Clássicos: Chakal – “Abominable Anno Domini” (1987)

Neste quadro, justificaremos a alcunha dada a “Abominable Anno Domini” (1987), álbum clássico do Chakal.
Costumeiramente, quando as bandas mineiras de Metal são lembradas a plenos pulmões para exaltar sua importância em prol da música extrema nacional, o Chakal figura nessa rica e honrada lista ao lado de nomes como Mutilator, Sarcófago, Sepultura, Overdose e Holocausto. Isso retrata o legado histórico constituído por tais pioneiros, sempre relembrado com orgulho por aqueles que vivenciaram de perto todo aquele movimento.
Assim como a grande parte das bandas iniciantes de BH, o Chakal iniciou sua jornada com uma linha de som suja e sem medo de fazer “barulho” aos ouvidos de porcelana mais sensíveis, trazendo vocais raivosos e rasgados. A sonoridade ainda apresentava riffs e linhas de bateria incessantemente imponentes, demonstrando muita perseverança.
Fato este que culminou no debut “Abominable Anno Domini”, lançado via Cogumelo Records, conhecido selo do fã de Heavy Metal brazuka. O Thrash com referências ao Death, ao Black e ao Speed Metal está presente neste que veio a ser um dos pilares que sustentam a sonoridade nacional.
De acordo com o Chakal, o início da jornada aconteceu da seguinte forma:
“O Chakal foi formado no início de 1985 em Minas Gerais por William Wiz (bateria), Destroyer (baixo) e Mark (guitarras). Com a adição de Sgôto nos vocais, a banda fez sua primeira apresentação ao vivo no festival “Metal BH II” em 10 de dezembro de 1985. Outras bandas que se apresentaram no festival foram Sagrado Inferno, Armmagedon, Sepultura e Minotauro.”
Visto de forma resumida, o início de tudo se deu com as primeiras gravações que resultaram na demo “Children Sacrifice” e no famoso split “Warfare Noise I”, ambos de 1986. O split album reuniu as bandas Mutilator, Sarcófago e Holocausto, além do próprio Chakal.
Como em quase toda banda, houve mudanças de integrantes, o que gerou uma nova formação para o lançamento do primeiro full-length. Wiz e Mark seguiram em frente e contaram com as ilustres presenças de Vladimir Korg (vocal), Pepeu (guitarra) e Laranja (baixo). A formação ideal estava completa e pronta para dar a partida em seu disco estreante.
Nova formação completa – prontos para iniciar a jornada
A exuberante arte da capa de “Abominable Anno Domini” foi tirada de “Triumph of Death”, uma pintura de Pieter Bruegel, The Elder. Já o álbum em estão, foi gravado no JG Estudios, Belo Horizonte. Marcos Gauguin foi o responsável pela engenharia e mixagem, enquanto Borges foi o responsável pela fotografia.
Os horizontes do extermínio avisam que o pior está para acontecer, mesmo que o clamor seja para que a humanidade não sofra. Ventos suicidas trazem o terror para dentro da mente, perturbando a alma de modo que não se veja mais uma fuga. Embora os traidores estejam a postos, escondidos na névoa de suas rezas malditas, os castelos de mentiras desabam um após o outro bem no meio do inferno nuclear. Em poucos instantes, o fogo e o câncer atingem a sua carne, e a ida aos céus será inevitável. Corpos sem vida. Contemplem até que ninguém mais ouça o badalar dos sinos.
A abertura de debut dos mineiros começa com “May Not the Mankind Suffer”, trazendo em seu âmago dedilhados e conduções inspiradas no que se tinha de intenso e pesado na época. Os dedilhados formam a alma da música e destacam a agressividade e o lamento, ambos contidos na letra. Quando o som pega embalo, você encontra a junção certeira entre baixo e bateria, com ambos construindo uma estrutura potente o bastante para que as guitarras espalhem seus riffs sujos e contagiantes. Pepeu e Mark ampliam a qualidade do som com variações pontuais e solos versáteis e eficientes. Antes disso, temos uma passagem solo do baterista Wiz, que estende o tapete ensanguentado para a dupla das seis cordas. Em resumo, podemos encontrar algo de Overkill e também de Assassin ao redor deste primeiro capítulo.
