Alice Cooper reconhece sua influência no Death Metal e comenta: “Eles estão gritando com Deus. Acho que ele aguenta!”

Um dos principais responsáveis pela popularização da teatralidade no Rock, Alice Cooper reconhece que sua influência ultrapassou os limites do Hard Rock e chegou às vertentes mais extremas do Heavy Metal. Em entrevista à revista britânica Metal Hammer, publicada nesta quinta-feira, 22 de outubro, o vocalista falou sobre a evolução do gênero. Ele também argumentou sobre como diferentes gerações de músicos incorporaram elementos visuais e dramáticos às apresentações.
Para Cooper, apesar das transformações sonoras e das diversas ramificações surgidas ao longo das décadas, o Death Metal preserva características fundamentais do Hard Rock, especialmente a presença dominante das guitarras e a atitude confrontadora.
“O Death Metal ainda é Hard Rock. Continua sendo um Hard Rock conduzido pelas guitarras, apenas com uma atitude diferente.”
O músico também observou que muitas bandas extremas desenvolveram personagens e elementos teatrais, algo que ele próprio explorava desde o final dos anos 1960. Na sua visão, a utilização de imagens assustadoras, personagens e encenações faz parte da liberdade criativa proporcionada pelo Rock.

Alice Cooper também elogia o Iron Maiden e comenta sua relação com a religião
Durante a conversa, Alice destacou o Iron Maiden como exemplo que combina o peso do Heavy Metal com estruturas elaboradas do Rock Progressivo. Para o vocalista, a capacidade de transitar entre diferentes passagens instrumentais sem perder a energia representa uma das características mais interessantes do grupo britânico.
Cristão declarado, Cooper também comentou como reage às temáticas antirreligiosas frequentemente associadas ao Black Metal e ao Death Metal. Em vez de demonstrar indignação, o cantor afirmou considerar essas manifestações parte da expressão artística dos músicos:
“Eles estão gritando com Deus. Acho que ele aguenta!”
A entrevista também abordou os rumores que acompanharam sua carreira. Um dos episódios mais curiosos envolve histórias segundo as quais ele utilizaria animais em chamas durante suas apresentações. Cooper recordou que organizações de proteção animal chegavam a procurar a equipe da banda para impedir situações que sequer faziam parte do espetáculo.
A conversa integra a divulgação de Devil On My Shoulder, livro no qual o músico explora a convivência entre Vincent Furnier, seu nome verdadeiro, e Alice Cooper, o personagem responsável por transformar o horror, o humor e a provocação em elementos fundamentais dos grandes espetáculos de Rock.

