Angra se posiciona após polêmica envolvendo ex-integrantes e defende pluralidade entre os fãs

Um dos assuntos que mais movimentaram a cena brasileira nesta terça-feira, 6 de outubro, ganhou um desdobramento importante no início da noite. O Angra publicou uma nota oficial para se afastar das manifestações feitas por ex-integrantes da banda e deixar claro que respeita a pluralidade política e ideológica de seu público.
A manifestação ocorreu depois da enorme repercussão provocada por uma fotografia da deputada Eduarda Campopiano (PL-SP) usando uma camiseta do Angra. A imagem recebeu uma reação agressiva de Marco Antunes, cofundador e primeiro baterista do grupo, enquanto um comentário com a palavra “Credo” também circulou atribuído ao perfil de Kiko Loureiro.
Como já relatamos anteriormente, Kiko negou ter escrito a mensagem e afirmou que nunca havia comentado na publicação. Ao mesmo tempo, prints surgiram e pessoas que acompanharam o episódio sustentam que viram a interação enquanto ela ainda estava disponível.
Já a publicação de Marco Antunes não deixou espaço para dúvida. O ex-baterista utilizou sua condição de cofundador do Angra para atacar a parlamentar e escreveu, entre outras coisas, que ela deveria tirar a camiseta da banda, chamando-a de “fascistinha de merda”, “demônio precoce” e “psicopatinha”.
Angra: “Tais opiniões são de caráter estritamente pessoal”
Diante da repercussão, o Angra decidiu se posicionar oficialmente:
“O Angra esclarece que não tem qualquer responsabilidade ou envolvimento com manifestações recentemente publicadas por ex-integrantes da banda. Tais opiniões são de caráter estritamente pessoal e não representam o Angra nem seus atuais integrantes.
Alguns canais e veículos de comunicação vêm repercutindo o assunto de maneira imprecisa, associando essas manifestações à banda. Essa associação não corresponde aos fatos.
Há 35 anos, o Angra se orgulha de levar a música e a cultura brasileira para o mundo, em toda a sua diversidade. Respeitamos a pluralidade de opiniões e ideologias de nosso público e consideramos a liberdade de expressão de nossos fãs um princípio fundamental, independentemente de concordarmos ou não com suas opiniões.
Seguimos focados na música, na nossa história e, principalmente, nos nossos fãs.
ANGRA”
A banda se posicionou da maneira correta
A nota chega justamente ao ponto central da discussão levantada pelo Mundo Metal mais cedo.
O Angra nunca construiu sua história como uma banda político-partidária. Durante 35 anos, reuniu um público enorme e naturalmente diverso, formado por pessoas de esquerda, direita, centro, liberais, conservadores, progressistas e também por quem simplesmente não deseja transformar música em extensão permanente de disputa eleitoral.
Por isso, a resposta oficial foi adequada e necessária.
A banda não entrou na discussão eleitoral, não declarou apoio a um lado ou outro e tampouco tentou controlar a opinião pessoal de antigos integrantes. Fez algo muito mais simples: separou manifestações individuais da posição institucional do Angra e reafirmou que seus fãs são livres para pensar de maneira diferente.
Esse é exatamente o posicionamento esperado.
