As referências ao clássico distópico “Metrópolis”, de Fritz Lang, no Rock e Metal

As referências ao clássico distópico "Metrópolis", de Fritz Lang, no Rock e Metal

“Metrópolis” é uma distopia hipnotizante! Uma das grandes obras-primas do expressionismo alemão, lançado há quase um século, o longa-metragem revolucionário tem uma força que muitos filmes modernos nem chegam perto. O cineasta alemão Fritz Lang e sua esposa e roteirista de “Metrópolis” , Thea Von Harbour, basicamente criaram o esqueleto de toda a ficção científica que serviu de referência e inspiração para grandes obras do gênero que vieram mais tarde, e não é exagero. Tudo o que nós vemos em “Frankenstein” (1931), “2001: Uma Odisséia no Espaço” (1968), “Star Wars” (1977), “Blade Runner” (1982), “Ghost in the Shell” (1995), “Matrix” (1999), e tantos outros, tudo isso carrega o DNA de “Metrópolis”.

“Metrópolis” como inspiração no rock e no metal

O impacto disso foi ainda mais longe. “Metrópolis” não só influenciou o cinema, mas também combinou perfeitamente com o rock e metal. Há bandas que fazem referências ao filme em artes de capa, títulos de álbuns, músicas e estética de seus videoclipes. O Queen usou cenas do filme no clipe de “Radio Ga Ga”.

Lemmy Kilmister, Motörhead, escreveu às pressas uma música de preenchimento sobre o assunto para o disco “Overkill”, a faixa “Metropolis”.

O Sepultura tirou o título “The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart” diretamente da mensagem principal da história: “o mediador entre a cabeça e as mãos deve ser o coração”.

“Meliora”, o terceiro disco do Ghost, fez uma homenagem direta ao pôster de “Metrópolis”: o rosto do vocalista surge dominando uma cidade sombria e futurista. Além disso, mais esse clima grandioso e cheio de Art Déco à la Fritz Lang, também é notório no clipe de “Square Hammer”.

No álbum “Cursed Mortality” (2023), da banda belga de death metal, Carnation, há uma faixa inspirada pelo filme, abordando temas de corrupção e decadência.

“Estamos emocionados em finalmente revelar ‘Metropolis’. Inspirada no filme de Fritz Lang de 1927, nossa música mergulha fundo nas sombras que espreitam por trás da fachada de progresso e opulência. ‘Metropolis’ revela a corrupção e a imundície escondidas sob o brilho e o glamour do nosso mundo, ecoando os tons sombrios do avanço implacável da nossa civilização. É um lembrete assustador de que, muitas vezes, o que está por baixo da superfície é muito mais enigmático do que aparenta.”

Sobre “Metropolis”

Imagina um futuro onde a cidade é dividida entre duas classes: a elite, que vive cercada de luxo, tecnologia, arranha-céus deslumbrantes e desfrutando do melhor de uma cidade altamente desenvolvida — e os trabalhadores, que vivem no subterrâneo movendo as engrenagens que mantêm tudo de pé e trabalhando até à exaustão nas máquinas e fábricas para manter a vida luxuosa da superfície. Metrópolis é uma viagem visual insana, cheia de máquinas gigantes, revolta, romance, repleta de simbologia e um toque de misticismo. Um clássico absoluto da ficção científica!

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