Ambush: a inspiração por trás de “Maskirovka”, nova música que explodiu a cabeça dos fãs

Ambush: a inspiração por trás de "Maskirovka", nova música que explodiu a cabeça dos fãs
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Em uma nova entrevista com o Extreminal Metal TV, o vocalista da banda sueca de Heavy Metal Ambush, Oskar Jacobsson, falou sobre o novo álbum “Evil in All Dimensions” que estrou no último dia 5 de setembro via Napalm Records. Vale lembrar que a banda está com uma turnê pela América do Sul com seis datas no Brasil: 09/11 em São Paulo – capital, 11/11 em Brasília, 12/11 em Curitiba, 14/11 em Fortaleza, 15/11 em Recife e 16/11 em Limeira.

“Tudo está indo muito bem. Quero dizer, deu muito trabalho antes do lançamento deste álbum. Então, agora é hora de comemorar um pouco. Quando lançamos o álbum, tivemos uma grande celebração com os caras da banda. Então, são momentos ótimos e emocionantes para nós também, porque parece que as pessoas gostam do álbum.”

O entrevistador observou que o Ambush é uma banda que faz Heavy metal à moda antiga (muito old school), e é especial ter uma banda como eles na cena fazendo esse tipo de som:

“É basicamente isso que somos. Nosso objetivo é tocar Heavy Metal tradicional e queremos criá-lo do nosso próprio jeito, mas nossas estão lá, é claro. Judas Priest e Accept, desde o começo foram grandes inspirações.”

Ele acrescentou:

“Os riffs, especialmente, são… muitos riffs são influenciados pelo Judas Priest e pla comunidade do Heavy Metal como um todo. Quero dizer, temos tantas bandas que amamos. Só mencionar o Judas Priest seria bobo porque nós ouvimos um monte de bandas daquela época, tipo, Heavy metal do final dos anos 70, começo dos anos 80, para nós é uma das melhores eras da música.”

Questionado sobre suas principais aspirações quando fundou a banda e se ele está satisfeito com sua jornada até aqui, Oskar respondeu:

“Quando éramos apenas cinco caras, antes de começarmos a banda, passando muito tempo juntos, bebendo cerveja, ouvindo discos, nós saíamos juntos o tempo todo. Nós tocamos em outras bandas. Nós não tocávamos juntos naquela época. Mas uma noite decidimos formar uma banda juntos e tocar a música que mais amamos, Heavy Metal tradicional, porque achamos que isso estava um pouco esquecido. Poucas bandas estavam tocando esse estilo, sabe, muitas das guitarras soavam como digitais. Muitas produções soavam como robôs e havia muitos sintetizadores. E não, isso não era para nós. Então começamos nossa própria banda. E nós tínhamos uma pequena comunidade em nossa cidade natal. Todos os nossos amigos estavam no ensaio quando ensaiamos nas primeiras vezes. E nós organizamos festas ao mesmo tempo em que ensaiávamos. Então estávamos bebendo cerveja, nos divertindo e, então sim, rapazes, é hora de ensaiar um pouco. E fomos para outra sala e tínhamos uma pequena plateia de amigos lá. Era quase como se tivéssemos público antes mesmo de fazermos nosso primeiro show. Foi assim que tudo começou. Tudo começou com pura paixão e ambições. Quero dizer, nós pensamos que isso não daria em nada. E nós pensamos que se nossos amigos gostassem, então nós também gostamos, sabe? Mas então se espalhou para além dos nossos amigos e lançamos uma fita demo. Conseguimos contrato com uma gravadora e, a partir daí, tem sido uma jornada muito interessante para a banda, com certeza. E ainda somos os mesmos caras, mas temos dois novos membros. Então, nós ainda baseamos a banda em nossa amizade e em cuidar uns dos outros.”

Questionado sobre a inspiração por trás da faixa “Maskirovka”, talvez a faixa mais elogiada do disco, Oskar comentou:

“Na verdade, a letra da música foi escrita em 2014. Então, Putin decidiu anexar a Crimeia da Ucrânia, onde ele usou soldados que não tinham identidade nacional. Eles simplesmente apareceram em todos os lugares e ninguém sabia o que estava acontecendo e, de repente, a foto foi tirada. Então, durante esse período houve muita conversa sobre operações fraudulentas e coisas assim. E isso me interessou muito porque se permitíssemos que os líderes nos enganem o tempo todo, eles enganarão a nossa liberdade também. Esta é uma música para as pessoas se levantarem contra a opressão de verdade e também para as pessoas normais prestarem atenção a todas as narrativas. As narrativas podem ser distorcidas e irem para qualquer direção. O mais importante é que tenhamos consciência de que nem tudo o que vemos é verdade e isso vale para ambos os lados. Mas é claro que eu tenho muitos amigos ucranianos e o que eles estão passando não é… não está tudo bem, eu posso dizer que é uma vergonha o que está acontecendo. Eu também tenho muitos amigos russos, e eles pensam o mesmo.

Eu acho que a coisa lógica a fazer é discutir sobre isso em vez de gritar um com o outro e tentar encontrar maneiras de se comunicar porque somos seres humanos. Somos intelectuais e ninguém pensa assim, mesmo que você pense que eu sou mau, eu não acho que eu seja mau. Ninguém pensa que eles são maus. Cada um age de acordo com sua própria perspectiva das coisas. Isso é algo que todos nós devemos entender e nos unir em torno de uma conversa sobre não transformar pessoas normais em inimigas. Essa não é a intenção. Mas devemos prestar atenção ao que os líderes fazem.”

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