Bret Michaels abandona festival ligado a Trump após polêmicas e ameaças; Rikki Rockett sai em defesa do vocalista

Photo: Frazer Harrison/Getty Images para Stagecoach

A The Great American State Fair foi idealizada como uma grande celebração pelos 250 anos da independência dos Estados Unidos. O evento, programado para acontecer entre os dias 25 de junho e 10 de julho em Washington, reuniria shows, exposições e homenagens em uma estrutura inspirada nas grandes feiras mundiais. Organizada pelo projeto Freedom 250, a iniciativa prometia representar todos os estados e territórios norte-americanos em um ambiente de união nacional.

No entanto, antes mesmo de sua realização, o festival passou a enfrentar uma série de controvérsias. O projeto foi lançado durante o governo de Donald Trump e é liderado pelo empresário e filantropo Keith Krach, ex-integrante do Departamento de Estado na primeira gestão do republicano. Embora os organizadores insistam que a proposta seja apartidária, diversos artistas começaram a se afastar do evento após a divulgação oficial da programação.

Inicialmente, nomes como Martina McBride, Young MC, C+C Music Factory, The Commodores, Morris Day & The Time, Flo Rida, Milli Vanilli, Vanilla Ice e Bret Michaels estavam confirmados para os shows. Entretanto, em poucos dias, vários deles anunciaram a desistência de participar da celebração.

Bret Michaels explica decisão de deixar o evento

Na quinta-feira, 28 de maio, o vocalista do Poison, Bret Michaels, divulgou um comunicado informando que não subiria mais ao palco da The Great American State Fair. Segundo o cantor, a proposta apresentada inicialmente à sua equipe era muito diferente daquela que passou a ser associada ao festival nas últimas semanas.

De acordo com Michaels, o convite havia sido descrito como uma oportunidade de celebrar o país por meio da música e prestar homenagem a veteranos de guerra, militares da ativa, socorristas, professores e trabalhadores norte-americanos. Filho de um veterano e integrante de uma família com histórico de serviço militar, o músico afirmou que sempre teve orgulho de apoiar iniciativas desse tipo.

O cantor também ressaltou que sua carreira sempre esteve focada em unir pessoas através da música e da positividade, evitando envolvimento com disputas políticas. Porém, segundo ele, o evento acabou assumindo um caráter muito mais divisivo do que aquele que lhe foi apresentado inicialmente.

Ameaças pesaram na decisão

Além das divergências em torno da condução do festival, Bret Michaels revelou que sua equipe passou a receber preocupações relacionadas à segurança. O artista afirmou que surgiram ameaças direcionadas a fãs, familiares, integrantes da banda, equipe técnica e até a ele próprio.

Por esse motivo, o vocalista classificou a saída do evento como uma decisão difícil, mas necessária. Em sua declaração, destacou que a escolha não teve motivações políticas. O Músico disse foi pela necessidade de permanecer fiel aos seus princípios e proteger as pessoas ao seu redor.

Mesmo após cancelar a apresentação, Michaels deixou claro que continuará apoiando veteranos, militares, professores, socorristas e organizações beneficentes ligadas a essas causas, atividades que fazem parte de sua trajetória há muitos anos.

Fãs se dividem e críticas aumentam nas redes

A decisão provocou reações imediatas nas redes sociais. Enquanto muitos admiradores elogiaram a postura do vocalista e consideraram legítimas as preocupações relacionadas à segurança, outros passaram a criticá-lo duramente. Parte dessas críticas extrapolou o debate político e passou a atacar a própria carreira e o talento artístico do cantor.

O clima de polarização acabou ampliando ainda mais a repercussão do caso. Sendo assim, a desistência de Bret Michaels acabou se transformando em um dos assuntos mais comentados envolvendo o festival nos últimos dias.

Rikki Rockett sai em defesa do companheiro de banda

Diante da enxurrada de comentários negativos, o baterista do Poison, Rikki Rockett, resolveu se manifestar publicamente em apoio ao colega. Em uma publicação nas redes sociais, o músico afirmou que apoia totalmente a decisão tomada por Bret Michaels.

Ao mesmo tempo, Rockett criticou os ataques pessoais que surgiram após o anúncio. Segundo ele, embora existam divergências entre os dois em diversas questões, isso nunca afetou o respeito mútuo que possuem pelas respectivas capacidades artísticas e pelas conquistas alcançadas tanto com o Poison quanto em suas carreiras individuais.

O baterista também rejeitou a ideia de que a desistência representaria covardia. Para Rikki Rockett, o vocalista apenas tomou a decisão que considerou correta diante das circunstâncias. E isso ficou claro especialmente em função das preocupações envolvendo segurança e do rumo que o evento passou a tomar.

Photo: Vince Bucci, Getty Images
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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