Políticos sujos espalhando mentiras
Essa mensagem certeira e totalmente verdadeira é proferida pelo vocalista Vladimir Korg logo no início, pois é o primeiro verso de “The Planet Is Dead”. Portanto, essa música se mostra completamente atual e a sua temática acerta em cheio os erros dos tempos presentes. Os políticos estão cada vez mais imbecis, ignorantes, inescrupulosos; são verdadeiros atores na frente das câmeras. Desligou as câmeras: todos eles se beijam na boca e iniciam mais uma suruba. O único inimigo de qualquer político é o povo, mas grande parte desse povo foi lobotomizada e a ficha ainda não caiu.
Bem, ternos e gravatas continuam sendo disfarces ridículos. Os governadores bastardos do mundo assolam o planeta com sua luxúria interminável, abusando cada vez mais do poder e lançando vários truques ao pessoal com água de reuso no lugar do cérebro. Eles brincam com as nações enquanto morremos de fome, nas enxurradas e nas filas de hospitais. Para eles, o céu o limite e eles amam fingir ser Deus. Mas Deus está morto? O planeta está morto, bando de assassinos!
Terroristas engravatados
O assalto sonoro começa a partir da ignição da bateria, a qual energiza as guitarras e alinha o baixo para que a explosão sonora ocorra já a partir do verso inicial. Mais intensa que sua parceira anterior, essa faixa traz uma parada tradicional para uma mudança ótima de andamento, recheada de solos extremamente bem elaborados. Embora a produção não seja tão promissora, você consegue ouvir todos os instrumentos sem que haja qualquer tipo de embaraço no carretel sonoro. Quando surge o momento mais cadenciado, este torna a música mais forte e mais vibrante dentro de sua proposta. Entretanto, esse trecho não fica preso e abre espaço para que outros diferenciais e licks de guitarra entrem em cena. Além de todo esse amontoado de ideias essenciais, temos mais solos de guitarra para fechar a segunda faixa com estilo.
Nascemos quase em ruína
Meu cérebro está me obrigando e me dizendo para me matar. Esse mundo maldito é tão cruel e tão solitário. E da solidão se faz a desgraça de um mundo bastardo. O cérebro terminal de um bastardo filho da puta, um filho de Deus. A insanidade bate à porta pronta para crucificar o indivíduo e, diante disso, você confessa seus pecados. Porém, sabe muito bem que a bíblia defeca mentiras. Mas você, um ser tão inocente e tolo, precisa se apoiar e crer em algo. Você não consegue caminhar sozinho e sente que é necessário ter uma luz-guia. É quando a escuridão cobre os céus e você perde a razão do existir.
Em meio a um tema tão atual quanto a desistência de respirar nesse plano, “Terminal Brain” me traz uma grata lembrança. A lembrança vem por conta do nome da música, pois esta lembra facilmente a excelente banda Criminal Brain, do meu irmão e conterrâneo Daniel Dante, o dono da voz mais “angelical” do Death Metal.
O cérebro de um bastardo
Junto a isso, ligamos o tema ao som que começa com aquele chamado de bateria e um dedilhado inicial invocado. Você recebe o chamado e, tão logo se vê diante de uma roda repleta de headbangers sedentos por uma boa pancadaria sonora. Enquanto a bateria sapateia em cima de quem se distrai, a sonoridade avança em riffs tradicionais do Thrash Metal. Entretanto, a música não fica apenas nesse bom requinte. Acaba, portanto, por descer a ladeira com os pedais duplos bem afiados, em meio aos riffs cortantes da ótima dupla de guitarristas. Riffs mais cheios e convictos de seu poderio entram em ação e oferecem andamentos diferenciados para a faixa. Imediatamente, os solos aparecem para engrandecer a música, mesmo que de forma breve. A levada incessante se mostra presente e contribui para um encerramento em forma de final de apresentação ao vivo.
