Álbuns Injustiçados: Dio – “Sacred Heart” (1985)

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Em uma época aonde a disputa acontecia cabeça a cabeça entre os melhores artistas e as melhores obras de todos os tempos era bem era bem fácil relatar sobre possíveis clássicos que perdurariam com o passar do tempo além do sucesso em suas épocas de lançamento. Isso ocorrera também com o mestre supremo, o gigante Padavona. Ou para os mais íntimos, Ronnie James Dio. Este já havia se apresentado muito bem em outras bandas e até mesmo em seu próprio trabalho que nunca ousou chamar de carreira solo.

Todos sabem o quanto o baixinho era respeitador e humilde quanto ao que o rodeava. Inclusive, ele nunca citava a banda como sua carreira solo e muito menos se mostrava de tal forma. Não que se fizesse fosse alguma ofensa, mas era uma forma talvez de respeitar ainda mais os músicos que trabalhavam com ele. Agora quanto aos grandes clássicos do esporte sonoro mundial, o eterno Dio possui uma estante cheia deles com vários hits imortalizados que com toda a certeza estão percorrendo sua mente neste exato momento. Não é mesmo, caríssimo adepto da boa “múzga”?!

Dio Promo 1985

Após o estrondo causado pelas obras magníficas, “Holy Diver” (1983) e “The Last In Line” (1984), Ronnie James Dio continuou a compor e junto de seus aliados lançou aquele que fecharia a trinca de ases de sua banda. “Sacred Heart” foi lançado no dia 15 de agosto de 1985 via Warner Bros. Records e prometia manter a sequência altíssima de grandes canções como ocorrera com “Rainbow In The Dark, “Holy Diver”, “We Rock” e “The Last In Line”. Claro que não citei todas para não fugir da proposta que é falar do terceiro álbum de estúdio da banda.

Este disco em si não sofreu com questões de mudanças de imagem ou até de logo, pois o logo e os temas seguiram alinhados como acontecera nos trabalhos anteriores. A única mudança se deu com a ausência da mascote Murray, dando lugar ao dragão Dean, que reforçava a mensagem carregada de ares da Terra Média. Apesar das premiações por conta do bom número de vendas, “Sacred Heart” acabou não sendo tão mencionado quanto seus irmãos mais velhos e até os dias de hoje é pouco lembrado tanto por fãs quanto pelos veículos especializados (alguns nem tão especializados assim).

Dean, The Dragon/Sacred Heart Promo

Não posso dizer que isso ocorre por conta da ausência de Murray ou até pela dita “maldição do terceiro disco”. Afinal, não existe nenhuma prova sobre isso e essa tal maldição é apenas algo que ouvi falar em alguns fóruns e grupos que eu pesquisava sons para conhecer mais sobre este vasto e rico assunto. O fato é que existem discos que ficam realmente eternizados tanto na memória de seus adeptos quanto em outros ambientes, e isso sem contar o reforço da mídia em sempre retratar e destacar os mesmos discos de determinados artistas. Assim como ocorre com o Dio.

Sei que muitos aqui também consideram um grande clássico, mas a injustiça talvez fique por conta desse destaque menor com relação aos outros dois grandes clássicos que citei acima. Isso sem contar que “Dream Evil” (quarto full length do Dio) é bem mais citado, reverenciado e cortejado que o próprio “Sacred Heart”, mesmo com o próprio Dio dizendo em uma entrevista que não gostava desse álbum. Não sei ao certo o porquê, mas ele possuía motivos para dizer que não gostava. Quanto a mim, eu gosto bastante de todos os álbuns que citei aqui. E sei bem que o “Sacred Heart” merecia muito mais abrangência do que conquistou à época de seu lançamento e posteriormente. Outro fator que o torna ainda mais injustiçado é o seu alcance, sendo disco de ouro nos EUA, e alcançando ótimos números nos mais renomados charts ao redor do mundo, com o melhor resultado obtido nas paradas do Reino Unido (4º lugar).

E já que estamos falando dessa grande obra, confira o time que nos presenteou com essa maravilha de disco: Ronnie James Dio (vocal); Vivian Campbell (guitarra); Jimmy Bain (baixo); Vinny Appice (bateria); Claude Schnell (teclados). Só de relembrar esse super time já deu vontade de ouvir o disco, não é verdade, meu caro compatriota? Então, não perca tempo para ouvir esse esplendoroso trabalho sem pular uma faixa sequer. Comece a festejar de alegria com “King Of Rock And Roll”, vibrar com a faixa-título, refletir com “Another Lie”, chutar o ar com “Rock ‘N’ Children”, e por aí vai…

Siga ouvindo e apreciando um dos grandes trabalhos do Heavy Metal mundial! E como o mestre Padavona dizia:

“Sou apenas um cara normal, que vive como todo mundo.”

John Harrel

“Bad blood – Everybody knows it
But everybody doesn’t care
He’s got the only way to show it
They want to see it everywhere
He’s got to give you fever
He’ll scratch your soul”

Nota: 9,3

Integrantes:

  • Ronnie James Dio (vocal)
  • Vivian Campbell (guitarra)
  • Jimmy Bain (baixo)
  • Vinny Appice (bateria)
  • Claude Schnell (teclados)

Faixas:

  1. King Of Rock And Roll
  2. Sacred Heart
  3. Another Lie
  4. Rock ‘n’ Roll Children
  5. Hungry For Heaven
  6. Like The Beat Of A Heart
  7. Just Another Day
  8. Fallen Angels
  9. Shoot Shoot

Redigido por Stephan Giuliano

Aproveite e complete a trinca inicial e magistral de Ronald James Padavona ao sair do Black Sabbath através das seguintes resenhas:

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