Após quarenta anos, vendas de discos de vinil nos EUA superam US$ 1 bilhão

A RIAA (Associação da Indústria Fonográfica Americana) divulgou no dia 16 dados consolidados do ano de 2025. Um dos números que mais chamou a atenção foi a marca atingida pelos discos de vinil: US$ 1 bilhão de receita nos EUA, número que não era atingido desde 1983.

Segundo a RIAA, em 2025 foram vendidos 46,8 milhões de unidades, contra 43,4 milhões no ano anterior, um crescimento de 7,8%. Com isso, 2025 foi o 19º ano seguido de crescimento nas vendas do formato.

“Os fãs estão consumindo músicas dos artistas que amam de mais maneiras do que nunca, e essa paixão se reflete no relatório de hoje. 2025 revela uma economia musical forte e estável, resultado do investimento comprometido das gravadoras e da identificação de novos espaços para expandir a criatividade dos artistas. Desde a facilidade de streaming até novos vinis e licenciamento de ferramentas e serviços de IA responsáveis, as gravadoras estão diversificando o engajamento dos fãs”, disse Matt Bass, vice-presidente de Pesquisa e Operações Gold & Platinum da RIAA.

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Segundo o site Disconecta, enquanto o vinil mostra interesse do público frente ao formato digital, o CD, aclamado como a mídia que iria justamente sepultar os bolachões, vai de mal a pior: as vendas caíram 11,6% e a receita diminuiu 7,8%.

Quem ainda consome o formato CD (como eu) percebeu num curto intervalo de tempo um expressivo aumento dos preços locais, causado por menores prensagens, custos de materiais mais altos e maiores custos de importação de alguns componentes, como as caixas acrílicas. Ainda segundo o relatório da RIAA, o streaming segue reinando absoluto: a receita gerada atingiu US$ 9,5 bilhões, representando sozinho 82% de toda receita do setor fonográfico estadunidense.

Mário Pescada
Mineiro, leitor compulsivo, ouvinte de todas as vertentes do rock - do blues ao grindcore. Valoriza mais a honestidade e entrega em cima do palco do que a técnica. Guarda os flyers dos shows que vai como se fossem relíquias. Autor dos livros "Distorções do Submundo: Dissecando álbuns matadores do underground brasileiro" vol. 1 (2023) e vol. 2 (2024), lançados pela Editora Denfire.
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