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Clássicos: Megadeth – “Peace Sells… But Who’s Buying?” (1986)

Capitol Records

“Peace Sells… But Who’s Buying?” é o segundo full lenght da banda norte-americana de Thrash Metal, Megadeth, lançado no dia 19 de setembro de 1986, pelo selo Capitol Records. O sucessor do debut , “Killing Is My Bussines… And Bussines Is Good”, de 1985, foi produzido por Randy Burns e Dave Mustaine.

   

Certa noite, em Bauru, eu estava assistindo a um festival de bandas que tocavam covers de Rock e Metal. O local tinha o nome de The Place e foi nessa data que descobri que havia Megadeth além do “Rust In Peace”. Estava tocando a banda de amigos meus que se chamava “War Pigs On The Block” e o bando de Dave Mustaine estava em evidência na época por causa do recém-lançado “Rust In Peace”. No set List do “War Pigs…” havia uma canção chamada “Peace Sells”. Quando ela foi executada na apresentação do grupo, eu estava atento e aquela música me conquistou logo na primeira audição. Aquele refrão, o qual menciona o título do álbum, ficou na minha memória e já no dia seguinte, eu fui pesquisar para saber qual disco continha aquela faixa que tinha feito a minha cabeça.

Algumas semanas depois, encontrei o tal disco para, finalmente, ouvi-lo na íntegra. Aquela arte de capa está entre as minhas favoritas de todos os tempos e quanto ao conteúdo do álbum, vocês vão saber a partir de agora. “Wake Up Dead” abre o full lenght “kicking asses”. Riffs complexo dessa natureza eram desconhecidos para mim. Percebi no ato que o “Rust In Peace” não era o único registro do Megadeth que parecia conter uma banda de Jazz tocando Thrash Metal, pois o “Peace Sells… But Who’s Buyng” também passa essa mesmíssima impressão. “The Conjuring” trás o ocultismo que Mustaine, atualmente, nega.

“Não invoque o diabo, não chame os padres / Se você precisa de força, de conjuração, OBEDEÇA!.“

Uma música sombria e perfeita em todos os sentidos. É lamentável que Uncle Musta a tenha sacado do set list por suas atuais convicções religiosas, pois ela é “impecável”, sem falsos trocadilhos (rs).

Então, havia chegado o momento de conferir a faixa “Peace Sells”, aquela que havia me trazido até o álbum. Ela já começa com o baixo de David Ellefson me marcando para sempre. A letra é fantástica. Mustaine é um letrista pra lá de talentoso, além de músico exímio.

“O que quer dizer / ’Eu não acredito em Deus?’ / Eu falo com ele todos os dias / O que quer dizer ‘Eu não apoio o seu sistema?’ / Eu vou ao tribunal quando preciso / E o que você quer dizer com / ‘Não consigo chegar no trabalho a tempo?’ / Não tenho nada melhor para fazer / O que quer dizer / ‘Eu não pago minhas contas?’ / Por que você acha que estou falido? Huh? Se houver uma nova maneira / Eu serei o primeiro da fila / Mas é melhor que funcione desta vez.”

A letra é o retrato de nossa realidade social e não há argumentos que façam qualquer ser, com o mínimo de racionalidade, discordar disso. Voltando a parte musical, os solos de Chris Poland e Dave Mustaine não são críveis, pois são algo de alguma outra dimensão desconhecida que são realizados no momento único do refrão dessa faixa destruidora de mentes perturbadas. O saudoso Gar Samuelson não fica atrás com sua levada de bateria, excepcional.

Que música! Que disco! Que banda! Simples assim.

“O que quer dizer / ‘Eu magoei seus sentimentos?’ / Eu não sabia que você tinha algum sentimento / O que quer dizer ‘Eu não sou gentil?’ / Só não sou o seu tipo / O que você quer dizer com / ‘Eu não poderia ser o presidente dos Estados Unidos da América?’ / Diga-me uma coisa, ainda é ‘Nós, o povo’ certo?”.

MEGADETH / Line-up 1986 / Divulgação / Facebook

“Devils Island” transmite a tradução literal do termo Thrash Metal, pois, literalmente, espanca as orelhas de seus ouvintes. Mais um instrumental que mescla alto nível técnico com feeling.

Tecnicamente, Megadeth já estava acima das demais bandas de Thrash na época desse lançamento. “Good Mourning/Black Friday”, “Bom Luto”, um trocadilho com a expressão “Bom dia”.

“Ei, eu não me sinto tão bem / Alguma coisa não está certa / Algo está acontecendo comigo / Que porra é essa? Oh!”

Eis o trecho chamado “Good Mourning”, um introdução “Doom” para a canção Thrash, “Black Friday”.

“Demônio sedento de sangue, demônio sinistro / A carnificina é minha má ação / Um açougueiro impiedoso que vive no subsolo / Eu estou querendo te destruir e vou acabar com você / É Black Friday, pinte o diabo na parede. “

Antes eu acreditava que essa música, que é a minha favorita do disco, tivesse alguma relação com o famoso dia de queima de estoque, porém não tenho certeza que haja alguma referência. Lembro até hoje o dia que meu irmão veio me mostrar “Good Mourning/Black Friday”. Eu pensei: “nossa, que música linda”.

MEGADETH / 1986 / Reprodução

“Bad Omen” também tem uma introdução mais lenta com um solos de guitarra e baixo absurdamente fantásticos. Há quem conteste a técnica de David Ellefson por ele usar palheta, para mim ela é incontestável, pois Ellefson, além de técnico, é criativo. “I ain’t Superstitious” é versão da canção do músico norte americano William James Dixon, mais conhecido como Willy Dixon, que era vocalista e compositor de Blues. O cover ficou bom demais. “My Last Words” encerra essa obra de arte de maneira épica. Mais um Thrash Metal “porrada na fuça” que é executado de “terno e gravata”, ou seja, com a elegância de músicos que dominam a técnica de seus instrumentos.

Há quem não goste de Megadeth e isso é plenamente respeitável, mas quem nega a sua capacidade musical necessita de tratamento psiquiátrico, indubitavelmente.

“Peace Sells… But Who’s Buying?” só não é meu disco favorito do Megadeth porque existe o “Rust In Peace” e ele é imbatível, estando no meu TOP 5 de Thrash Metal, tranquilamente. Porém, “Peace Sells…” ocupa o meu TOP 10, ou seja, está entre os reis do subgênero. Se alguém, por acaso, ainda não o conhece, que desfaça esse equívoco, imediatamente”

“A paz está a venda, mas quem está querendo comprar?”, eis a questão.

Nota: 9,2

Integrantes:

  • Dave Mustaine (vocal, guitarra)
  • Chris Poland (guitarra)
  • Gar Samuelson (bateria)
  • David Ellefson (baixo)

Faixas:

  • 1.Wake Up Dead
  • 2.The Conjuring
  • 3.Peace Sells
  • 4.Devils Island
  • 5.Good Mourning/Black Friday
  • 6.Bad Omen
  • 7.I ain’t Superstitious
  • 8.My Last Words

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

CONFIRA TAMBÉM A RESENHA DO CLÁSSICO “RUST IN PEACE” (1990):

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