Além da sepultura…
A base para cada olhar é a morte. As crianças estão lá, mas não há vida. Um lacrimejar congelado, pele branca e fria. Então, contemplem a visão macabra de olhar fixo para o desconhecido. Além da vida, além da sepultura – o cemitério se tornou um grande parque de diversões. É a morada delas, e elas chamam pela figura central da trama. Enquanto seus corpos não se decompõem por completo, elas vão para os seus túmulos pequenos. Como não há mais vida, elas não se importam. Não é a clássica “Children of the Grave” do velho lobo Black Sabbath, mas é a prima próxima, “Children of the Cemetery”.
Diretamente mais voltada ao Slayer e bandas adjacentes, a faixa incendeia o cenário e faz do cemitério um verdadeiro caldeirão do inferno! Korg contribui para tal com seus vocais rasgados e empoeirados. Na emenda do percurso, as guitarras rangem como elementos cortantes enferrujados. A bateria e o baixo realizam movimentos de controle do alicerce, aliando precisão, alcance e, o principal de tudo, ódio. Os solos apresentam linhas mais próximas do que um Speed Metal mais sujo pediria — podemos colocar o Living Death como fator principal para exemplificar. E diante dessa etapa, a música toma uma forma mais percussiva, caminhando a passos mais vagarosos, porém sem perder o peso.
Crystal Lake te diz algo?
Certamente, é sempre vantajoso conferir ou até mesmo dar de cara com uma música voltada para um dos grandes ícones do horror cinematográfico. Obviamente, falo de Jason Voorhees, patrono de uma das maiores séries de filmes de terror e um personagem imortalizado pela cultura pop.
Seu cérebro vive em guerra, assombrando seu espírito corrompido. Através de sua presença, o ar ganha um peso e uma energia estranha e paralisante, como se a morte estivesse à espreita. E ela está à espreita, acompanhada de um caminhar enganosamente calmo. Enquanto as vítimas dormem, ele se levanta e segue pela trilha da morte. Sua máscara esconde uma imensa agonia, um sofrimento humanamente incontrolável. Então, ele avança com seu rosto podre e um ódio gigantesco fora de controle. Para agravar tudo isso, sinais do passado atormentam sua mente completamente destroçada. Apenas a insanidade comanda seus pensamentos e sua visão. O resumo da ópera apresenta, então, uma voz do passado que o obriga a matar sem piedade e sem hora para pagar.
Simplesmente, Jason Voorhees
“Jason Lives” é a faixa mais conhecida dessa obra e uma das músicas mais impactantes do Chakal sempre que a banda a toca. A intro clássica apresenta o som que vai se formando através de notas precisas, carregadas de peso e suspense.
Korg faz o seguinte anúncio antes da valsa acontecer:
“O Lago de Cristal agora é sua cripta
O Lago de Cristal agora é seu domínio
Jason vive!”
Ao contrário dos passos vagarosos e densos de Jason, o Chakal avança com uma fome visceral sem dar qualquer chance de respiro às suas vítimas. Uma chuva de riffs sangrentos — de tão cortantes — acontece junto ao emaranhado entre bateria e contrabaixo. A dupla Mark e Pepeu não alivia e despeja ódio sonoro pelas suas guitarras. Wiz afina suas baquetas de tanto marretar o seu kit, providenciando uma violência sonora formidável e marcante. Também menciono o excelente trabalho do baixista Laranja, pois este não perde fôlego e adiciona mais enxofre ao som ríspido e sepulcral.
Seus pouco mais de 7 minutos de duração trazem diversas lembranças de quando assistíamos Jason na TV. Era um outro momento na história da mídia, mas a boa memória fica, e os solos de guitarra também marcam presença para que tudo fique na mais perfeita ordem infernal. A partir do minuto final temos, portanto, uma linha mais cadenciada, enquanto os versos são declamados até o encerramento.
Satanás, o monarca do mal e da lascívia
Entre gritos e blasfêmias, a humanidade sofre. Diante de um conflito sem chance de vitória, os guerreiros da desgraça marcham. A praça é coberta de sangue fresco, representando cada nação devastada. O pânico toma conta das ruas e explora a multidão. Guerreiros, o massacre está diante dos olhos de cada um e a humanidade pagará o seu preço com sangue. Satanás é o verdadeiro monarca maligno e governador de todo o mundo, além de ser o real representante da lascívia. Todo governante é um demônio e jamais pensa em seu povo.
