Baterista do Cannibal Corpse admite que turnês ficaram mais difíceis com a idade

Paul Mazurkiewicz, baterista do Cannibal Corpse, falou abertamente sobre como a rotina de turnês mudou após quase quatro décadas na estrada. Em entrevista ao podcast Pod Scum, o músico admitiu que viajar constantemente já não tem o mesmo encanto dos primeiros anos e que o desgaste aumenta com o passar do tempo.
A fala não veio em tom de despedida ou reclamação amarga. Pelo contrário: Paul tratou o assunto com naturalidade, como alguém que entende o peso físico e mental de manter uma banda extrema ativa por tanto tempo.
O Cannibal Corpse nasceu no fim dos anos 80 e se tornou uma das bandas mais constantes e respeitadas do Death Metal mundial. Mas, para um grupo que toca um som fisicamente exigente, a passagem do tempo cobra seu preço.
Paul Mazurkiewicz comentou que sair em turnê já não é tão empolgante quanto era no começo. Ficar longe de casa, dormir em ônibus, manter horários irregulares e repetir essa rotina por semanas continua fazendo parte do trabalho, mas o corpo sente de outra forma.
Essa percepção ganha ainda mais força quando se fala de bateria extrema. O estilo exige resistência, precisão e intensidade, principalmente em uma banda conhecida por repertórios pesados e apresentações diretas.
Disciplina para seguir em frente
O baterista também falou sobre a importância de cuidar melhor do corpo na estrada. Alimentação, hidratação, sono e exercícios aparecem como elementos fundamentais para continuar tocando em alto nível.
A fala ajuda a humanizar uma realidade que muitos fãs só veem pelo lado do palco. Por trás de cada show existe uma rotina longa, repetitiva e fisicamente pesada, especialmente para músicos que carregam décadas de carreira.
No caso do Cannibal Corpse, a sinceridade de Paul não diminui a força da banda. Ao contrário: mostra o quanto é exigente manter uma máquina de Death Metal funcionando por tanto tempo.