Clássico: Slayer – “Live Undead” (1984)

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Gravadora: Metal Blade Records

Falar de Thrash Metal e não mencionar o quarteto americano SLAYER, é no mínimo um dos piores pecados que alguém pode cometer. Ok! Você pode até não curtir a banda ou alguns de seus discos lançados no final dos anos 90 ou mesmo alguns do início dos anos 2000, porém, é preciso reconhecer que o quarteto foi o grande criador de cinco grandes obras primas da música pesada, indispensáveis na coleção de qualquer amante do verdadeiro Thrash Metal.

Poucas bandas conseguiram lançar uma pentalogia de respeito e principalmente de qualidade quanto estes caras. O início com Show No Mercy (1983), seguido de Hell Awaits (1985), Reign In Blood (1986), South Of Heaven (1988) e Season In The Abyss (1990), mostra que o Slayer trouxe consigo a fórmula perfeita do peso e da agressividade. Não por acaso, são considerados os mestres do estilo e com o passar dos anos, adquiriram o respeito de bandas e personalidades na música pesada mundial, numa espécie de reverência e admiração. Sejamos sinceros? Eles merecem.

O ano era 1984, a banda colhia os frutos de seu álbum de estréia, o excepcional “Show No Mercy”, disco que causou burburinho na cena da música pesada e arrancou elogios de fãs, críticos, músicos de outras bandas e claro, vendeu muito bem (pra época). Com todo esse prestígio acerca dos quatros rapazes e com o vento soprando a favor, era hora de mostrar o poder de destruição também fora do estúdio. Afinal de contas, como diria um certo apresentador pé no saco, Quem Sabe, Faz ao Vivo!

Lançado oficialmente em março de 1984, “Live Undead” é o primeiro registro ao vivo da banda e traz sete faixas gravadas em Nova York, distribuídas em apenas vinte e três minutos de duração. O disco abre com uma introdução monstruosa de “Black Magic”, faixa que entra com os dois pés na porta e de cara notamos a insanidade tomando conta dos “sortudos” que puderam presenciar esta destruição. Numa aula de riffs, peso e agressividade, podemos dizer que o disco abre com uma cacetada na cabeça no estilo Negan & Lucille (The Walking Dead).

E já que falei de cacetada na cabeça, “Die By The Sword” é a próxima destruição sonora. Com seus solos geniais, riffs cortantes feito lâmina na carne e sua pegada voltada ao Heavy Metal propriamente dito, somos conduzidos pelos vocais matadores de Mr Tom Araya em mais uma faixa animal e “sombria” em algumas passagens. Destaque para a bateria destruidora e precisa de Dave Lombardo.

“Captor Of Sin”, faixa extraída do EP “Haunting The Chapel”, chega chutando tudo com seus riffs violentos e uma bateria tal qual uma metralhadora (que pegada infernal de Lombardo) em mais um momento grandioso onde a banda chuta traseiros. Falamos da bateria de Dave Lombardo, metralhando tudo à sua frente. Certo? Então se prepara pois “The Antichrist” é aquela música que chega igual furacão, destruindo tudo que estiver a frente e se alguém precisa levar a culpa por isso, esse alguém é sem sombra de dúvidas o Sr. Lombardo. Em uma das faixas mais agressivas e mais rápidas dos discos, nos deparamos com os vocais animais de Tom Araya, chutando tímpanos e destruindo crânios. Que música meus amigos.

Hora de estufar os pulmões e gritar bem alto “EVIL”. Sim! A próxima trilha para a destruição é “Evil Has No Boundaries” e seu grito insano ao início se confunde com as guitarras da dupla Jeff Hanneman e Kerry King. Sem piedade e sem se importar se ainda há fôlego nos pulmões do público presente, executam esta que é uma das músicas mais F**** da banda. Sabe-se lá como, mas ainda há forças para os presentes gritarem o refrão: “Evil, My words defy, Evil, Has no disguise, Evil, Will take your soul, Evil…My wrath unfolds”, em um dos momentos mais insanos do disco, numa música que traz o híbrido perfeito entre o Thrash e o Speed Metal.

Opinião pessoal: A grandiosidade de “Evil Has No Boundaries” dispensa comentários. Não por acaso, é a música de abertura do todo poderoso “Show No Mercy” . Traduzindo: Caso seu primeiro contato com a banda tenha sido através desta maravilha (meu caso), então esta será literalmente a primeira música do Slayer que você ouviu na sua vida. Parabéns!

Hora do mosh pit com “Show No Mercy”, uma das músicas mais vorazes do Slayer. Numa avalanche de riffs, peso, agressividade e mais uma vez Dave Lombardo destruindo tudo à sua frente. Não resta dúvidas de que nesse momento, uma roda de poga tenha se formado frente ao palco e após algumas “colisões”, é certo que alguns fãs tenha voltado pra casa com algumas costelas fraturadas (tá valendo).

E já que falamos em fraturas, “Aggressive Perfector” é a faixa que encerra o disco de forma devastadora. Extraída do EP “Haunting The Chapel”, temos aqui a trilha sonora perfeita para o apocalipse (fato), onde as guitarras cospem riffs, acompanhadas de uma cozinha matadora composta por baixo e bateria, conduzidos pelos vocais insanos e agressivos de Tom Araya, em uma performance magistral. Numa palavra: Insano.

Algumas dúvidas pairam sobre as gravações de “Live Undead”. O disco que foi gravado diante um público em um pequeno espaço, levantou suspeitas sobre a veracidade da plateia presente. Rumores deram conta de que algo deu errado no dia das gravações e que todo o barulho e aquela atmosfera do público presente, é falsa.

Diante dos fortes rumores e indagado sobre a real presença do público, o produtor Bill Metoyer respondeu: Não sei se devo lhe dizer! Digamos apenas que quando você está fazendo um disco ao vivo, você quer som ao vivo, mesmo que talvez os microfones não captem o público adequadamente.

Não sabemos se a banda tocou para uma plateia de fato. Se não o fez, isso definitivamente não tira o brilho de “Live Undead”, que é um trabalho espetacular, insano e muito bem executado. Porém, se o barulho que aparece no disco for de fato dos fãs presentes, então tenhamos a certeza de que ali estavam um bando de alucinados, gritando, berrando e certamente entrando em colisão corporal em cada um das sete faixas executadas.

No final de “Black Magic”, Tom Araya profere as seguintes palavras: “Eles dizem que a caneta é mais poderosa do que a espada. Bem, eu digo foda-se a caneta!”. Em seguida a banda executa a faixa “Die By The Sword”. A versão ao vivo de “Black Magic” em Live Undead, estabeleceu uma tendência ao longo da carreira do Slayer. A banda decidiu que em seus shows, passariam a soar mais pesados e suas músicas seriam mais “poderosas” que as versões gravada em estúdio.

Integrantes:

  • Tom Araya (baixo, vocal)
  • Jeff Hanneman (guitarra)
  • Kerry King (guitarra)
  • Dave Lombardo (bateria)

Faixas:

  • 1. Black Magic
  • 2. Die By The Sword
  • 3. Captor of Sin
  • 4. The Antichrist
  • 5. Evil Has No Boundaries
  • 6. Show No Mercy
  • 7. Aggressive Perfector

Redigido por Geovani Vieira

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