As labaredas infernais abrem caminho para “Warriors of Disgrace”. Nela, a motosserra em forma de guitarra liga os outros instrumentos e o massacre vem de imediato. Marteladas da bateria de Wiz incendeiam e empoeira o local com de sangue batido. O ímpeto ganha força, mostrando-se bastante prepotente e ríspido, mantendo o alicerce pesado e robusto. O ritmo segue absoluto e bem mais retilíneo que grande parte da obra. Um diferencial surge, mas irá se repetir em demasia, soando como uma variação entre duas direções dentro do mesmo estilo.
Contudo, os solos altos clamam por bases diferenciadas e invocadas, o que acontece de fato. Nesse momento, você percebe mais uma vez o poder criativo dos chacais. O som retoma o seu direcionamento tradicional e mais compacto, dando um tom final mais simplório e justo.
Crepúsculo dos mortos
Os mortos vivem e reivindicam o seu espaço. Afinal, eles conseguiram atravessar o domínio do inferno e agora caminham pelas ruas, causando um desespero incontrolável. Seus parentes mortos querem te encontram e todos eles estão infestando cada esquina à sua volta. Além disso, vale destacar o fato de que os deuses nunca mentem e que Lázaro reviveu, segundo a Bíblia. Seria Lázaro um morto-vivo e Jesus um necromante? É de se pensar, desde que o fanatismo não faça doer o cérebro de quem lê.
Até os jornais estão espalhando a notícia! E, embalada por esse cenário, temos “The Dead Walk” tocando em alto e bom som. Sua pegada direta, rápida e rasteira prevalece até surgirem os primeiros avisos de que o caldo apodrecido irá engrossar. A pancadaria começa enquanto as criaturas entopem cada canto da cidade. O Thrash Metal visceral do Chakal traz consigo vozes alternadas para evidenciar o acontecimento sobrenatural. Além disso, o solo de Mark traz requintes do bom Speed/Heavy, sendo complementado pelos solos de Pepeu, um pouco mais melódicos e em completa harmonia com o som. O retrato sonoro tradicional da faixa retoma o seu posto. Dessa forma, a canção abre espaço para encaixar uma linha com riffs mais espaçados e cadenciados, para a partir de então voltar ao seu trabalho energizado e finalizar com o ódio em cada corda.
Ritos de profanação
Em pleno altar, surge uma encarnação maligna envolta por fumaça negra e misturada a luzes vermelhas. Ela está coberta por um manto e segura uma criança em seus braços. A entidade do mal pega uma navalha, e a criança prevê sua morte.
Ela clama pela presença de Deus, porém, não há como impedir o rito. A evocação do divino resulta em um verdadeiro sacrifício de crianças. O clamor por misericórdia para com a sua alma é feito antes do fim.
A jornada de “Children Sacrifice” começa com um dedilhado alto e denso, liberando a passagem para o baixo despejar toneladas em forma de notas. Voltando ao dedilhado inicial e principal, este instiga a banda a avançar e aterrorizar com trechos mais insanos, além de abrir espaço para Laranja fazer um pequeno solo de baixo. A trama prossegue e chegamos junto aos solos de Mark — linhas menos iluminadas, porém bem funcionais.
Milagres não te tornam deus
Aqui, no ato derradeiro, estamos diante de um protesto contra muito do que ouvimos de diversos religiosos (ou pseudo-religiosos), tentando impor a sua crença maldita em nossas cabeças. Eu já fui vítima disso. Meu pai também já foi. E creio que você tenha passado por isso também. E sabe o que é pior? Até mesmo quem segue determinada conduta sofre por não pensar exatamente como o questionador religioso exige. “Amai a todos como a ti mesmo” é algo que quase ninguém dessa área pratica. Desse modo, a religião passa a ser uma doença, e não a cura. O cristianismo entra em declínio diante de tantas imposições.
