Bobby Gustafson une forças com Jason Bittner, ambos ex-integrantes do Overkill, em novo projeto

O veterano guitarrista Bobby Gustafson, figura essencial nos primeiros anos do Overkill, acaba de confirmar que seu novo projeto, batizado de Painward, está tomando forma de maneira mais concreta. Depois de um período compondo de forma contínua desde sua saída do Vio-Lence, há três anos, o músico revela que acumula uma coleção robusta de faixas e que finalmente encontrou uma química criativa capaz de dar o próximo passo.
Segundo ele, a parceria com o baterista Jason Bittner — também ex-Overkill, além de integrante de bandas como Flotsam and Jetsam, Shadows Fall e Category 7 — surgiu de maneira espontânea, mas rapidamente se transformou em algo promissor.
Gustafson destaca que procurou Bittner após saber de sua saída do Overkill, movido não apenas pela curiosidade, mas pela preocupação genuína em relação ao colega. A entrevista foi concedida a “Reckless” Rexx Ruger do podcast Pod Scum. A partir daí, os dois passaram a conversar regularmente, o que abriu espaço para uma colaboração musical. “Enviei quatro músicas para ele, e ele já finalizou a bateria de uma delas”, contou o guitarrista, empolgado com o entrosamento inicial. Ele afirma que, assim que Bittner concluir seus compromissos com o projeto Category 7, ambos voltarão a trabalhar no restante das composições.
Além da parceria central com Bittner, Bobby explica que o Painward ainda está em fase de formação completa. O músico menciona que conta com alguns baixistas potenciais e que realizou a pré-produção ao lado do baterista Jim McCourt. A busca pelo vocalista ideal deve começar oficialmente assim que as demos estiverem concluídas, mas Gustafson garante que as músicas são fortes e atuais.

Revisita sua trajetória no Overkill
Ao falar sobre prazos, Gustafson revela que esperava lançar algo já em 2025, mas admite que o cronograma dependerá da disponibilidade de Bittner. Se tudo correr bem, o guitarrista acredita que o primeiro material oficial do Painward poderá ver a luz do dia até o fim de 2026. O processo, segundo ele, difere bastante da corrida criativa de seus primeiros anos no Overkill, quando não havia tempo para faixas extras ou versões alternativas. Agora, escreve em abundância e seleciona apenas o que considera realmente marcante.
A trajetória de Gustafson no Overkill, iniciada em 1982, rendeu quatro álbuns que muitos fãs ainda consideram a espinha dorsal da banda: “Feel the Fire”, “Taking Over”, “Under the Influence” e “The Years of Decay”. O guitarrista lembra que sua saída não foi formalizada, mas desencadeada por conflitos internos, especialmente com o baixista D.D. Verni.
Com o passar dos anos, a relação entre as partes se deteriorou, e Gustafson nunca escondeu sua mágoa, afirmando que não voltaria a tocar com o grupo. Ainda assim, ao revisitar esse passado turbulento, ele deixa claro que segue adiante — e que o Painward representa justamente essa nova fase, criativa, direta e sem amarras.
