Babymetal: “Houve muitas vezes em que as pessoas disseram: ‘Isso não é metal de verdade’”

Babymetal: “Houve muitas vezes em que as pessoas disseram: 'Isso não é metal de verdade'”
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Há quinze anos, o Babymetal surgia como uma ideia que, à primeira vista, parecia improvável de dar certo: pop japonês cheio de açúcar colidindo de frente com o peso bruto do metal. Danças ensaiadas e melodias grudentas dividiam espaço com guitarras esmagadoras, tudo encarnado por três garotas vestidas como se o gótico tivesse passado por um anime. Para muita gente, aquilo soava como piada; para outros, quase uma afronta ao gênero. O tempo, porém, tratou de mudar esse olhar. Su-metal, Moametal e Momometal provaram que não estavam ali por truque ou choque barato, mas para criar algo novo e empurrar os limites do que se entende por som pesado.

Em 2025, essa missão ganhou mais força com “Metal Forth”, um dos discos de metal mais comentados do ano. O resultado foi simbólico: Babymetal se tornou a primeira banda totalmente japonesa a colocar um álbum no Top 10 da Billboard 200, chegando ao 9º lugar. O tal do metal kawaii, que já foi motivo de estranhamento, hoje conquista um público ainda maior e sem pedir desculpas por isso.

Em uma entrevista concedida a Nicole Alvarez da Consequence em dezembro passado, pouco dias após o no Intuit Dome, em Los Angeles, Su-metal comentou:

“Houve muitas vezes em que as pessoas disseram: ‘Isso não é metal de verdade’. Mas continuamos persistindo, seguindo em frente, e ao longo do caminho tivemos a sorte de conhecer muitos amigos.”

Ela também falou sobre as colaborações em “Metal Forth” — entre elas, Courtney LaPlante, do Spiritbox, Slaughter to Prevail e Tom Morello:

“Todos estavam expandindo os limites do que o metal poderia ser à sua maneira, e então começamos a conversar com eles em diferentes festivais”, diz ela. “Para nós, parecia que eles reconheciam nosso trabalho árduo e entendiam nossa mensagem, e de muitas maneiras isso validou a aceitação que estávamos sentindo da parte deles, o que foi muito emocionante.”

Su acrescentou:

“O que nos surpreendeu ao colaborar com tantos artistas diferentes foi que cada parceiro tinha sua própria visão do que é o Babymetal e dessa forma eles expandiram nossa visão do que o Babymetal pode ser.”

 Momometal rasgou elogios aos guturais de Courtney LaPlante, que é uma inspiração para ela:

“O gutural dela é tão emotivo e poderoso — quando o ouvi, senti uma espécie de alívio”, ela relembra. Vê-la mudou a forma como me sinto em relação aos gritos. Agora me sinto confiante e é muito divertido fazer o gutural.”

Perguntada sobre o seu próprio gutural, Momo disse:

“Há um certo impulso nisso, não sei, algo bem lá no fundo. É como se houvesse uma energia se acumulando lá no fundo que simplesmente precisa ser liberada como um grito de death metal.”

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