Anthrax promete novo álbum explosivo, mas longa espera aumenta pressão sobre a banda

Após anos de silêncio no estúdio, o Anthrax finalmente começa a revelar detalhes concretos de seu próximo álbum. Em entrevista ao podcast australiano Hear 2 Zen, o baterista Charlie Benante confirmou que o novo disco chega ainda este ano, com lançamento previsto para setembro na América do Norte via Megaforce e na Europa pela Nuclear Blast. Além disso, ele adiantou que o primeiro single, acompanhado de videoclipe, será lançado em maio.

Logo de início, Charlie Benante fez questão de destacar o peso emocional da nova música. Segundo ele, o primeiro single funciona como uma verdadeira “carta de amor” aos fãs, celebrando décadas de fidelidade ao som da banda. Ao mesmo tempo, o músico não economizou na empolgação ao descrever a faixa como “um verdadeiro estouro”, deixando claro que o grupo pretende abrir essa nova fase com impacto máximo.

Ainda nesse contexto, o baterista revelou que o álbum contará com cerca de 10 ou 11 faixas e que todas mantêm um alto nível de intensidade. De acordo com ele, o trabalho não é “para os fracos”, apostando em passagens agressivas e consistência ao longo de toda a audição. A produção ficou novamente nas mãos de Jay Ruston, responsável por discos como “For All Kings” e “Worship Music”, reforçando a continuidade sonora da banda.

Photo: Roy Rochlin/GI

Expectativa cresce, mas histórico recente levanta questionamentos

Por outro lado, apesar do entusiasmo evidente de Charlie Benante, é impossível ignorar o longo intervalo desde “For All Kings”, lançado em 2016. Mesmo considerando o impacto da pandemia, uma década sem material inédito levanta dúvidas legítimas. Afinal, em um cenário musical acelerado, o Anthrax precisará entregar algo realmente memorável para justificar essa espera.

Além disso, o próprio baterista comentou que o título do novo álbum será incomum e profundamente conectado ao momento atual da banda. Ele explicou que a ideia surgiu de forma espontânea e refletiu imediatamente a fase que os integrantes vivem hoje. Esse tipo de abordagem sugere um trabalho mais pessoal, o que pode ser um diferencial — ou um risco, dependendo da execução.

Outro ponto interessante envolve a identidade visual do disco. Inspirado por pôsteres clássicos e pela estética de artistas como Harry Houdini, Charlie Benante buscou um estilo retrô e encontrou a referência ideal ao assistir a uma série sobre o ilusionista David Blaine. A partir daí, ele entrou em contato com o artista responsável pela obra exibida e desenvolveu a capa em colaboração direta, prometendo um resultado marcante.

Entre empolgação e pressão, o Anthrax precisa provar seu valor

No entanto, à medida que novas informações surgem, a expectativa também cresce — e isso nem sempre joga a favor. Como já se sabe, expectativa alta costuma ser terreno fértil para decepções. E, nesse caso, o Anthrax carrega o peso não apenas do tempo, mas também de seu próprio legado dentro do thrash metal.

Por fim, resta torcer para que toda essa confiança demonstrada por Charlie Benante se traduza em um álbum à altura. Se as promessas se confirmarem, o grupo pode retornar com força total e reafirmar sua relevância. Caso contrário, a longa espera poderá se transformar em um dos pontos mais criticados da carreira recente da banda.

Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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