebook

“Blood On My Hands” dá o pontapé inicial do lado B com uma chuva de variações de riffs e contra tempos alucinantes. A fórmula do álbum sofre a sua primeira alteração em “Angel Of Disease”. O vocal de Vincent altera para um gutural um pouco mais limpo e ele também se destaca com suas linhas de baixo, a canção explora outras sonoridades dentro do universo Death Metal. Pitadas de Heavy e Thrash apimentam o molho e o sabor fica ainda mais agradável. “Sworn To The Black” retoma a intensidade inicial com mais um show de insanidade dos garotos de Tampa.

Reprodução / Facebook

“Nar Mattaru” é uma pequena faixa de efeitos que serve como introdução para a canção que fecha o terceiro full-lenght, “God Of Emptiness”, que é um capítulo a parte no álbum e na carreira da banda. Muita gente conheceu Morbid Angel através do vídeo clipe dessa música. Ela também apareceu num episódio da série Beavis and Butt-head na MTV. Vincent altera os seus vocais tantas vezes e com tanta perfeição que parece que há mais de um cantor na faixa. Apesar de “God Of Emptiness” ser a música mais cadenciada do “Covenant”, ela é absurdamente pesada, tendo Doom Metal impregnado em sua atmosfera macabra.

Foi através desse álbum que eu conheci Morbid Angel, aprendi a gostar e a respeitar a banda como um dos gigantes do subgênero. A maioria dos seus fãs prefere os dois primeiros discos, que são tão excelentes quanto, porém o “Covenant” tem um significado especial para mim.

Nota 9,5

Integrantes:

  • David Vincent (vocal e baixo)
  • Trey Azagthoth (guitarra e teclado)
  • Pete Sandoval (bateria)

Faixas:

  • 1.Rapture
  • 2.Pain Divine
  • 3.World Of Shit (The Promisse Land)
  • 4.Vengeance Is Mine
  • 5.Lions Den
  • 6.Blood On My Hands
  • 7.Angel Of Disease
  • 8.Sworn To The Black
  • 9.Nar Mattaru
  • 10.God Of Emptiness

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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