Ace Frehley queria ser lembrado como o cara engraçado, fiel à sua arte e que levou felicidade a muitas pessoas

No último dia 16 de outubro, o mundo do rock perdeu uma de suas figuras mais marcantes: Ace Frehley morreu aos 74 anos. Guitarrista lendário e um dos fundadores do Kiss, ele deixou sua marca tanto na banda quanto em sua carreira solo, que seguiu firme e produtiva até o fim. Seu último disco, “10,000 Volts”, saiu em 2024. Assim que a notícia de sua morte se espalhou, colegas e amigos prestaram tributos emocionados ao eterno “Space Ace”. Curiosamente, o próprio Frehley já havia falado certa vez sobre como gostaria de ser lembrado — com aquele brilho característico de quem sabia o peso da própria história.
Enquanto trabalhava em seu livro Music: 30 Years of Interviews, Chaunce Hayden acabou conseguindo bater um papo com o músico. A obra, que deve sair em janeiro de 2026, traz um olhar bem interessante sobre o que Frehley pensava da própria trajetória. Veja a declaração de Ace (via Blabbermouth):
“Acredito que serei lembrado como uma pessoa direta, que se manteve fiel à sua arte e era respeitado pelos colegas. Levei felicidade a muitas pessoas. Sempre fui o cara engraçado do KISS. É assim que gostaria de ser lembrado.”
Ace Frehley deu uma força pra muita gente deixar o vício pra trás. Mesmo fazendo parte do Rock and Roll Hall of Fame, ele nunca pareceu ligar muito pra fama ou prêmios. O que realmente importava pra ele eram os fãs. Além de inspirar novos músicos, ele costumava dizer:
“Outra coisa que me orgulha é que muitos jovens vêm até mim e dizem que estão em recuperação há cerca de seis meses e que tudo é por minha causa. Dizem que se eu consegui, eles também conseguem. Isso me faz sentir bem.”