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Clássicos: Judas Priest – Defenders Of The Faith (1984)

O nono full-lenght do Judas Priest, “Defenders Of The Faith”, é um daqueles discos que faz parte da minha história e de minhas raízes como apreciador adicto de Heavy Metal.

   

Cada minuto de sua audição me transporta para lugares e situações inesquecíveis, as quais eu gostaria de ter a oportunidade de reviver, mas infelizmente não posso.

Minha história com o Judas Priest começa ao mesmo tempo que tive meu primeiro contato com a sua canção de abertura, “Freewheel Burning”.

Estava eu, um determinado dia, em uma busca, a fim de encontrar qualquer material sobre o Slade, outra banda inglesa, que era e continua raro até hoje, quando em uma locadora de fitas V.H.S, encontrei uma coletânea de vídeo clipes chamada “Prime Cuts Heavy Metal”, que inclusive acabei comprando dessa mesma locadora tempos após. Eis que havia oito vídeos de quatro bandas, sendo dois de cada uma.

“Prime Cuts Heavy Metal”

Slade, Ozzy Osbourne, Fastway e Judas Priest. Até então, eu era mais fã de Rock e minha única referência no Heavy Metal era Iron Maiden com seus seis primeiros álbuns.

Credito: Photo By PAUL NATKIN / GETTY IMAGES

Logo após curtir exaustivamente os dois clipes do Slade, resolvi conhecer os das demais bandas.

“Freewheel Burning

Assim que começaram os primeiros acordes do riff de “Freewheel Burning”, a semente de uma incontrolável paixão germinou dentro de mim. Por mais que eu apreciasse o que eu havia conhecido do Iron Maiden, que hoje sequer faz parte das 50 bandas que mais gosto, foi o Judas Priest que cravou o Heavy Metal definitivamente dentro da minha alma.

Aquela performance do Halford “lutando contra os raios lasers”, dirigindo o carro na contra mão do garoto que estava jogando o arcade de corrida automobilística, os solos absurdamente lindos de Downing e Tipton, com aquela atmosfera erudita, e finalmente, os gritos ensurdecedores de Rob fazendo o menino jogador de vídeo game desmaiar de exaustão ao final da canção. Além disso, aparecem metalheads batendo cabeças cada um de seu próprio arcade na casa de jogos. Isso tudo me fez conhecer a verdadeira liberdade que o Heavy Metal significa pra mim.

“Meu primeiro exemplar de CD”

Bom, depois de tudo isso, me restava procurar pelo álbum e comprá-lo. Foi o que eu fiz, posteriormente. Assim que a época dos CDs iniciou, esse disco foi meu primeiro exemplar, o qual possuo até hoje.

Já na primeira audição, “Freewheel Burning”, a qual eu já havia conhecido, não era mais novidade, embora ela nunca tenha saído das minhas diversas play lists.

“Jawbreaker”

“Jawbreaker” vem em seguida, não tão rápida quanto à faixa anterior. Mas com aquele riff que traduz a definição exata do termo Heavy Metal.

   

O vocal de Rob Halford, uma mistura equilibrada entre melodia, feeeling, assim como agressividade, sempre me fez parecer mais forte do que eu sou para enfrentar meus carmas.

“Rock Hard, Ride Free”

“Rock Hard, Ride Free” tem um refrão que já gruda na mente de primeira, se tornando inesquecível, pois, essa canção me fez pensar que o Heavy está além do que o ser humano pode compreender.

“The Sentinel”

O lado A fecha com a música “The Sentinel”. Impressionante a altura alcançada pelos agudos de Halford, que nessa faixa, ficam bem evidentes.

Crédito: página do Facebook / Judas Priest

“Love Bites” – “Eat Me Alive”

O lado B começa com “Love Bites”, a qual foi executada pelo Judas na primeira vez que os vi em 2011. Essa faixa é um Hard/Heavy fantástico. O Heavy tradicional volta á tona logo em seguinda com “Eat Me Alive”, canção com solos arrasadores de Glen e K.K. , melhor dupla de guitarristas da história em minha opinião.

“Some Heads Are Gonna Roll” – “Night Comes Down”

É chegado o momento da minha favorita do álbum, “Some Heads Are Gonna Roll”. Essa música simplesmente é uma das que mais me enfeitiça no Metal, incluindo todos os seus subgêneros. Enquanto a pesada balada “Night Comes Down” eleva o nível de audição ao patamar mais extremo que ele pode chegar. Uma canção completamente sedutora e que jamais deveria ter ficado fora do set list da banda.

“Heavy Duty/Defenders Of The Faith”

O álbum se encerra com a faixa dupla “Heavy Duty/Defenders Of The Faith”, canção essa que passou a fazer parte do time daqueles hinos perfeitos que o Priest gravou, da mesma forma que “United”, “Take To The World”, entre outros.

“Defenders Of Faith”, o disco perfeito

“Defenders Of Faith” entra tranquilamente na lista dos dez mais importantes álbuns da minha vida. Mesmo eu tendo ciência da superioridade do “Painkiller” e do “Sad Wings Of Destiny”, eles não conseguem superar o “Defenders” para mim, embora eu também os ame. Ou seja, valeu à pena cada segundo de todas as mais de mil audições que já fiz de “Defenders of the Faith” até hoje.

Nota 9,6

Integrantes:

  • Rob Halford (vocal)
  • Glen Tipton (guitarra)
  • K.K. Downing (guitarra)
  • Ian Hill (baixo)
  • Dave Holland (bateria)

Faixas

  • 1.Freewheel Burning
  • 2.Jawbreaker
  • 3.Rock Hard, Ride Free
  • 4.The Sentinel
  • 5.Love Bites
  • 6.Eat Me Alive
  • 7.Some Heads Are Gonna Roll
  • 8.Night Comes Down
  • 9.Heavy Duty
  • 10.Defender Of The Faith

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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Comentários

  1. Essa capa do disco me lembra algo do Motorhead…!!!! Clássico dos clássicos, riffs que marcaram muito na época, muita coisa boa tem nesse disco!!!! Valeu!!!!

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