Amon Amarth lança “The Allfather Awakens” e explora novas ideias sem abandonar sua identidade

O Amon Amarth lançou nesta sexta-feira, 2 de outubro, seu 13º álbum de estúdio, The Allfather Awakens, pela Metal Blade Records. Com dez faixas e aproximadamente 46 minutos de duração, o trabalho sucede The Great Heathen Army, de 2022, e mantém o grupo mergulhado em sua conhecida combinação de Melodic Death Metal, mitologia nórdica e temas ligados à Era Viking.

Desta vez, porém, a banda procurou alterar alguns aspectos do próprio processo criativo. Em vez de esperar pelo encerramento de uma turnê para começar a compor, Olavi Mikkonen e Johan Söderberg começaram a desenvolver riffs e ideias enquanto o grupo ainda estava na estrada.

O disco nasceu em duas sessões distintas no estúdio do produtor Jacob Hansen, na Dinamarca. A primeira aconteceu na primavera europeia de 2025, enquanto as gravações finais foram concluídas em março deste ano. Dessa forma, o Amon Amarth também mudou sua rotina de estúdio: cada composição foi trabalhada e gravada individualmente até ficar completamente pronta antes de a banda avançar para a seguinte.

Oden volta ao centro das histórias

Como indica o próprio título, Oden exerce novamente um papel importante nas letras e na arte de The Allfather Awakens. Apesar disso, Johan Hegg deixou claro que o disco não funciona como um álbum conceitual.

As músicas apresentam histórias independentes ligadas à mitologia, conflitos, sacrifícios, assim como pela busca por conhecimento. Para o vocalista, a presença de Oden também pode ser compreendida como uma metáfora sobre a necessidade de buscar sabedoria em vez de simplesmente seguir opiniões.

Faixas como “Raven God”, “Oden’s Hunt” e “The Allfather Awakes” exploram diretamente essa figura, enquanto “Eight Legs Of Thunder” presta homenagem a Sleipnir, o cavalo de oito patas de Oden.

Já “Kvasir’s Blood”, “Die With A War Cry”, “Gjallarhorn” e “We Rule The Waves” seguem a linha de batalhas, jornadas e lendas que há décadas alimenta o universo lírico do grupo.

Primeira música acústica da carreira

Uma das maiores novidades aparece em “Upphaf”, primeira composição totalmente acústica registrada pelo Amon Amarth.

A faixa utiliza trechos da Völuspá, poema da tradição nórdica presente na Edda Poética, em tradução de Henry Adams Bellows. Segundo Hegg, as palavras inicialmente serviriam apenas como referência para encontrar a linha vocal, mas acabaram encaixando naturalmente na música e permaneceram na versão definitiva.

Apesar dessa experiência, The Allfather Awakens permanece amplamente reconhecível como um trabalho do Amon Amarth. Guitarras harmonizadas, riffs pesados, bateria de forte impacto e os vocais guturais de Johan Hegg continuam sustentando a maior parte do álbum.

A banda também buscou uma sonoridade de guitarra menos moderna. Durante as gravações, deixou de lado parte dos amplificadores 5150 utilizados em trabalhos anteriores e retornou aos Marshall, numa tentativa de obter um timbre mais orgânico e tradicional.

Dez músicas — e apenas uma ficou de fora

Curiosamente, o Amon Amarth costuma escrever praticamente apenas aquilo que pretende utilizar em seus discos.

Johan Hegg revelou recentemente que, quando um álbum da banda possui dez faixas, normalmente foram compostas exatamente dez músicas. Desta vez houve uma exceção: onze foram registradas, mas uma acabou deixada de lado porque o grupo considerou que a composição ainda não havia alcançado seu potencial.

A faixa “The Allfather Awakes”, que acabou dando origem ao título do álbum, foi justamente a última composição escrita para o trabalho.

A capa novamente ficou sob responsabilidade de Tom Thiel, responsável por sete artes de álbuns do Amon Amarth ao longo da carreira.

Confira abaixo a arte de capa e o tracklist de “The Allfather Awakens”

  1. Gjallarhorn
  2. Eight Legs Of Thunder
  3. Kvasir’s Blood
  4. We Rule The Waves
  5. Upphaf
  6. Die With A War Cry
  7. Raven God
  8. The Allfather Awakes
  9. Oden’s Hunt
  10. Ascending Like An Eagle

Além das edições convencionais em CD e vinil, The Allfather Awakens ganhou uma edição deluxe em 2 CDs limitada a 5 mil cópias, trazendo como bônus um registro ao vivo do Summer Breeze 2024, quatro impressões artísticas e um patch exclusivo.

O novo ciclo também chegará aos palcos. A partir de 9 de outubro, o Amon Amarth inicia uma turnê europeia acompanhado por Orbit Culture e Soilwork, com uma nova produção inspirada no salão dourado de Oden.

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Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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