Todavia, os milagres não te tornam um deus. Não é preciso ir em igrejas. “A igreja habita no âmago de cada ser” – logo, Jesus não gostava de templos, detestava monumentos e saía na porrada se fosse preciso. Leituras de salmos deslocados não matam a fome e tiram todo o sentido, tanto do versículo em específico quanto do capítulo. Se o amor purificasse a alma, não haveria tanto sofrimento em detrimento desse sentimento. A Bíblia não dá o devido conhecimento, pois a mesma é um conjunto de livros que não segue uma linha cronológica, e muitos textos foram deixados de fora da biblioteca oficial para não destronar o Vaticano. Não me chame de pecador, apenas me deixe em paz.
Uma biblioteca incompleta
“Mr. Jesus Christ” segue a toada apoteótica repleta de revolta e sonoridade distorcida. Diferentemente da maioria das músicas de “Abominable Anno Domini”, esta inicia de forma mais contida, apelando para as alavancadas e notas agudas e distorcidas de guitarra. A sequência se mostra disposta a exorcizar os religiosos cheios de papas na língua, e o som ganha mais variações. O chamado é feito e o ritmo frenético entra em evidência, misturando as influências da banda mineira e colocando em prática seu arsenal técnico e rancoroso.
Mark e Pepeu se alternam nos solos, com duas partes para cada, porém de maneira intercalada. Isso acarreta em um resultado surpreendente para a música e para toda a conjectura dos solos em si. Wiz incita um repertório cavalar em seu kit e faz com que o trio de cordas o acompanhe de modo mais navalhante. O ritmo mistura o lado mais denso e o agressivo, tornando o final da canção bem coeso e diversificado.
“QUANTOS CRISTOS A HUMANIDADE CRUCIFICARÁ?
QUANTOS CRISTOS A RELIGIÃO CRIARÁ?
PARA MOSTRAR QUE A HUMANIDADE TEVE DIGNIDADE ALGUM DIA
NÃO ME SALVE DO INFERNO, SEU IDIOTAVOCÊ DISSE QUE VOLTARIA
VOCÊ DISSE QUE NOS SALVARIA
VOCÊ NOS CEGOU COM SUAS MENTIRAS
VOCÊ USOU A HUMANIDADE INTEIRA!!!”
Breve resumo conclusivo de uma obra excepcional
Em resumo, o Chakal apresenta em seu álbum de estreia uma linha sonora bastante ligada ao Thrash Metal, contendo elementos de Speed Metal, principalmente nos solos, e algumas passagens que flertam com o Death Metal. Porém, sem apresentar a fórmula completa. “Abominable Anno Domini” possui aquela sujeira importante e o clima enfumaçado, sendo ambos necessários para uma sonoridade cavernosa e legitimamente letal. Se você, assim como o dono do nanquim virtual, adora uma boa sujeira musical, ouça esse clássico do Chakal imediatamente!
Nota: Em relançamentos posteriores em CD e plataformas digitais, faixas bônus famosas da banda como “Shoot At The Police” (ou “S.A.T.P.”) e “Never Die Young” (vindas da coletânea Fast Thrashing Hosts) costumam ser incluídas no final.
“POLÍTICOS SUJOS ESPALHANDO MENTIRAS
TERNOS E GRAVATAS – DISFARCES RIDÍCULOS
ENGORDANDO DE FOME – LUXÚRIA INSANA
GOVERNADORES BASTARDOS DO MUNDO
O PLANETA ESTÁ MORTO
ABUSANDO DE PODER – O CÉU É O LIMITE
TIRANOS DO MUNDO – CHEIOS DE TRUQUES
BRINCANDO COM AS NAÇÕES – FINGINDO SER DEUS
O PLANETA ESTÁ MORTO
ASSASSINOS!”
Nota: 9,2
Integrantes:
- Vladimir Korg (vocal)
- Mark (guitarra)
- Pepeu (guitarra)
- Laranja (baixo)
- Wiz (bateria)
Faixas:
- May Not The Mankind Suffer
- The Planet Is Dead
- Terminal Brain
- Children Of The Cemetery
- Jason Lives
- Warriors Of Disgrace
- The Dead Walk
- Children Sacrifice
- Mr. Jesus Christ