Alissa White-Gluz enfrentou muita reação negativa “por ser mulher”

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Alissa White-Gluz, ex-vocalista do Arch Enemy e atualmente à frente de seu projeto solo Medusa, comentou recentemente sobre como foi trilhar o seu caminho sendo mulher dentro do metal. Em um bate-papo recente com o Extreme Vocal Institute, ela falou sobre as situações que viveu e como enxerga a questão de gênero no universo do Metal.

A cantora de 40 anos refletiu sobre o peso de “representar” as mulheres no metal, uma “responsabilidade” que ela “não escolheu”. Alissa contou que esteve lidando com isso ao longo dos anos, mas a forma de encarar esse papel foi mudando com o tempo.

Questionada sobre ser colocada nessa posição de porta-voz, Alissa comentou:

“Minha posição sobre isso definitivamente evoluiu conforme fui amadurecendo. No começo, eu pensava: ‘Não, eu sou um dos caras. Tudo bem, né? Eu sou um cara.’ Sabe, eu me esforçava muito para não me destacar como mulher. E, conforme fui ficando mais velha, meio que me arrependo de ter feito isso.”

Alissa White-Gluz também falou que sofreu pressão para se encaixar em certos padrões que esperavam dela. No fim das contas, ela explicou que preferiu seguir por outro caminho e assumir de vez quem ela realmente é, sem tentar agradar essas expectativas.

“E eu encorajaria as mulheres mais jovens a não fazerem isso, a menos que seja o que elas sintam que é certo. Mas eu encorajaria as mulheres mais jovens a se assumirem como mulheres e a se orgulharem disso. Muitas pessoas me diziam coisas como: ‘Você não deveria usar maquiagem. Você não deveria pintar o cabelo. Você não deveria usar roupas estranhas. Você deveria subir ao palco de camiseta e calça cargo.’ E eu pensava: ‘Sim, mas essa não sou eu.’ Tipo, eu sou extravagante. Sou como uma fada sereia. Não é quem eu sou.”

De acordo com Alissa, as mulheres ainda enfrentam muitos desafios na cena do metal:

“Enfrentei muita reação negativa por ser mulher. E também por ser uma mulher que não tinha medo de ser mulher. Rapidamente deixei de ser vista como uma dos caras e passei a pensar: ‘Bem, eles não me veem como um dos caras. Estão deixando bem claro que me veem como uma mulher, então vou aceitar isso’”.

Ela acrescentou que os desafios para as mulheres no Metal ainda existem, mesmo com o espaço que elas conquistaram ao longo das décadas:

“Eu adoraria dizer que melhorou, mas na verdade não acho que tenha melhorado. Acho que agora há muito mais de nós na cena, o que é ótimo, e somos todas amigas e nos apoiamos mutuamente. Eu converso com todas as minhas cantoras favoritas. As dificuldades ainda existem. Ainda há muita coisa que enfrentamos e que nossos colegas homens não enfrentam.”

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