Clássico: Blind Guardian – “Tales From The Twilight World” (1990)

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Gravadora: No Remorse Records

“Tales From The Twilight World” é o terceiro full lenght da carreira do Blind Guardian, lançado no dia 3 de outubro de 1990 pelo selo No Remorse Records. Foi nesse disco que o quarteto alemão, nascido na cidade de Krefeld, embarcou definitivamente no Power Metal, deixando um pouco de lado aquela pegada mais voltada ao Speed Metal dos dois primeiros álbuns.

Viajo por um mundo quase que, completamente, desconhecido por mim, mergulhando e explorando os melhores momentos da história do Blind Guardian. Nessa minha odisseia, me cabe à missão de descrever “Tales From The Twilight World” em todos os detalhes, os quais minha percepção subjetiva me permita desfrutar. Há muito tempo, eu havia escutado o álbum “Imaginations From The Other Side”, mas como não o fiz com a merecida atenção, considero o momento de agora como o meu verdadeiro início com o Blind Guardian.

Não poderia haver melhor forma de iniciar. Assim que “Traveler In Time” soa, eu já começo a entender o porquê de haver tantos fãs do Blind Guardian. Sou pego de surpresa com uma música que me conquista a primeira audição. “E de novo, de novo, de novo, de novo / Contos sombrios trouxeram o Dijahd / Como ecos sussurrantes ao vento / Estou a um milhão de milhas de casa / Viajante no tempo / Sabe que não tem rima”. O que mais me espanta, é que ela não se tornou canção clássica da banda. Não consigo entender a razão. “Traveler In Time” é demais!

Logo na sequência, a matadora “Welcome To Dying” me deixa paralisado. Como assim? Como eu ainda não havia prestado a atenção nisso? Ao mesmo tempo, que eu me condeno por tal ato, eu me deleito com minha nova descoberta. O refrão é um dos melhores do Metal. “Bem vindo a morrer / Eu não o deixo sair / Bem vindo a morrer / Olhe para o espelho, ele mostra o que eu sou / Bem vindo a morrer / Esta cidade deve queimar agora / Bem vindo a morrer / Você não pode ver, que a semente do dragão está em mim”. O tema instrumental “Weird Dreams” resgata a pegada Speed Metal de antes, ele chega metendo a voadora na porta e derruba tudo o que encontra em sua frente. A balada acústica “Lord Of The Rings” mostra uma sonoridade que é uma das marcas registradas da banda. Quando eu ouvi “Imaginations From The Other Side, há tempos atrás, a faixa, “A Past And Future Secret”, já havia chamado a minha atenção para esta característica. Ouvi, aleatoriamente, “The Bard’s Song”, a qual também sustenta tal atmosfera.

Após a calmaria “Lord Of The Rings”, a tormenta “Goodbye My Friend” invade os meus ouvidos. Devo mencionar que Thomas Stauch é uma verdadeira máquina de tocar bateria, pois me impressionam os seus arranjos e a alta vibração que o mesmo impõe as canções que executa. O vocalista Hansi Kürsch, que também é o baixista, esbanja técnica, feeling e melodia. A dupla de guitarristas, André Olbrich e Marcus Siepen, incendia tudo com seus riffs e solos. “Lost In The Twilight Hall” é a minha favorita no álbum. Ela conta com a participação do pai do Power Metal, o guitarrista/vocalista Kai Hansen (Helloween, Gamma Ray, Iron Savior), que faz vocais nessa canção, inclusive ela me remete ao Helloween do “Walls Of Jericho” por seu peso, velocidade e os vocais de Hansen que alternam os de Hansi. “Olhe atrás do espelho / Estou perdido na sala do crepúsculo / Assim que eu voltar por um momento no tempo / será quando o espelho estará caindo.” A qualifico, facilmente, como uma canção fantástica.

“Tommyknockers” segue a pegada rápida e pesada da sua antecessora, porém sem possuir um refrão tão forte quanto ela. Um faixa Speed/Power Metal potente e avassaladora. “Altair 4” começa mais cadenciada em alguns momentos, porém os intercala com outros mais rápidos. Apesar de ser a faixa cantada mais curta do disco, a melodia dos vocais de Hansi se sobressaem. O encerramento fica por conta de outra música devastadora. “The Last Candle”, que também conta com a participação de Kai Hansen, dessa vez na guitarra, consegue reunir em uma única faixa, tudo de bom que o Blind Guardian me mostrou nessa audição. Ouvi esse disco meia dúzia de vezes para escrever essa crítica e afirmo que desde a segunda vez, eu já estava convencido que “Tales The Twilight World” está entre os maiores clássicos do Power Metal e tudo que eu sempre ouvi falar dele é verdade.

Fui desafiado a viajar pelo desconhecido universo do Blind Guardian e cada segundo valeu muito para mim. Agradeço por ter dado a mim mesmo essa oportunidade.


Nota: 9,3

Integrantes:

  • Hansi Kürsch (vocal, baixo)
  • André Olbrich (guitarra)
  • Thomas Stauch (bateria)
  • Marcus Siepen (guitarra)

Faixas:

  • 1.Traveler In Time
  • 2.Welcome To Dying
  • 3.Weird Dreams
  • 4.Lord Of The Rings
  • 5.Goodbye My Friend
  • 6.Lost In The Twilight Hall
  • 7.Tommyknockers
  • 8.Altair 4
  • 9.The Last Candle

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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